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Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012



CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

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ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
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Jun
13

Pinot Noir dois agradáveis vinhos: Palliser 2008 e Marsanay Louis Latour 2009



 

 

Palliser 2008 – Martinborough – New Zelândia

Há duas décadas este estabelecimento situado  na região de Martinborough na Nova Zelândia produz vinhos progressivamente de melhor qualidade. Sua primeira safra foi em 1989. A propriedade com 92 hectares produz predominantemente Pinot Noir e Sauvignon Blanc, mas ainda Chardonnay, Pinot Gris e Riesling. Tem uma referência de qualidade chamada de ISO 14001, condições de excelência na produção.

Este Pinot Noir foi produzido e amadurecido por 12 meses em barricas francesas dando-lhe uma cor rubi clara, característica dos Pinot Noirs.

Aromas frutados muito agradáveis, fino, delicado, com leves cerejas dessa uva, intenso e longo.

Na boca é frutado, longo, rico, elegante, equilibrado corpo médio, mas muito bom. Está ótimo para se consumir, mas tem ainda alguns anos para melhorar e atingir sua melhor forma.

É um ESCOPETA.

Importado pela Premium Wines de Belo Horizonte, garimpadora de excelentes vinhos tintos e brancos da Nova Zelândia – www.premiumwines.com.br

Belo Horizonte – MG – 31 3282-1588
São Paulo – SP – 11 2574-8303

Preço R$ 165

 

Marsanay Louis Latour 2009 – Côtes de Beaune – Bourgogne – França

Marsanay é uma pequena vila situada no limite sul das Côtes de Beaune, na Borgonha, em geral vinhos menos finos e elegantes, quase rústicos comparados com os desta região mais norte até chegar em Beaune, como por exemplo os Pommard e Volnay. No entanto, este vinho provado do produtor Louis Latour, um tradicional nome para bons vinhos de toda borgonha, embora nem sempre de altíssimo nível, nem caríssimos, com algumas exceções, esteve bastante consistente e agradável.

Estava claro de cor como sempre são os borgonhas.

Aromas característicos do Pinot Noir, fresco, jovem, frutado bastante agradável com as cerejas.

 Na boca, muito agradável, frutado, jovem, bem equilibrado e harmonioso, bom corpo, já macio para consumo com sua pouca idade, mas ainda prometendo melhorar o amadurecimento nos próximos 3 a 5 anos.

Um ESCOPETA pelo preço.

Importado pela  www.casaflora.com.br    Tel 11 2842- 5199, com preço em ajuste, por R$ 119.

Comercializado também pela www.brbebidas.com.br   ,  rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 sempre com um desconto a mais para os leitores do www.zedovinho.com.br

 

 

 

Apr
3

BORGONHAS 2009, agora é a vez deles…



Borgonha 2009

 

Por sorte minha, e talvez dos amigos leitores também, pois pude em curto prazo fazer a comparação; tivemos a coincidência de beber em poucos dias de diferença,  os Bordeaux comentados recentemente, e também na semana passada bebemos com os amigos da Revista GOSTO, 25 vinhos da Borgonha 2009.

 Foi uma generosa amostra dos mais importantes importadores da cidade, que incluíam 18 “premier cru” de vários  e famosos “villages” e ainda genéricos “villages”normais, e, com este número de amostras, creio que pude fazer uma avaliação e opinião da safra 2009.

 

Diferentemente dos Bordeaux 2009 bem frutados, estruturados e elegantes, os Borgonhas estão numa safra um pouco menos favorável. Os vinhos estão menos estruturados; mais leves, delicados e macios, fáceis de se consumir. Obviamente nesta região já são mesmo menos encorpados, então é uma safra sem dúvidas para um consumo mais jovem. São vinhos muito agradáveis, com boas frutas, mas pouca acidez e taninos, que os fazem prontos logo, para serem bebidos em curto prazo, mas não espere uma grande longevidade deles. Mais detalhes deles, aguardamos o artigo da Revista GOSTO, que já deve estar saindo.

Já estão todos à venda na praça, são sempre caros, pois mesmo safras menos favoráveis não caem de preços, dada suas origens famosas.

Como estes vinhos estão muito jovens, poderão evoluir diferentemente com  poucos anos e mudarem suas avaliações com as evoluções nas garrafas. Tenho muito ceticismo nas avaliações de, por exemplo, 100 pontos num vinho novíssimo, e ser necessário mudar a escala para “120 pontos” dentro de 8 anos !!??

 

Cito três mais agradáveis, hoje, do conjunto provado, dentro de alguns anos posso mudar de idéia:

 

Volnay Caillerets Bitouzet-Prier –  Imp. Porto Mediterrâneo

Vosne-Romanée Aux Reignots – Comte Liger Belair – Imp. Mistral

Nuits Saint Georges Les Damodes –  Dom. Jean Chauvenet – Imp Porto Mediterrâneo

 Deixe seu comentário no “clic” abaixo – nenhum comentário 

 

Mar
15

Bordeaux 2009



Bordeaux 2009

 

Na semana passada tivemos uma deliciosa degustação de vinhos de Bordeaux promovida pela “ Union des Grands Crus de Bordeaux” e seus  produtores mais representativos, dentro dos seus 132 membros.

Foi a primeira degustação promovida em São Paulo oficialmente por eles. Não sei se se trata de crise comercial, mas não me lembro uma degustação tão pródiga de tantas marcas importantes juntas, analisando e promovendo uma única safra, a de 2009; de qualquer modo muito bem vinda e de excelente qualidade.

Eram mais de 100 produtores com no minimo uns quatro tipos cada um, fazendo sem rigor dos números, cerca de 400 vinhos para serem degustados. Não tive esse fôlego todo!!

Foi muito didática, pois num país como o nosso, distante e pouco consumidor de marcas sofisticadas e caras como os Bordeaux, esta foi uma oportunidade indiscutivelmente de ouro para o público amante e estudioso deles.

Como comentamos sempre, os Bordeaux são os mais longevos e resistentes vinhos de mesa, e que necessitam de 15 a 20 anos de amadurecimento e talvez outros tantos anos resistindo num estável platô, com grandes qualidades.

Esta safra de 2009 em tintos, pode e deve ser comprada para os que tenham expectativas de bebê-los maduros em torno do ano de 2030. Claro que poderão ser consumidos antes disso, e com muito prazer.

Os brancos da região de Péssac-Léognan, sempre os mais importantes de toda a região de Bordeaux também estão deliciosos, frutados e baunilhados já, também necessitam e evoluem após 10-15 anos, mas creio que os tintos serão mais famosos. Alguns nomes de brancos atualmente marcantes: Châteaux Pape Clément, Haut-Brion Arrivée, Carbonieux.

Os tintos só começam a desempatar dentro de alguns anos !!

É uma safra deliciosa, fácil, concentrada, frutada, rica, complexa, bem estruturada, equilibrada e harmoniosa. Penso que só haverá prazer  em seu consumo. Embora com estas qualidades, neste momento, está bastante fechada, confundindo e dificultando comparar os que serão grandes vinhos, dos médios e até pequenos.

De qualquer modo foi um grande privilégio que estes vinhos tenham chegados até nós sem precisarmos ir para a França, o que também não seria na verdade, nenhuma tragédia.

 

Feb
16

“Portos Colheitas” – antigos magníficos!



 

 Messias Colheita

Uma incrível, inédita e inesquecível degustação de antigos vinhos do Porto Colheita fizemos anteontem. Foi por iniciativa da prestigiosa Revista (gourmet) Gosto, que tenho o prazer de participar do grupo de degustadores, e com a colaboração da Casa Flora, importadora dos Vinhos Messias.

Insisto no ineditismo do encontro, pois raramente se pode repetir a façanha, pois os vinhos vieram diretamente das adegas dos Vinhos Messias, de Portugal, dificilmente encontrada uma coleção desta nos amadores colecionadores. 

Como sabemos os vinhos do Porto classificam de modo muito resumido em vinhos Tawny e Vintages.

Grosso modo, os “Tawny” são envelhecidos em barricas e tonéis e posteriormente engarrafados, já os “Vintages” são engarrafados precocemente com cerca de dois anos e seu amadurecimento se dá nas garrafas. Dado ao elevado grau alcoólico (20°) e de açúcar ambos os tipos duram séculos.

Os Vintages são sempre safrados, de um único ano. Os Tawny não; são geralmente misturas de vários anos.

Quando a safra é excepcional, os Tawny safrados de um único ano, ganham a denominação de “Colheita”, são provavelmente os mais raros e caros.

Tivemos então num jantar do Tambuille o privilégio de degustar 8 safras inéditas e famosas: 2000, 1994, 1985, 1977, 1966, 1963, 1952 e 1947.

Para não atravessar a reportagem do próximo número da Revista Gosto que recomendo todos lerem o próximo número para obterem mais detalhes. Aqui vou simplesmente comentar que estes vinhos, habitualmente, quanto mais antigos melhores se tornam. Os mais jovens tem ainda as essências das frutas vermelhas com as cerejas e, conforme evoluem ganham complexidade da baunilha, das frutas secas, nozes como amêndoas e avelãs. Surpreendentemente tornam-se mais potentes e alcoólicos, pois como o processo de amadurecimento se dá nos barris, e por estas características, por micro porosidade, perdem essencialmente água, concentrando seu álcool.

Experimentem estes “Colheitas” e ficarão maravilhados.

No mercado internacional custam, dependendo da safra entre 200 e 400 dólares,  no nosso mercados quando aparecem devem custar 3 a 4 vezes mais.

Feb
14

Chablis Grand Cru Les Preuses 2007 – Bourgogne – França



 

Mais um vinho de grande seleção. Dentro dos 100% dos vários tipos de Chablis somente 3% são “Grand Cru”, produzidos nas partes altas das suas colinas, com somente 7 vinhedos têm esta categoria, ou seja de altíssima qualidade, e costumam demoram 10 a 12 anos para estarem perfeitamente maduros.

 

 Também da importadora www.zahil.com.br , um vinho que poderá ter sido esgotado neste final de semana passada, mas poderemos tentar ainda, se não tiver mais, poderemos avaliar e comentar  as qualidades de seu produtor, pois sempre nestas famosas regiões o nome do produtor é sempre uma recomendação de peso. Geralmente suas tradições de grandes produtores são cultivadas e mantidas pelos seus descendentes. Precisam sempre estar preocupados com a manutenção das qualidades dos vinhos. A concorrência é enorme.

Este vinho já tinha sido comentado em Agosto do ano passado, revendo meus posts  e como o vinho estava muito bom, repito meus comentários anteriores, adicionando novas impressões desta semana:

  Cor dourada clara

Aromas : fino elegante frutado com frutas brancas como a pêra, mineral leve, mas intenso no conjunto.

Boca: bom, delicado, seco, um pouco magro e um pouco curto, mineral presente, ainda jovem com pouca complexidade.

 

Comentário adicional desta semana:

“Parece ter evoluído um pouco nestes 6 meses, esta garrafa estava com as qualidades dos comentários anteriores e mais ótima acidez nas bochechas e laterais da língua,, com boa estrutura e longo.”

É um Escopeta; os “grand cru”  são sempre caros.

Importado também pela www.zahil.com.br tel 11-3071-2900.

Preço atual R$ 496.

 

 

Feb
6

Château Puycarpin Bordeaux Superieur 2006 e 2008



 

 

Esta semana tive o prazer de provar estas duas safras deste vinho comparativamente.

É um vinho simples, quase um Bordeaux genérico, na realidade um Bordeaux Superieur, mas onde se pode notar que as safras demonstram todas as diversidades dos vinhos. Ambas as safras são consideradas iguais e boas nas classificações da região, as uvas são as mesmas nas composições, o local produtor o mesmo, mas se vocês conseguirem uma garrafa da safra 2006, poderão se divertir com a aula, comparando com a safra 2008, à venda atualmente. O vinho de 2006 procurei na internet, não encontrei nenhuma garrafa disponível à venda. Essa que bebi foi uma que guardei há algum tempo e tive recompensa bebê-la prazerosamente.

 

O 2006 estava rico nos aromas apenas aberta a garrafa, com frutas vermelhas intensas, equilibrado, fino, agradável e longo.

Na boca estava macio, redondo aveludado, corpo leve, mas não magro, boa estrutura, longo na boca com gosto de cascas de jabuticabas mordidas.

 

Grandes diferenças comparado ao 2008. É claro que um tem dois anos mais que o outro, mas na prática , acredito que o 08 não terá chances de ser bom como o 06. Com aromas fechados e pobres.

Na boca estava leve, magro de corpo, sem estrutura, com pobreza de complexidade, com aceitável final leve dos Bordeaux.

 

Creio que se tira dessa história é que, cada vinho precisa ser provado e degustado, com este espírito crítico. Os “terroirs” possuem tantas variáveis que não é só o ano da safra e uma avaliação genérica das tabelas dos enólogos e críticos é que contam. O clima (estações de chuva e sol, ventos, etc.), o transporte das uvas, a vinificação, a maturação nas barricas de madeira, etc,etc., modificam o resultado final.

Não estou descobrindo nada, somente constatando.

O 2006 é um bom Espadilha

O 2008´só um Pica Fumo

 

Importado pela www.zahil.com.br e negociado pela www.brbebidas.com.br  tel 3071 0777 por R$ 79 para os leitores do www.zedovinho.com.br

 

 

 

Dec
20

OS CHAMPAGNES ROSÉS



 

Champagne Rosé

Champagne Rosé

 

 

Champagne Madame Rouge Rosé

Champagne Madame Rouge Rosé

Já num outro nível de sofisticação e preços, no mês passado provei 20 champagnes rosés, junto ao grupo de provadores da Revista Gosto, praticamente abrangeu quase todas as marcas disponíveis no mercado varejista no Brasil.

Os champagnes rosés são muito prestigiados em todo o mercado mundial, pela qualidade, beleza, sofisticação, etc, mas precisamos ter cuidado, como sempre, não podemos escolher só pelos seus preços. Quase todas as grandes marcas têm seu rosé como exemplo de qualidade e parecem justificar seus preços, são sempre mais caros que os brancos normais, não que especiais ou safrados.

Nesta coleção provada citarei somente os dois primeiros lugares nas minhas notas, naquele dia, que foram as mais gostosas. As degustações são sempre às cegas, quer dizer, as avaliações são em taças servidas e o grupo provador não sabe qual marca está bebendo.

Minhas preferidas foram:

 

1 – Madame Rouge Rosé importada R$ pela Expand – preço RS 180.

 2 – Empataram em 2º. Lugar:

Bollinger Rosé Importada pela Mistral preço – US Dollar 227,50.

Cristian Audigier Rosé – Importada pela Cantu – preço R$ 381,84

 Taittinger  Prestige Rosé importada pela Expand – preço R$ 248.

 

Todas as 20 estavam bastantes boas e as variações de notas entre todas, não passaram de 5%.

 

 

Champagne Jacques Selosse

 

Provamos ainda de bonificação 5 tipos diferentes, safradas e não, deste champagne, de excelente qualidade, brancos e rosé,  caros, importados pela www.worldwine.com.br, a rosé custa R$ 900,00.

Nov
22

BEAUJOLAIS NOUVEAU 2011



 

O BEAUJOLAIS NOVO CHEGOU !!!

O BEAUJOLAIS NOVO CHEGOU !!!

 

 

(Adaptado e ampliado do post de 19-11-2009) –

Quinta feira passada foi o dia do Beaujolais Nouveau, o que isto quer dizer?

Quer dizer que na 3ª. Quinta feira de Novembro de todos os anos, este vinho desde ás 00 horas está liberado para vendas simultaneamente em todo o mundo, é um acordo de cavalheiros entre produtores e revendedores, pois às vezes alguns dias antes os vinhos já se encontram nos postos de vendas. Já foi maior seu barulho, pois um gigantesco processo de marketing acontece, de modo a se encontrar disponível para vendas, no mundo todo, nesta data. Como o vinho é novo (nouveau), foi produzido neste ano, , nesta safra de Setembro deste ano, há 1 mês. É um vinho de vinificação diferente e original, ficou pronto recentissimamente, o mês passado, e já pronto para se consumir.

Sua   dinâmica de distribuição é trabalhosa e cara. Para que o mundo todo possa prová-lo  no mesmo dia, na 3ª. Quinta feira de Novembro de todos os anos, sua distribuição mundial se faz freqüentemente por via aérea.

Para cobrir certas distâncias, por exemplo, Brasil, por via aérea, mais as dificuldades de liberação aduaneira, tornou-se aqui um vinho caro, o que na realidade francesa não é. Lá é um vinho simples e muito popular, bebido às jarras em toda a França.

Digamos é um vinho simples, não de degustação preocupada, mas de consumo aos grandes goles, lá na Borgonha na França, é quase como um choppinho. Há anos eu estava em Paris nesta data,  e indo para Lion, região pertinho de Beaujolais, meu amigo Dominique me disse, vá aos restaurantes e peça o nouveau  “en pot”, quer dizer em jarras, para se consumir gulosamente, é isso aí.

 Há alguma controvérsia entre os enófilos, eu o adoro –  na verdade adoro todos os vinhos!!        Serve-se bem fresquinho 12° ? É claro que ele não é um néctar, é só um delicioso vinho leve agradável de aromas e sabores, particulares, muito frescos e frutados. Como já disse, o sistema o tornou caro, principalmente no Brasil, o que baixou ao mínimo o interesse dos importadores. Quase não o  encontramos mais nesta data, às vezes, depois, sim.

Telegraficamente, explico: a região de Beaujolais fica dentro da Borgonha, ou seja é um Borgonha, mas diferente, porque é produzido com as uvas Gamay e outras, numa fermentação chamada carbônica, em que os bagos das uvas não são prensados e sim arrebentados espontaneamente pelo seu próprio peso em ambiente enriquecido com gás carbônico, e a fermentação começa dentro dos bagos com suas leveduras selvagens ou naturais. Este é o sistema que faz toda a diferença nos aromas e gostos.

Nada a ver com os deliciosos outros Beaujolais, “ normais”, ou “grand cru” fermentados tradicionalmente, que dão excelentes vinhos, principalmente os chamados “grand cru de Beaujolais” , que no meu critério, frequentemente, dependendo da qualidade da safra, podem ser guardados e até amadurecer 10 anos, e com esta idade, dão vinhos surpreendentemente semelhantes aos Pinot Noir da Bourgogne. Na realidade todos se lembram, os borgonhas são produzidos com este tipo de uva, a Pinot Noir.

Deve ser o terroir que faz esta semelhança.

 

Provei nesta última quinta feira um delicioso Beaujolais Nouveau do produtor Joseph Drouhin, deste ano de 2011, sério produtor de vinhos de toda a Bourgogne.

Em termos de Beaujolais Nouveau este produtor tem sido imbatível neste últimos 12 a 15 anos; foram nestes últimos anos os melhores em minhas degustações aqui no Brasil.

Ultimamente tem diminuído as ofertas de produtores no nosso mercado  brasileiro; talvez seja o preço de mercado que os encarecem e parecem caros por serem considerados simples,  jovens, populares, não longevos, não dura muito seu cativante frescor, e devem ser bebidos imediatamente, nos próximos 3 a 6 meses.

Se você não conhece ainda os Beaujolais Nouveau, faça uma forcinha para prová-los este ano e divertir muito seu paladar; se você é já um velho consumidor deles, este ano será um bom ano para aproveitar!!

 

Até o momento só provei este do Drouhin, esta safra de 2011 é considerada excelente e provavelmente outros produtores poderão estar também deliciosos.

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Cor linda rubi púrpura, levemente escuro.

 

Aromas intensamente frutados e longos das vermelhas, cerejas.

 

Sabor muito agradável, redondo, equilibrado, taninos e acidez macios, frutado longo na boca, com a complexidade das frutas vermelhas como cerejas e morangos.

 

É um ZAP

 

Importado pela www.mistral.com.br – R$ 75 o normal e um pouco mais caro o Village – já não tem mais para vendas, esgotado, procure nas lojas de vinhos, e nos muitos restaurantes da cidade que os têm a venda.

Oct
31

Château Lafite Rothschild 1979 Médoc – Bordeaux França



 

Memorável garrafa deste incrível e famoso Château, classificado como Premier Grand Cru Classé, pela classificação de Bordeaux, de 1855, onde somente cinco vinhos têm este título (Margaux, Latour, Mouton Rothschild e Haut-Brion).

Uma incrível garrafa porque o nível líquido do vinho após estes 32 anos estava surpreendentemente pleno, cerca de 1 cm abaixo da rolha (não é tão comum esta característica), depois de tantos anos, sempre um mínimo defeitinho de guarda ou de rolha costuma aparecer. Estas surpresas são as agradáveis recompensas que acontecem, depois de tantos anos de guarda com muito carinho e adequada temperatura, nenhum inconveniente ou dano aconteceu, mantida nas rigorosas adegas de nossos confrades, a garrafa estava perfeita.

Dada esta característica de boa conservação sua cor também perfeita, rubi claret, e bordas tenuemente amarronzada, quase um vinho novo!

Aromas: muito intenso, deliciosas frutas maduras e secas, leve torrefação com café e chocolate, madeira levíssima, muito positiva, tabaco leve, longo.

Nos sabores muito bom, com complexidade, macio, elegante, um mínimo de frutas até vermelhas se poderia dizer, um mínimo amargor muito positivo, particularmente só dele nas minhas avaliações, até clássico sabor para este castelo, equilibrado, mas ainda surpreendentemente tânico, como avaliação prevendo ainda longevidade.

Esta garrafa um ZAP caro.

Importado por muitas empresas do ramo, preço nos Estados Unidos e Europa em torno de US $ 900, aqui 2 a 4 vezes mais.

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