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Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012



CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

INTERNATIONAL CONSULTING
ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
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Mairipora – SP – 07600-000
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Apr
17

VIÑA ARDANZA 1976 – Reserva Rioja Alta – Espanha



 

 

Um punhado de bons e maduros vinhos fomos degustando nestas duas semanas ausente de comentários.

Como nosso mercado é pobre em gerar notícias  sobre os vinhos internacionais, fico às vezes mudo, e, constrangido de comentar pequenas notícias como por exemplo fulano comprou uma vinícola de  sicrano no Chile ou na Austrália.

Se os amigos leitores provocarem-me com perguntas, é possível que possa opinar sobre alguma notícia que tenha passada sem comentários.

Como já disse outras vezes, frequentemente, bebemos alguns vinhos que não se encontram em nosso mercado, mas que os comentários poderão completar informações básicas sobre o assunto.

Por exemplo, tenho sempre elogiado este vinho e repito comentando como um dos mais gostosos e bom de preço, da Espanha, talvez do mundo. Foi um enorme prazer beber esta garrafa trazida por meu amigo Raul, que comprou-a de mim mesmo, nos velhos tempos da Maison des Vins (é como se chamava nossa importadora) e foi a primeira marca que importamos, mas esta não foi a primeira safra, a primeira foi de 1971. É só ter paciência,  os espanhóis, principalmente os Riojas, envelhecem com espantosa dignidade.

Estava com a cor bastante marrom, já bem claro, como envelhece os Riojas, até marrom demais, com suspeita de passado. Engano, estava ótimo.

Aromas muitos intensos de uma distante fruta, com madeira agradável e aroma de vinho maduro, até um pouco oxidado, mas não desagradável , com torrefação e champignons, com complexos e intrigantes perfumes.

Na boca tinha só qualidades, delicado, fino, elegante, macio, aveludado, redondo, com indescritíveis sabores, ainda frutado, com nozes? Muito bom corpo, acidez preciosa dos riojas, muito harmonioso.

É um ZAP

Esta marca é importada pela Zahil, mas não esta safra, procurando na internet encontrei para os amigos, baratinho R$ 180, foi a única oferta encontrada, é só dar um pulinho até a Holanda:

Het Nederlands Wijn Antiquariaat  – 2A Eerste Weteringdwars Straat, Amsterdam 1017 TN   Eles entregam em casa talvez valha a pena fazer um teste de compra.

Jan
26

A perfeita harmonia – vinho e madeira



As barricas de carvalhos

As barricas de carvalhos

 

” O barril não está relacionado com uma questão de essências, está relacionado com o equilíbrio e longevidade. É a lenta e nobre oxidação é que conta.”

 

Victor Pascual,  do Conselho Regulador de Rioja.

 

Tenho martelado à fadiga minha opinião e sensibilidade sobre a influência da madeira sobre os vinhos. Frequentemente, em nossas degustações de confraria parecendo perseguição minha, critico fortemente os vinhos apresentados como super madeirados, às vezes sinto-me estar sendo cansativo aos meus confrades por esta minha intolerância. Às vezes até parece que estou querendo aparecer, pois com freqüência caros e famosos vinhos abusam demais de seus estágios em madeira, daí suas perdas de qualidades e minhas críticas.

Este mês lendo a revista inglesa Decanter www.decanter.com , tive um momento de alívio com um artigo curto e preciso do conhecido e famoso Andrew Jefford (edição Janeiro 2012, pg. 50) sobre os vinhos de Rioja e seus estágios na madeira. Nele se pode bem entender como são especializados os produtores riojanos e suas sensibilidades na dosagem das barricagens de madeiras em seus vinhos. É toda uma arte e ciência a maneira que os mais famosos da região manipulam as influências justas das madeiras sobre os vinhos, a ponto de fazerem as várias trocas de tonéis e barricas durante o período de amadurecimento para darem o ponto justo de colaboração das madeiras sobre os vinhos. Sempre barricas já utilizadas previamente, ou seja, barricas novas utilizadas por curto período de tempo, várias vezes. Sem dúvidas a madeira é a melhor companhia para os vinhos, é uma combinação imbatível, mas não perdendo o controle das partes, não deixando o entusiasmo e o preço delas contaminar a harmonia. É praticamente uma vigilância nos controles diários que levam os sabores à perfeição.

Para cumprir as legais exigências das DOCs com seus tipos: crianza, reserva e gran reserva ( que na verdade começam a perder a rigidez das forças legais) e seus estágios em madeira, uma série de acomodações têm que ser observadas. Por exemplo: não é somente colocar os vinhos em caras barricas francesas por um período legal obrigatório de estágio é que fará daquele vinho uma perfeição de equilíbrio. Cada vinho cada safra, cada região tem que ter seu justo tempero.

Jefford comenta que na Rioja, seus vinhos já nascem maduros devidos seus perfeitos estágios em madeira.

Por exemplo, o produtor Muga, com seu estoque de 13.000 barris, a idade média deles é de 3 a 4 anos.

O Vinho Viña Arana Reserva, da empresa La Rioja Alta, fica 3 anos em barricas com média de 3,5 anos de idade, mas nenhuma nova. Dormem os vinhos poucos meses em cada tipo de barricas, este específico vinho troca de moradia no mínimo 6 vezes para conseguira um harmonioso bouquet final.

Ramón Bilbao coloca seus vinhos em barricas novas somente por cerca de 3 a 4 meses, depois em barricas de 1 ano, segue-se em barricas de 3 a 4 anos, estas etapas duram cerca de 3 a 4 meses; vejam então nossos amigos leitores o trabalho, o bom gosto e a experiência necessária para se conseguir o bom equilíbrio final.

Ramírez de Ganuza só usa velhos barris.

 

Este trabalho e experiência é que valoriza as desejáveis e micro oxidações nos vinhos, que acontecem nesta trocas e tipos de madeira, este é o fator mais importante na harmonia do sabor final, ficando para lugares secundários as baunilhas e taninos que os vinhos possam ter.

Para não se ficar muito técnico lembro ainda que certo jogo com as muitas variáveis levando em conta os vários tipos de uvas riojanas: Tempranillo, Garnacha, Mazuelo e Graciano e os vários tipos de carvalhos: franceses, do leste europeu e americano, com maior ou menor tosta, podem tomar parte neste jogo da harmonia perfeita.

 

Dec
20

SIMPLES E GOSTOSOS PARA O FINAL DE ANO



 

HONÓRIO RUBIO 2005 – Crianza – Rioja – Espanha

Vindo da sempre gostosa  e boa região de Rioja este tinto com 85% de Tempranillo, 10% de Garnacha e 5% de Mazuelo, uma composição muito feliz e comum na região, mostrou-se com muito boas qualidades.

Cor rubi.

Aromas muito agradáveis até complexo, com madeira americana leve,  frutas, animal, tudo típico da região.

Na boca é bom, delicado elegante, fácil, redondo,  macio, madeira leve e que melhorou com uma hora e mais depois de aberta a garrafa, algumas horas depois um restinho estava ótimo.

Um prazer de Escopeta.

Importado pela   www.bodegas.com.br  11- 5182-2401, distribuídos em vários locais, na BR BEBIDAS 11-3071-0777 por R$ 56.

 

Dádivas 2010 – Pinot Noir – Lidio Carraro – Sul Brasil

Um Pinot Noir com agradáveis essências de sua uva, claro, com os descontos de abrasileirada, produzida por um produtor que não usa madeira em seus vinhos, mas que a meu ver é uma qualidade, pois seus vinhos são nítidos e limpos com sabores das uvas de origem.

Cor rubi claro.

Aromas com frutados leves, das frutas vermelhas, média intensidade.

Na boca é leve, macio, redondo e frutado, pouca complexidade e médio corpo, final agradável sem críticas. Não é para se fazer comparações internacionais e sim para se aproveitar sua qualidades de frutas e leveza de corpo. Bom com as refeições.

Um Espadilha barato.

Produtor www.lidiocarraro.com vendedores em todo o Brasil.

Na BR Bebidas para os leitores do www.zedovinho.com.br R$ 38

Nov
29

Marqués de Cáceres 2006 Crianza – Rioja – Espanha



 

 

Enrique Forner o fundador da vinícola, com a colaboração do famoso enólogo de Bordeaux Emile Peynaud, nos anos sessenta, escolheram as terras que seriam os vinhedos desta importante vinícola na Rioja Alta na Espanha. A família do fundador já proprietária de importantes marcas em Bordeaux como os Châteaux Comensac e Larose Trintodon uniram as experiências para produzir este interessante vinho.

Produzem os três tipos clássicos de vinhos espanhois: crianza, reserva e gran reserva; esta safra de 2006 é boa, mas não excepcional,  foi produzida com as uvas (85%) Tempranillo, (15%) Garnacha Tinta e Graciano; esta última, mais cara e nobre, adicionada até em pequenas quantidades, dão sempre um toque(bordalês) de leveza e fineza ao vinho.

Sua cor era rubi claro

Aromas muito agradáveis, tostados (café e chocolate leves), longo e intenso.

Na boca bastante leve, macio redondo, um estilo bordalês, frutado simples e até leve rusticidade sem prejudicar o todo, taninos macios e boa acidez.

É  um Espadilha gostoso.

Importado pela importadora Mr. Man 11- 3030-7113 preço internet em torno de R$75.

Na BR Bebidas – 11 3071-0777 sempre tem um discontinho a mais para os leitores do zedovinho.

 

 

Oct
17

Vinhos da semana 17/10/11



 

 

Vinhos da semana – apresenta um punhado de bebidos estes dias.

 

  • Bordeaux Réserve Spéciale blanc 2009 (Domaines Barons de Rothschild) – França

Um Espadilha.

Um branco agradável, simples e barato, tem o que se chama por aí de aromas tutti frutti (parecido com o do chiclets) ou também de bombon anglais;  com uvas de Bordeaux: Sauvignon Blanc, Semillon e Muscadelle, sai todos os anos com uvas escolhidas. Importado pela www.mistral.com.br e também negociado pela www.brbebidas.com.br

Preço R$ 56,22

  • Redoma 2009 branco – Douro – Niepoort – Portugal

Clarinho, aromas frutados, delicado, com aromas e sabores madeirados, corpo leve e bem equilibrado. Produzido com várias uvas locais, bom para se provar as portuguesas com nomes estranhos, mas diferentes e boas.

É um Espadilha

Importado pela www.mistral.com.br R$ 108,81

  • Wein Gut Präeger Riesling 1997 – Austria

Dourado claro. Muito bom, já amadurecido por 14 anos, se deu muito bem no que dos Riesling mais maduros se espera, aromas intensos, com a clássica e agradável mistura do frutado com o mineral do petróleo. Na boca é bom, vivo, elegante e longo.

Um Escopeta

Não consegui saber se existe no Brasil com esta idade para venda.

Na Europa custaria US$ 85. Aqui 3 vezes mais.

  • Château L’Evangile 1985 Pomerol Bordeaux – França

É um dos grandes da região de Pomerol, e com essa idade estava uma delícia. Rubi delicado, clarete.

É rubi sem grandes bordas marrons, que lhe dá ainda mais anos de vida.

Aromas, muito bom, delicado elegante e com as nobres frutas secas é do meu gosto; figos secos, passas, intenso e longo.

Na boca esteve muito leve, delicado, macio e redondo, complexo pelos seus anos.

 

Um ZAP caro.

Um vinho de US$ 300 na Europa e USA se tivesse a venda no Brasil, talvez 3 vezes mais caro.  

 

  • Torremilanos 1994 – Aranda de Duero – Espanha

Não anotei se era Gran Reserva, Reserva ou Crianza, mas estava ótimo, este ano de 1994 é nota máxima como safra. Esteve à sua altura. Já comentei um gran reserva anteriormente, veja no índice.

Rubi com bordas marron.

Na boca bom, delicado, elegante, leve, macio, evoluído com corpo leve.

 

É um Escopeta

 

Importado e pela Vinea, o deste ano não tem mais, do ano de 1998 custa R$ 345, o Crianza R$ 138. Rua Manoel da Nóbrega, 1014 – Paraíso – São Paulo – SP | Loja:    +55.11.3059.5206  

 

 

  •         Yealands Way Pinot Noir 2009 – Marlborough/Otago – Nova Zelândia

 

Como gosto muito dos vinhos de Pinot Noir da Nova Zelandia, vi este e não resisti a curiosidade e a tentação, não o conhecia. É de uma vinícola muito caprichada acho que até orgânica.

Fiz muito boa descoberta domingo bebendo este vinho, estava em oferta no supermercado Extra, despretensiosamente provei e gostei muito, um vinho, alegre leve, ótimos aromas frutados intensos e longos.

Na boca a agradável Pinot Noir mostrando toda sua característica, delicada, elegante, intensa, um vinho fresco e cheio de sabores e com boa força dessa uva, bastante perfumado com leve cereja e outras vermelhas, uma riqueza de vinho, sem defeitos.

Fiz mau negócio, pois no domingo comprei só uma garrafa R$ 38, voltei hoje para comprar mais, já não era mais o mesmo preço, hoje foi R$ 45 tinha saído da oferta, comprei mais algumas, mas você que gosta de Pinot Noir, vá correndo lá, este último preço ainda é imbatível. Não é para se guardar, são de vinhedos jovens, mas com certeza, até sair a safra do ano que vem, estará muito bom.

É um ZAP.

Não sei se em todas as lojas do Extra tem o vinho, comprei na Av. Juscelino.

 

Jul
21

Pesquera – uma grande família de pessoas e vinhos



Pesqura dois

Participei de ótima e deliciosa degustação de vinhos na semana passada, com as famílias Pesqueras, digo famílias porque considerei  a família pessoal e a família comercial. A pessoal com os simpáticos, grande enólogo e incansável inovador da região da Ribera Del Duero, Alejandro Fernández e sua filha Eva, a atual enóloga do grupo. A família comercial eu quis dizer as várias  empresas produtoras de seus excelentes vinhos em próximas regiões na grande Castilla-León, com denominações de origens diferentes: Tinto Pesquera e Condado de Haza, com “D.O. Ribera Del Duero”, Dehesa La Graja um “de La Tierra de Castilla Y León”, e El Vínculo, um “De La Mancha”.

Provamos:

  • Alejairén 2008 – Airén El Vínculo – De La Mancha – Espanha

Um delicioso branco com 100% de uvas locais Airén, com inovador estágio de 2 anos de barricas de carvalho, aromas muito intensos.

Bonita cor dourada.

Muito intenso e agradável aroma leve frutado e boa madeira defumada e baunilhada.

 

Na boca, muito bom, acompanhadas das sensações aromáticas, madeira, defumação, fruta leve, branco bem encorpado.

 

  • Dehesa La Granja 2004 – De La Tierra de Castilla y Léon – Espanha

 

Rubi escuro

Frutado e maduro nos seus aromas

Na boca mostrou-se fino, elegante, tânico gostoso, frutado, complexo e bem seco no ataque na boca.

 

  • Condado de Haza 2007 Ribera Del Duero Espanha

 

Cor rubi um pouco claro

Aromas deliciosos, frutas, floral, madeira e menta.

Na boca é bastante delicado e elegante, corpo leve mas muito agradável, frutas e madeira bem integradas.

 

  • Pesquera Crianza 2008 Ribera Del Duero – Espanha

 

Cor ainda um manto púrpura devido sua juventude

Aromas bem fechados, também provavelmente por sua juventude.

Na boca é leve, delicado e elegante ainda sem complexidade, embora frutado e curto, também está na sua ainda infância. Perguntei para o Sr. Alejandro Fernández com qual a idade que recomendaria beber seus vinhos e a resposta foi: no momento o mais velho possível, os primeiros produzidos no ano de 1982 são os melhores no atualmente!!

 

  • Pesquera Reserva 2007 Ribera Del Duero – Espanha

 

Rubi

Delicado, elegante, leve, mas rico nos aromas.

Na boca com as características dos aromas, com madeira encobrindo as frutas.

 

  • El Vínculo Paraje La Golosa 2002 Gran Reserva

 

Cor rubi ainda sem bordas maduras

Aromas, muito delicado e elegante, mineral, com tênue verniz enriquecedor e menta tudo envolvido, excelente.

Na boca muito bom, taninos delicados, elegante, longo, sem peso, mas com bom corpo, vá entender! mágicas dos artesões.

 

  • Pesquera Janus 2003 Gran Reserva Ribera Del Duero – Espanha

 

Um vinho dito mítico, somente produzido em safras grandiosas, não era produzido desde 1995.

Cor rubi escuro

Muito fino, com frutado mínimo, envolvido pela madeira, sem encobri-las.

Na boca: bom, estruturado, elegante, frutado, complexo, longo e tânico pela sua juventude.

 

Todos foram ESCOPETAS no meu critério, são realmente caros, mas vinhos excepcionais custam caro. Os dois últimos foram os que mais me impressionaram.

Não estimamos seus preços, pois a Mistral não os têm todos disponíveis; foi uma degustação promocional e educativa. Outras safras já se encontram disponíveis.

 

www.mistral.com.br

Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400

 

 

 

 

 

 

  

May
16

TINTOS VARIADOS E ÓTIMOS 2007, 1985, 1982, 1976



 

 

Nesta última sexta bebemos excelentes vinhos velhos, mas…, lúcidos, todos com ótimas memórias de seus construtores, lá nos campos caipiras da França e Espanha.

Vinhos de idades avançadas, no entanto com claras lembranças de suas origens.

Bebemos ainda um jovem americano de boa índole.

 

Ridge 2007 Lytton Springs – California

 

Esta curiosa composição Zinfandeliana 71%, Petit Syrah 22%, Carignan 7%,  deu-nos um vinho bem robusto, com boa estrutura, álcool de 14,5%, nascido em quentes vinhedos da região, dando aqueles sabores de uvas super maduras.

 

Cor escura sem transparência.

 

Aromas das frutas maduras predominante, mas sem exageros, sem o clássico enjoativo dos vinhos avermutados. Intenso, longo e persistente no copo.

 

Na boca muito bom, intenso, bem estruturado e equilibrado, bom corpo, macio, quase aveludado, frutado maduro e longo final.

Para pratos robustos.

 

Um Escopeta

 

Importado pela www.mistral.com.br

Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400

Preço de R$ 195,43.

Consulte os  preços para os leitores www.zedovinho.com.br na

BR Bebidas Importadas, www.brbebidas.com.br rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  11 3071 0777.

 

 

Torremilanos 1985 Gran Reserva – Ribera Del Duero

 

Recentemente neste blog, (em 1-3-11) o do Zé do vinho comentou este mesmo vinho do ano de 1994, agora  tenho a satisfação de comentar uma safra 9 anos mais velho.

 

É sempre um vinho de qualidade respeitabilíssima, já marron na cor de sua borda, muito límpido e bela transparência.

 

Nos aromas estava delicado e elegante, bom, maduro, já leve de frutas nos aromas, com madeira suave e muito bem integrada com o vinho.

Na boca muito bom, macio, redondo, maduro, elegante, com bom corpo e estrutura, um final com deliciosa harmonia.

 

É um Escopeta

 

Importado pela Vinea, o desta safra não está em oferta, do ano de 1998 custa R$ 345, o Crianza R$ 138.

Rua Manoel da Nóbrega, 1014 – Paraíso – São Paulo – SP | Loja:    +55.11.3059.5206

 

Château  d’Estournel 1982 – Saint-Estèphe – Médoc – Bordeaux – França

 

Este vinho é de Saint-Estèphe, uma das cinco mais importantes sub-regiões de Bordeaux.

Elas são denominadas pelos nomes das pequenas cidades junto das quais os vinhedos estão circundandos:

Margaux, Pauillac, Saint-Estèphe, Saint Julien e Pessac-Léognan, onde ficam os Castelos (Châteaux) mais famosos.( Margaux, Lafite Rothschild, Mouton Rothschild, Latour e Haut Brion).

Muitos bons “châteaux” dependendo do ano até ultrapassam em qualidades estes cinco famosos, mas quase nunca em preços. Os vários Chateaux Pichon de Saint Julien e este Château Cos d’Estournel  de Saint-Estèphe fazem partes destes nobres vinhos.  

 

Esta safra de 1982 foi das melhores do século passado e este vinho apresentou-se com cor escura e bordas marrons.

 

Aromas muito evoluído, intenso, com predomínio dos aromas animais e mínima fruta com integração perfeita da madeira.

 

Na boca bem concentrado, no inicio uma doçura adamada e termina seco interessante, bom e um tânico macio, elegante, estruturado ainda, ótimo corpo e equilíbrio, a madeira e o animal sobrepõem-se às  frutas.

 

É um Zap

 

Preço médio internacional cerca de USD$350, ou seja, cerca de R$ 1600 se existisse no Brasil à venda.

Importado por vários importadores, não há exclusividade na importação dos grandes Bordeaux.

 

 

Château Lafite Rothschild 1976 – Médoc – Pauillac – Bordeaux – França

 

O mais velho do dia, cerca de 35 anos, estava também integro. Esta safra de 1976 também foi bastante boa e robusta, das melhores em toda a década de 1970 para este castelo, tem ótima reputação, mas não tão famosa quanto a de 1982 para toda a região de Bordeaux.

 

Sua cor era rubi claro, com bordas alaranjadas.

 

Aromas delicados, maduros, frutas maduras e secas leves, elegante com justa madeira.

 

Na boca é delicado, elegante, pouca fruta e bem animal, com os champignons, bem equilibrado no corpo e vivacidade, é longo e com final delicioso.

 

É também um ZAP, e caro.

 

Seu preço médio de mercado internacional é de cerca de USD $ 900, se existisse no mercado brasileiro seria acima dos R$ 4000.  

 

 

Apr
11

ABADAL – Vinícola Masies d’Avinyó – Catalunha Espanha – Decanter Importadora – Vários vinhos provados



 

Passei uma tarde deliciosa na semana passada, convidado da Decanter,  provando os vinhos ABADAL da região catalã chamada Pla de Bages, região de colinas, mais frescas que o Priorat,  pertinho de Barcelona, portando seus vinhos mais leves, frutados e frescos que os valiosos e bem reputados vinhos super maduros e estruturados do Priorat, só para dar uma idéia de seus vinhos.

Muito agradáveis seus vinhos que pertencem a uma coleção impressionante de cerca de duas centenas de produtores exclusivos do mundo todo; cada uma com muitos vinhos, podendo-se adivinhar que a Importadora Decanter no seu portefólio de importação vai para uns 1000 a 1500  rótulos.

Bebemos então 7 vinhos, todos valendo a pena.

 

Abadal Picapoll 2009

A uva Picapoll é uma uva branca local. Produziu um interessante vinho de cor clara.

Seus aromas bastante agradáveis, frutado, média intensidade, características cítricas leves, com um enriquecimento de toques florais.

Na boca muito agradável, bom frescor, frutado elegante mínimo amargor, que não prejudica o conjunto.

Preço R$ 55,70

 

Abadal Rosado Cabernet Sauvignon / Sumoll 2009

Com 90% de Cabernet Sauvignon e 10% de Sumoll que é uma uva tinta regional da Catalunha.

È um rosado muito bonito não muito claro.

Aromas frutados gostosos, toque do tuttifruti, patisseria, caramelo.

Boca boa frutado, já tem leve e agradável estrutura, bom corpo para rosados, frutado com cereja, recomendo conhecer.

Preço R$ 56,25.

 

Abadal Cabernet Franc / Tempranillo 2008

Uvas de perto de Andorra a média altitude 60 e 40% respectivamente.

Cor rubi.

Aromas de Toffee, com caramelo.

Bom, gostoso, macio, frutado, longo, bem interessante pelo preço.

Preço R$ 47,35.

 

Abadal Crianza 2006

Com 50-50 de Cabernet Sauvignon e Merlot

Rubi de cor.

Aromas com frutas e agradável vegetal.

Na boca é bom, frutado, com agradável e enriquecedor verniz das barricas, delicado e elegante, bem equilibrado sem se perceber seus 14,5 % de álcool. Muito recomendável.

Preço 56,25.

 

Abadal 5 Merlot Crianza 2004

Produzidos com curiosos 5 clones da uva Merlot, 2 franceses, 2 italianos e um da California, com 14 meses de barricas de carvalho.

Com deliciosos aromas frutados, leves e elegantes.

Na boca é macio, equilibrado, delicado e elegante.

Preço R$ 102

 

Abadal 3.9  2006

Muito boa mistura de 85% de Cabernet Sauvignon com 15% de Syrah, feliz combinação e proporção de uvas nobres, dando um excelente vinho.

Rubi, com aromas frutados, herbáceos, ricos, intenso e bem elegante.

Na boca muito bom, é delicado, macio, equilibrado, com corpo muito bom.

É um grande campeão de qualidades. Vale provar.

Preço R$ 111

 

Abadal Selecció 2003

Com 40% de Cabernet Sauvignon, 40% Cabernet Franc e 20% de Syrah conseguiram um vinho especial.

Rubi já com leve alaranjado.

Aromas bastante complexo, frutado, herbáceo, com especiarias, agradável impacto no nariz.

Na boca é muito bom, fino, elegante, corpo equilibrado, taninos doces e macios, tem frutado, madeira justa e é longo.

Preço R$ 181,60

 

Lafou  de Batea Terra Alta 2007

Este Lafou é de uma denominação diferente, mas próxima da Pla de Bages, a D.O.Terra Alta. Já muda um pouco as uvas, Garnacha 60%, Syrah 25% e Cabernet Sauvignon 15%.

O vinho tem aromas agradáveis, elegante, frutado, mas com torrefação, dominando talvez o café.

Na degustação é muito bom, aveludado, macio, equilibrado, delicado e elegante, frutado médio longo, com final de toffee.

Preço R$ 245

 

Recomendo todos, são boas compras, com as justas diferenças de preços, a grande compra talvez seja o Abadal 3.9 2006.

 

Importadora Decanter  – www.decanter.com.br  com lojas, representantes e enotecas em todo o Brasil.

Em São Paulo, na Rua Joaquim Floriano 834 – tel 11 3074-5454.

Apr
4

Quinta Sardonia 2005 – Vino de la Tierra de Castilla y León – Espanha



Um vinho que já nasceu famoso, pois pertence a família dos vinhos produzido pelo famoso enólogo Peter Sisseck, que produz um dos vinhos mais caros da Espanha e do mundo, o Pingus.

Este foi produzido com novas vinhas com cerca de 10 anos, ao contrario do Pingus e Flor de Pingus que são produzidos exatamente ao contrário com vinhas de 35 a 80 anos, com produções baixíssimas. Produzem ainda um vinho chamado Amelia de um único  vinhedo com mais de 100 anos . Alem disso são orgânicos, por tudo isso são muito caros e raros.

 Este foi produzidos em região pertíssima dos Ribeira del Duero, no entanto seu proprietário decide nomeá-lo mais genericamente como Vino de la Tierra de Castilla y León. Produzido com as uvas 36% de Tinto Fino(Tempranillo), 30% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 5% Syrah, 5% Cabernet Franc, 3% Malbec, 1% Petit Verdot 15%, uma longa mistura para uma região onde quase todos os vinhos são de 100% Tempranillo, incluindo o Pingus. 

 

A cor deste vinho era rubi escuro , opaco.

Os aromas agradáveis mas jovens e fechado, com frutas.

Na boca é bom, bem estruturado, quase denso, macio, boa acidez, taninos macios doces, mas com amargor pronunciado, talvez pela sua juventude, talvez pela juventude dos vinhedos, percebe-se bem o alto teor alcoólico(15,5%). Valerá a pena guardar mais anos, 5 ou mais? É um Crianza.

Atualmente é só um Espadilha, bastante caro.

Importado pela Grand Cru – www.grandcru.com.br seu preço de tabela da internet é de R$ 290, quem sabe façam um desconto. Rua Bela Cintra, 1799 – Jardins – São Paulo – Fone (11) 3062.6388

 

 

 

 

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