Jan
14

AS IMPORTAÇÕES DE VINHOS EM 2013


Caros amigos, feliz 2014….
Estou postando estas informações que recebo todos os anos do amigo Adão Morellato.
São úteis para acompanhar o comércio de importação dos vinhos.
Deverei animar-me para continuar dando minhas opiniões sobre os vinhos bebidos.
Abraço a todos os pacientes leitores.
 
Diz o Adão:
 
Como de costume, segue nossa análise sobre o mercado de vinhos importados em 2013. Aqui são analisados os 3 segmentos: Vinhos Finos, de mesa, Champagne e Espumantes.
 
Um ano nada satisfatório enologicamente, em queda pela primeira vez nos últimos 15 anos, apresentou uma defasagem de -3,225% em comparação com 2012, fortemente influenciado pela alta valorização cambial de 15,37% da moeda americana e de 19,90% da moeda euro. Lembrado-os que nossa cadeia tributária é em cascata, um patamar desta valoração, influencia demasiadamente no custo final do produto.
 
Aqui mostramos como cada país, posicionou-se em 2012:
 
1º CHILE:              Mantendo sua participação com larga vantagem, segue na liderança absoluta com 31,52% de share value e 37,89% share market, apresentou uma ligeira queda de 3,10%, coma uma valorização de 2,89% no custo médio, porém ainda mais econômico ( 21,65%) que os vinhos provenientes da Argentina. Eles realmente conhecem nossos momentos e  movimentos mercadológicos e como ninguém, se adequa com uma velocidade impressionante, de maneira tal, que a sua participação cresce a cada ano, mesmo com as adversidade’s momentaneas.
 
2º ARGENTINA:   Seguindo seu histórico participativo, em 2013 perdeu 13,98% em volume e 10,83% em valor, com uma queda de 14,42% referente ao ano anterior. As políticas públicas do país, não tem ajudado a mudar este quadro, dados as constantes intervenções na economia e nas políticas agrárias, o que interfere diretamente na exportação de vinhos, pois, salvo os grandes grupos viti-vinícolas, há uma inflação camuflada e o capital excessivamente debilitado impede uma ação mercadológica mais intensiva mundo afora e para novos empreendimentos a largo prazo.
 
3º FRANÇA:        Surpreendentemente, cresce com taxa de 4,07% em 2013, com uma performance de 16,04% em Valor r de 5,91%, obviamente que os vinhos Champagne, tem um peso enorme, com quase a metade de share em valor (43,31%), demonstrado no custo médio de USD 10,44 lt, porém o crescimento deu-se no segmento mais disputado, vinhos médios, na faixa de USD 3,90 á USD 6,90 a garrafa. Como comentamos em artigos anteriores, há uma lacuna que os franceses estão disputando mundo fora com muita garra, indícios de um mercado saturado (europeu) e uma economia ainda em fase lenta de recuperação.
 
4º PORTUGAL:   Mantendo praticamente inalterado os valores desde 2011, em 2013 ficou em ligeira queda de 1,48%, em sintonia com o mercado, chama-nos a atenção sua desvalorização de 50% no custo médio a USD 2,60 lt, o que não ocorria desde 2010. Como aqui há um público receptivo a produtos deste país, estão direcionando suas estratégicas para cá e principalmente Angola, em detrinimento de outros mercados.
 
5º ITÁLIA:         Neste embate ano a ano, com Portugal, em 2013, posiciona-se neste ranking, com queda de 1,09%, influenciado fortemente pela queda de 16,75 do vinho tipo Prosecco e também uma queda abrupta de exportação do vinho tipo Lambrusco, que há 3 anos, vem se valorizando na Itália, pelas novas políticas regionais, que não  permite que seja produzido fora de sua área tradicional (Reggio Emilia), diferentemente de Portugal, valorizou seus vinhos e quase 17,57% aumentando sua tradicional, vasta, rica e diversificada tipologia  de todas as regiões vinícolas. 
 
6º ESPANHA:     Aqui temos uma grande surpresa, em linha com anos anteriores que sempre apresentou crescimento, em 2013 vieram com + 8,07% e aumenta seu share value para 6,06% com vinhos 90,77% mais caros que os portugueses e 25,57 % mais caros que os italianos, como também já comentado aqui em edições anteriores, vieram para ficar e encontram cada ano mais, um nicho, um local, um espaço onde penetrar, seja por força de sua capacidade produtiva, seja pelas ações constantes, persistência e sistematicamente alavancadas pelas campanhas promocionais governamentais e principalmente pelos eventos e feiras periódicas em distintas regiões, onde uma massa de brasileiros sempre são convidados e observados de maneira intensiva.
 
Demais Países:   Contribuem com apenas 3,93% em valor e 3,72% em volume, destaque para o crescimento de +41,16% dos USA e +6,35% da N. Zelândia e queda vertiginosa de -54,14% da Africa do Sul e -44,62% da Austrália.
 
Análise de minha inteira e única responsabilidade, estando permitido sua divulgação, distribuição e publicação, sem mudança ou alteração no seu texto e conteúdo analítico. Caso necessitem da planilha com dados mais específicos e esclarecedores, favor contactarem-me.
 
Abs
 
 
FONTES: BACEN, SRF e MDIC
 
 
INTERNATIONAL CONSULTING
ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
R. Laura B. Nascimento, 245
Mairipora – SP – 07600-000
Tel. 55 11 4419.2286 – Cel. 55 11 973.614.333
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Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012


CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

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Oct
1

CASTELLO BANFI – SANGIOVESE E O PROJETO DE SELEÇÃO DE CLONES


O Castello Banfi também com hospedagem

O Castello Banfi também com hospedagem

 

 

 

Na semana passada um grupo de jornalistas e sommeliers, provamos a convite da Word Wine, importadora de vinhos, uma deliciosa e curiosa coleção de vinhos do CASTELLO BANFI, de safras novas que serão comercializadas atualmente com exclusividade.

Este Castelo é proprietário de incomum extensão de terras na Itália, com quase dez mil hectares de vinhedos na região da Toscana, e deste modo fizeram e fazem uma minuciosa seleção de clones da uva Sangiovese. Há 30 anos pesquisam e selecionam a partir de mais de 600 clones existentes na Toscana, as melhores escolhas para seus vinhos. Desta seleção, atualmente utilizam só cerca de 15 clones, considerados os melhores para participar das assemblages de seus vinhos.

Fizemos então uma degustação, como mencionei, curiosíssima e  inédita, que poucas vezes já foram feitas por eles no mundo, como demonstração, que seus diretores comercial e de marketing trouxeram para o Brasil.

Trata-se de vinhos novos, de vinhedos separados, de clones únicos, engarrafados recentemente, para que pudéssemos entender e se divertir, como se a assemblage estivesse sendo feita naquele momento, durante a nossa degustação , ou seja, bebemos os vinhos componentes da mistura e o  vinho comercial final.

Bebemos o vinho final BRUNELLO POGGIO D’ORCIA 2007; e bebemos isoladamente os três vinhos que o compunham, dos vinhedos chamados  Janus 10, Janus 50 e BF 30.

As variáveis dos vinhos simples tinham as seguintes características (avaliadas pelo enólogo da empresa) : floral, frutas vermelhas, maçãs, álcool, fenóis, tipicidade, estrutura, adstringência, tabaco e especiarias. Em que os vinhos de cada vinhedo possuíam mais ou menos destas forças.

Esta arte difícil de coordenar as assemblages confirmou o que já é notório: a composição final foi surpreendente melhor que as qualidades dos vinhos simples isolados, ou seja, o treino e paladar do enólogo ou do grupo que participa das decisões, fazem milagres nos ajustes das composições dos vinhos.

Bebemos ainda o BRUNELLO POGGIO ALLE MURA 2007, cujos componentes eram dos vinhedos: Podernuovo e Sarrena.

A www.worldwine.com.br está trazendo os seguintes vinhos desta empresa CASTELO BANFI que provamos:

Espumante Rosa Regali levemente doce  R$ 112

Centine Bianco IGT 2011 –R$ 70

BelnerO IGT 2008 – R$ 136

FloruS IGT 2008 – 2007 – R$ 169

Rosso di Montalcino DOC 2010 – R$ 128

Brunello di Montalcino 2007 – R$ 273

Brunello di Montalcino Poggio alle Mura 2007 – R$ 389

 

Televendas 11- 3383 7477

Mais informações Sandra Scholnick  Tel 11- 3816 5312

 

 

 

Aug
21

Vilafonté 2004 Series m Stellenbosch – África do Sul


 

 

Este é um vinho famoso na África do Sul, da região reconhecidamente boa para tintos – Stellenbosch – mas,  mais que isso tem curiosa história de amor da enóloga com os vinhos. Produzido por uma conhecida e competente enóloga, Zelma Long, uma das primeiras enólogas americanas da Universidade de Davis, que iniciou e trabalhou na vinícola de Robert Mondavi por 10 anos, onde produziu o Opus One e em seguida trabalhou mais 18 anos na Simi, também da Califórnia. Mudando para a África do Sul, iniciou este novo projeto dos vinhos Vilafonté, reputado naquele país e internacionalmente de grande categoria.

É um vinho com receita bordalesa, com 36% de Cabernet Sauvignon, 31% de Merlot, 25% de Malbec e 8% de Cabernet Franc.

Com bonita cor rubi.

Aromas ainda um pouco fechados, provavelmente pela sua juventude e deve estar em uma fase de adormecimento como os de Bordeaux, mas frutados agradáveis e pouca complexidade.

Na boca já demonstra muito mais qualidades, é fino, delicado, elegante, muito equilibrado na acidez e tanicidade, bom corpo, estrutura com potencial de longevidade.

E um ESCOPETA, caro

Importado pela nova importadora Qual Vinho que se especializa em vinhos da África do Sul, já com boa variedade de vinhos e preços; dirigida por nosso amigo, blogueiro, Raphael Malagó,  que residiu vários anos naquele país, com blog e site: www.qualvinho,com.br  e até já colaborou com o nosso blog, com notícias de França,  www.zedovinho.com.br  

Qual Vinho Comércio e Importação – LTDA
Rua Costa Carvalho 561 – Pinheiros – São Paulo – CEP: 05429-130

Compre pelo telefone: (11) 3032-1007 (Horário de atendimento: 2º à 6º das 9:00 às 18:00h) ao preço de R$ 280,00

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Aug
19

Barolo Bricco Rocche 1982 Ceretto – Piemonte – Itália


 

 

Entre os bebedores de vinho existe uma piadinha que diz que, em se falando do amadurecimento dos vinhos Barolos, ou ele está jovem demais ou já está passado!! Isto porque até os anos de 1985-90 este vinho com muita estrutura e tanino, passava muitos anos nas madeiras, o que piorava ainda mais essa situação. Demorava muitos anos para amadurecer, quinze, vinte, ou mais anos, no mínimo, e então, no meio de tantas marcas, se perdia o controle de um momento adequado para consumi-lo. Posso garantir que era uma verdade mesmo, essa dificuldade não era só uma piada.

Ontem tivemos muita sorte de beber uma esplêndida garrafa de 1982, cuja origem tem até uma pequena história; há cerca de 15 anos um grupo de jornalistas e convidados fomos para o Piemonte visitar produtores. No meio da viagem numa pequena lojinha de vinhos descobrimos este vinho em garrafa magnum, imediatamente aconselhei meu amigo José Luiz Botelho, engenheiro de São Jose dos Campos, a comprá-la. Desde então ficamos de bebê-la juntos; após mais de 15 anos de tentativas, conseguimos bebê-la ontem, com um almoço piemontês caseiro.

Foi um deslumbramento! – após uma briguinha com a rolha esfarelenta, mas ainda eficiente na sua função, conseguimos destampar a preciosidade; imediatamente um jato de grandes perfumes me atingiu, a uma distância de um braço, pude perceber então, aromas de vinho, frutas e flores, que garantia a maravilhosa integridade e saúde do vinho, foi um alívio e felicidade geral.

Este Barolo Bricco Rocche 1982 – Bricco Roche, foi sua primeira safra, produzida na demarcação Barolo, em Castiglione Falletto, no Piemonte. Com 100% de uvas Nebbiolo, num vinhedo de 1,2 hectares, esta inicial foi uma produção mínima, 5000 garrafas, e desde a primeira edição já um grande sucesso. Passou 12 meses em barricas de carvalho de 300 litros e outro ano em tonéis grandes de 2500 litros.

Se você tem uma garrafa de  Barolo famoso, estude nos livros, e ou, na internet seu melhor momento de consumo e aproveite ao máximo – não espere muito, nem beba logo !!

Sua cor era rubi claro, já com leve castanho, brilhante e transparente.

Os aromas iniciais foram das frutas e flores, em seguida de um vinho maduro, com frutas e solo de bosque, animal muito leve, delicado elegante, intenso e persistente.

Na boca esteve incrível, leve, delicado, fino, elegante, com frutas leves e secas, vinho evoluído com descrição difícil, sem marcas da madeira que o conteve, macio, redondo, com acidez e taninos muito equilibrados, e, bastante longo no final de boca.

Uma grande e muito bem amadurecida magnum de Barolo, que faz jus a sua fama.

 

Um ZAP

 

Importado pela www.cellar-af.com.br/   vendas tel  11- 5531 0794

O preço de safras mais recentes ficam em torno de R$ 700-1000, no Brasil. As antigas como a de 1982 se tivessem no Brasil deveriam custar o dobro destes valores.

 

 

 

          

 

Aug
14

Ironstone Zinfandel 2008 Velhas Vinhas Rous – Lodi – California.


 

Desculpem-me, estou voltando…

Ironstone Zinfandel 2008 Velhas Vinhas Rous  – Lodi – California.

Produzido pela família Kautz, Califórnia, Estados Unidos. Atualmente a família Kautz é uma das 10 maiores produtoras de uvas da Califórnia e, desde 1988, decidiu produzir seus próprios vinhos. Localizada no coração da região de Sierra Foothills, a vinícola elabora este tinto a partir de uvas de velhas vinhas, quase centenárias, com 95% Zinfandel e 5% Petite Syrah. Na região o 2008 é uma boa safra.

Produzido com as variedade Zinfandel dos vinhedos velhos 95% e Petite Sirah 5%, vindas unicamente do vinhedo  Rous, plantado em 1909. A uva Zinfandel é considerada muito típica da Califórnia, e como já referi anteriormente, embora suas origens estejam no sul da Itália, considerada uma variante da uva Primitivo.

Amadurecimento em barricas de carvalho francês e por 10 meses a temperatura constante de 15°C e posterior engarrafamento. Passa um curto período de envelhecimento em garrafa antes da sua comercialização.

Cor rubi escuro.

Nos aromas tem boas frutas vermelhas, frutos maduros, fino, com um enriquecimento vegetal e floral leve, é intenso e longo.

Na boca apresenta-se frutado, com frutas vermelhas, amoras uvas, frutos maduros dos climas quentes. É agradável, encorpado, estruturados, concentrado, com bom equilíbrio não se percebendo seus 14,5 graus alcoólicos,  com boa acidez, taninos macios e redondos, com potencial de melhora por mais alguns anos, rico final de boca.

 

Um vinho robusto, com boa complexidade resiste aos pratos com molhos densos, massas e carnes churrasqueadas, queijos fortes, os de massa dura como o parmesão e pecorino.

 

É um ESCOPETA , vale o preço.

Importado pela  www.casaflora.com.br    Tel 11 2842- 5199

Na www.brbebidas.com.br   o preço é de R$ 129,00,  rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 sempre com um desconto a mais para os leitores do www.zedovinho.com.br

 

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Jun
13

Pinot Noir dois agradáveis vinhos: Palliser 2008 e Marsanay Louis Latour 2009


 

 

Palliser 2008 – Martinborough – New Zelândia

Há duas décadas este estabelecimento situado  na região de Martinborough na Nova Zelândia produz vinhos progressivamente de melhor qualidade. Sua primeira safra foi em 1989. A propriedade com 92 hectares produz predominantemente Pinot Noir e Sauvignon Blanc, mas ainda Chardonnay, Pinot Gris e Riesling. Tem uma referência de qualidade chamada de ISO 14001, condições de excelência na produção.

Este Pinot Noir foi produzido e amadurecido por 12 meses em barricas francesas dando-lhe uma cor rubi clara, característica dos Pinot Noirs.

Aromas frutados muito agradáveis, fino, delicado, com leves cerejas dessa uva, intenso e longo.

Na boca é frutado, longo, rico, elegante, equilibrado corpo médio, mas muito bom. Está ótimo para se consumir, mas tem ainda alguns anos para melhorar e atingir sua melhor forma.

É um ESCOPETA.

Importado pela Premium Wines de Belo Horizonte, garimpadora de excelentes vinhos tintos e brancos da Nova Zelândia – www.premiumwines.com.br

Belo Horizonte – MG – 31 3282-1588
São Paulo – SP – 11 2574-8303

Preço R$ 165

 

Marsanay Louis Latour 2009 – Côtes de Beaune – Bourgogne – França

Marsanay é uma pequena vila situada no limite sul das Côtes de Beaune, na Borgonha, em geral vinhos menos finos e elegantes, quase rústicos comparados com os desta região mais norte até chegar em Beaune, como por exemplo os Pommard e Volnay. No entanto, este vinho provado do produtor Louis Latour, um tradicional nome para bons vinhos de toda borgonha, embora nem sempre de altíssimo nível, nem caríssimos, com algumas exceções, esteve bastante consistente e agradável.

Estava claro de cor como sempre são os borgonhas.

Aromas característicos do Pinot Noir, fresco, jovem, frutado bastante agradável com as cerejas.

 Na boca, muito agradável, frutado, jovem, bem equilibrado e harmonioso, bom corpo, já macio para consumo com sua pouca idade, mas ainda prometendo melhorar o amadurecimento nos próximos 3 a 5 anos.

Um ESCOPETA pelo preço.

Importado pela  www.casaflora.com.br    Tel 11 2842- 5199, com preço em ajuste, por R$ 119.

Comercializado também pela www.brbebidas.com.br   ,  rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 sempre com um desconto a mais para os leitores do www.zedovinho.com.br

 

 

 

Jun
6

Desculpem minha ausência


 

Meus caros amigos.

Desculpem-me a ausência de comunicações.

Há 1 mes estou curtindo uma pedra no rim bem dolorida e sem ânimo para nossos comentários.

Estou quase bom, daqui para frente vou me concentrar e dizer alguma coisa.

May
11

Terrazas de los Andes- viagem a Mendoza


 

 

Adegas da Terrazas de los andes

Adegas da Terrazas de los andes

Fizemos uma viagem muito agradável à Mendoza na Argentina, éramos dez jornalistas de várias áreas profissionais, convidados pela Terrazas de los Andes/Bodegas Chandon argentinas; empresas comandadas pelo tambem presidente da Cheval Blanc e do Château d’Yquem da França,  Pierre Lurton  e do grande enólogo hoje quase argentino Nicolas Audebert.

Explico que alguns dos jornalistas eram da área de gastronomia, outros de vinhos, outros de moda, outros de cosméticos, eu representei a Revista GOSTO. Foi um grupo formidável que me fez esquecer o péssimo mau tempo. Ganhamos na loto do mau tempo; numa região considerada quase desértica e sem chuvas, (chove apenas 30 dias por ano) e por isso é uma ótima região produtora de vinhos, acertamos em cheio, quatros dias frios entre 5 e 12°C, sem ver nem o sol, nem a famosa Cordilheira dos Andes.

Em 1990 foi a época inicial que a Bodegas Chandon começou a produzir vinhos finos e elegantes na região.  Lá chamam de “Terrazas” os vinhedos situados em alta altitude, e em escadas de altura, entre 900 e até 1500 metros acima do nível do mar, e que têm a característica de produzirem melhor nestas variações climáticas, as clássicas uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e outras, cada uma produzindo melhor em cada uma dessas altitudes.     

Pela secura do clima, possuem uma incrível rede artificial de canais para a irrigação dos vinhedos locais; águas límpidas e transparentes dos degelos da cordilheira formam o rio Mendoza, e a partir dele a rede de irrigação. Nesse sistema, podem fazer um controle rígido dando mais e menos quantidade de água para cada vinhedo considerado, e tem mais, a água é paga aos cofres públicos conforme a quantidade usada, mesmo sabendo que drena naturalmente e grátis das montanhas. Existe um sistema inteligente de mini comportas que podem desviar os fluxos de água até as posições desejáveis dentro dos vinhedos.

Nos vinhedos também existe um sistema forte, caro e rígido de telas que protegem principalmente os vinhedos das uvas Malbec, cujas cascas são mais finas e frágeis, para suportar os granizos. Uma chuva de granizo pode arruinar a produção não somente naquele ano, mas os danos podem prejudicar a produção e a recuperação demorar até três anos. 

Houve muitas compensações para redimir o mau tempo. Normalmente em todas as vinícolas que já visitei na vida, no período das colheitas e vindima os recepcionistas e enólogos odeiam receber e passear com os turistas, até mesmo jornalistas especializados.  Desta vez surpreendi-me com as gentilezas de todos recepcionista e enólogos, principalmente o Gustavo Ursomarso, um dos encarregados de toda a produção dos Terrazas de los Andes, que nos acompanhou, provando pacientemente conosco, e comentando todas as etapas da vinificação, ensinando-nos todos os truques dos processos e nos fazendo provar das várias cubas em evolução em que os vinhos estavam em processo fermentativo, em suas várias etapas, desde um suco no primeiro dia de fermentação, em seguida no segundo, sétimo, décimo quinto, até os de mais de 20 dias com o vinho praticamente pronto. Foi uma experiência inesquecível provar todas estas etapas da vinificação de um mesmo tipo de uva e de um mesmo vinhedo. Toda a produção é vinificada separadamente em 60 a 70 grandes cubas de aço e após 6 meses é que fazem a “assemblage” final para o amadurecimento.

O vinho Cabernet Sauvignon amadurece em barricas novas francesas e o Malbec em barricas de um ano, com tostado médio.

Em uma das tardes  fizemos uma prova vertical do vinho Cheval des Andes desde sua  primeira edição em 1999, seguidas das de 2002, 2006 e 2007. Estavam todos muito bons, finos, delicados e elegantes, com um amadurecimento muito positivo, surpreendendo-me, pois as comuns críticas inglesas são de que estes vinhos sul americanos não conseguem envelhecer bem. O mais antigo já com 13 anos, estava com ótima estrutura, e taninos macios e sem dúvidas suportam ainda mais anos de guarda.

 

Outra simpaticíssima degustação à luz de velas dentro da adegas centenárias, estilo espanhol do final de 1800, lindamente restaurada. Bebemos os vinhos Terrazas de los Andes – Varietais e “single vineyards”.

Os tintos Cabernet Sauvignon 1999, 2002, 2005, 2007 e Malbec  1997, 2001, 2006, 2008. Todos homogeneamente muito bons, frutado, com boa estrutura e tanicidade, numa tentativa de demonstrar a boa qualidade e potenciais de guarda e amadurecimento.

 

O aprendizado final foi compreender melhor os truques e prazos na vinificação dos vinhos e que os vinhos tintos de Malbec e Cabernet Sauvignon, com muita cor, estrutura, álcool, frutas e taninos, têm grande potencial de guarda, com melhora com seus envelhecimentos. Tanto nos vinhos com misturas de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot como no Cheval des Andes, bem como nos principais Varietais ou seja com 100% das uvas de Malbec e  Cabernet Sauvignon.

 

Apr
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VINHOS DA SEMANA 16 04 12 BIN 707 PENFOLDS 1994


 

 

CHÂTEAU SAINT-PIERRE 1982 – Saint-Julien – Bordeaux – França

É um « grand cru classé » daquela região e por ser um vinho desta famosa safra esperávamos mais do que foi encontrado. Recentemente provamos outra garrafa bastante boa, mas esta não estava a altura de sua fama. Saint-Julien é uma nobilíssima origem com vinhos densos e escuros e duráveis.

Sua cor mantendo seu pedigree estava escura quase negra.

Aromas simples fechados com pouca riqueza,  levissimo medicinal fenólico comprometedor, talvez uma incompetência da rolha.

Na boca estava bom, macio, embora com pouca fruta e envelhecido sem complexidade. Realmente não foi uma garrafa feliz.

A lição de hoje é que uma grande safra tem que ter bons auxiliares, principalmente uma boa rolha na garrafa, mas infelizmente é quase impossível, senão impossível poder avaliar a rolha numa garrafa fechada, é uma das loterias do vinho, para os maiores especialistas, sem chances, sem defesas. Claro uma boa adega, sem muitos rebuscamentos,  para esperar os anos passarem.

 

 

BIN 707 CABERNET SAUVIGNON 1994 – BAROSSA VALEY – AUSTRÁLIA 

 

Este vinho foi produzido nas regiões de Coonawarra, Barossa Valley and Mount Barker, pertencem à família dos mais famosos e históricos, da vinícola da Penfolds. Esta vinícola, das melhores da Austrália,  produz um irmão deste, dos mais famosos vinhos do mundo e bastante caro, o Penfolds  Grange, que até há poucos anos chamava-se Penfolds Grange-Hermitage.

Este comentado Penfolds Bin 707 de 1994, é considerados por eles próprios como um  melhores Cabernet Sauvignon já produzido, talvez de todos os tempos. Confira se puder!! Precisa uma graninha. Se puder beba também o Grange, serão inesquecíveis.

 

Este tinha uma cor muito escura quase negra.

 

Aroma muito intenso e muito longo, frutado, maduro, baunilhado, com torrefação para o café, um toque de carvalho americano.

 

Na boca era muito bom, delicado, elegante, frutado, madeirado sem machucar, herbáceos leves e taninos gostosos.

 

Um ZAP caro

 

Importado pela www.mistral.com.br Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400.

O Bin 707 da safra de 2006 custa R$ 642.

O Grange safra de 2004 custa R$ 2003,76

Na www.brbebidas.com.br tel 011 3071-0777 que é um revendedor às vezes tem um descontinho.

 

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