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Nov
22

CURSOS DE VINHOS – TODOS OS NÍVEIS



AOS  AMIGOS  DO JOSÉ  RUY  SAMPAIO (ZÉ DO VINHO)

CURRICULUM ENOLÓGICO NA COLUNA AO LADO 

 

ESTOU VOLTANDO A ESCREVER NESTE BLOG PARA

PRINCIPALMENTE DIVULGAR MINHAS ATIVIDADES

DIDÁTICAS  SOBRE O VINHO.

ESTOU LIGADO A UM PEQUENO EMPORIO ADALÍVIA,

PERTO DO PALÁCIO DO GOVERNO, JUNTO A  AVENIDA

MORUMBI, DO LADO DO REAL PARQUE, ONDE

ESTAMOS FAZENDO CURSOS SOBRE VINHOS.

  • FAÇO CURSO BÁSICO EM 3 AULAS PARA PEQUENOS GRUPOS, ACOMPANHADAS DE DEGUSTAÇÕES DE VINHOS QUE ILUSTREM OS ASSUNTOS.
  • TODOS TIPOS DE DEGUSTAÇOES REQUISITADAS COM AULAS COMENTADAS, PARA TODOS OS NÍVEIS REFERENTES A TODAS AS IMPORTANTES REGIÕES VINÍCOLAS DO MUNDO.
  • ATENDO PEQUENOS GRUPOS NO EMPÓRIO.
  • ATENDO GRUPOS DE AMIGOS EM SUAS RESIDÊNCIAS.
  • ATENDEMOS EMPRESAS QUE QUEIRAM DAR PALESTRAS EDUCATIVAS SOBRE OS VINHOS COMO BRINDES AOS FUNCIONÁRIOS NAS DATAS FESTIVAS. JANTARES DE FIM DE ANO.

EMPÓRIO ADALÍVIA

RUA ADALÍVIA DE TOLÊDO 139

REAL PARQUE

INFORMAÇÕES TELS. 4371 3418 – 4371 3419 – 

DIRETO 99689 7577

VINHOS  

DEGUSTAÇÕES – PALESTRAS   CURSOS

May
11

Terrazas de los Andes- viagem a Mendoza



 

 

Adegas da Terrazas de los andes

Adegas da Terrazas de los andes

Fizemos uma viagem muito agradável à Mendoza na Argentina, éramos dez jornalistas de várias áreas profissionais, convidados pela Terrazas de los Andes/Bodegas Chandon argentinas; empresas comandadas pelo tambem presidente da Cheval Blanc e do Château d’Yquem da França,  Pierre Lurton  e do grande enólogo hoje quase argentino Nicolas Audebert.

Explico que alguns dos jornalistas eram da área de gastronomia, outros de vinhos, outros de moda, outros de cosméticos, eu representei a Revista GOSTO. Foi um grupo formidável que me fez esquecer o péssimo mau tempo. Ganhamos na loto do mau tempo; numa região considerada quase desértica e sem chuvas, (chove apenas 30 dias por ano) e por isso é uma ótima região produtora de vinhos, acertamos em cheio, quatros dias frios entre 5 e 12°C, sem ver nem o sol, nem a famosa Cordilheira dos Andes.

Em 1990 foi a época inicial que a Bodegas Chandon começou a produzir vinhos finos e elegantes na região.  Lá chamam de “Terrazas” os vinhedos situados em alta altitude, e em escadas de altura, entre 900 e até 1500 metros acima do nível do mar, e que têm a característica de produzirem melhor nestas variações climáticas, as clássicas uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e outras, cada uma produzindo melhor em cada uma dessas altitudes.     

Pela secura do clima, possuem uma incrível rede artificial de canais para a irrigação dos vinhedos locais; águas límpidas e transparentes dos degelos da cordilheira formam o rio Mendoza, e a partir dele a rede de irrigação. Nesse sistema, podem fazer um controle rígido dando mais e menos quantidade de água para cada vinhedo considerado, e tem mais, a água é paga aos cofres públicos conforme a quantidade usada, mesmo sabendo que drena naturalmente e grátis das montanhas. Existe um sistema inteligente de mini comportas que podem desviar os fluxos de água até as posições desejáveis dentro dos vinhedos.

Nos vinhedos também existe um sistema forte, caro e rígido de telas que protegem principalmente os vinhedos das uvas Malbec, cujas cascas são mais finas e frágeis, para suportar os granizos. Uma chuva de granizo pode arruinar a produção não somente naquele ano, mas os danos podem prejudicar a produção e a recuperação demorar até três anos. 

Houve muitas compensações para redimir o mau tempo. Normalmente em todas as vinícolas que já visitei na vida, no período das colheitas e vindima os recepcionistas e enólogos odeiam receber e passear com os turistas, até mesmo jornalistas especializados.  Desta vez surpreendi-me com as gentilezas de todos recepcionista e enólogos, principalmente o Gustavo Ursomarso, um dos encarregados de toda a produção dos Terrazas de los Andes, que nos acompanhou, provando pacientemente conosco, e comentando todas as etapas da vinificação, ensinando-nos todos os truques dos processos e nos fazendo provar das várias cubas em evolução em que os vinhos estavam em processo fermentativo, em suas várias etapas, desde um suco no primeiro dia de fermentação, em seguida no segundo, sétimo, décimo quinto, até os de mais de 20 dias com o vinho praticamente pronto. Foi uma experiência inesquecível provar todas estas etapas da vinificação de um mesmo tipo de uva e de um mesmo vinhedo. Toda a produção é vinificada separadamente em 60 a 70 grandes cubas de aço e após 6 meses é que fazem a “assemblage” final para o amadurecimento.

O vinho Cabernet Sauvignon amadurece em barricas novas francesas e o Malbec em barricas de um ano, com tostado médio.

Em uma das tardes  fizemos uma prova vertical do vinho Cheval des Andes desde sua  primeira edição em 1999, seguidas das de 2002, 2006 e 2007. Estavam todos muito bons, finos, delicados e elegantes, com um amadurecimento muito positivo, surpreendendo-me, pois as comuns críticas inglesas são de que estes vinhos sul americanos não conseguem envelhecer bem. O mais antigo já com 13 anos, estava com ótima estrutura, e taninos macios e sem dúvidas suportam ainda mais anos de guarda.

 

Outra simpaticíssima degustação à luz de velas dentro da adegas centenárias, estilo espanhol do final de 1800, lindamente restaurada. Bebemos os vinhos Terrazas de los Andes – Varietais e “single vineyards”.

Os tintos Cabernet Sauvignon 1999, 2002, 2005, 2007 e Malbec  1997, 2001, 2006, 2008. Todos homogeneamente muito bons, frutado, com boa estrutura e tanicidade, numa tentativa de demonstrar a boa qualidade e potenciais de guarda e amadurecimento.

 

O aprendizado final foi compreender melhor os truques e prazos na vinificação dos vinhos e que os vinhos tintos de Malbec e Cabernet Sauvignon, com muita cor, estrutura, álcool, frutas e taninos, têm grande potencial de guarda, com melhora com seus envelhecimentos. Tanto nos vinhos com misturas de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot como no Cheval des Andes, bem como nos principais Varietais ou seja com 100% das uvas de Malbec e  Cabernet Sauvignon.

 

Jan
26

A perfeita harmonia – vinho e madeira



As barricas de carvalhos

As barricas de carvalhos

 

” O barril não está relacionado com uma questão de essências, está relacionado com o equilíbrio e longevidade. É a lenta e nobre oxidação é que conta.”

 

Victor Pascual,  do Conselho Regulador de Rioja.

 

Tenho martelado à fadiga minha opinião e sensibilidade sobre a influência da madeira sobre os vinhos. Frequentemente, em nossas degustações de confraria parecendo perseguição minha, critico fortemente os vinhos apresentados como super madeirados, às vezes sinto-me estar sendo cansativo aos meus confrades por esta minha intolerância. Às vezes até parece que estou querendo aparecer, pois com freqüência caros e famosos vinhos abusam demais de seus estágios em madeira, daí suas perdas de qualidades e minhas críticas.

Este mês lendo a revista inglesa Decanter www.decanter.com , tive um momento de alívio com um artigo curto e preciso do conhecido e famoso Andrew Jefford (edição Janeiro 2012, pg. 50) sobre os vinhos de Rioja e seus estágios na madeira. Nele se pode bem entender como são especializados os produtores riojanos e suas sensibilidades na dosagem das barricagens de madeiras em seus vinhos. É toda uma arte e ciência a maneira que os mais famosos da região manipulam as influências justas das madeiras sobre os vinhos, a ponto de fazerem as várias trocas de tonéis e barricas durante o período de amadurecimento para darem o ponto justo de colaboração das madeiras sobre os vinhos. Sempre barricas já utilizadas previamente, ou seja, barricas novas utilizadas por curto período de tempo, várias vezes. Sem dúvidas a madeira é a melhor companhia para os vinhos, é uma combinação imbatível, mas não perdendo o controle das partes, não deixando o entusiasmo e o preço delas contaminar a harmonia. É praticamente uma vigilância nos controles diários que levam os sabores à perfeição.

Para cumprir as legais exigências das DOCs com seus tipos: crianza, reserva e gran reserva ( que na verdade começam a perder a rigidez das forças legais) e seus estágios em madeira, uma série de acomodações têm que ser observadas. Por exemplo: não é somente colocar os vinhos em caras barricas francesas por um período legal obrigatório de estágio é que fará daquele vinho uma perfeição de equilíbrio. Cada vinho cada safra, cada região tem que ter seu justo tempero.

Jefford comenta que na Rioja, seus vinhos já nascem maduros devidos seus perfeitos estágios em madeira.

Por exemplo, o produtor Muga, com seu estoque de 13.000 barris, a idade média deles é de 3 a 4 anos.

O Vinho Viña Arana Reserva, da empresa La Rioja Alta, fica 3 anos em barricas com média de 3,5 anos de idade, mas nenhuma nova. Dormem os vinhos poucos meses em cada tipo de barricas, este específico vinho troca de moradia no mínimo 6 vezes para conseguira um harmonioso bouquet final.

Ramón Bilbao coloca seus vinhos em barricas novas somente por cerca de 3 a 4 meses, depois em barricas de 1 ano, segue-se em barricas de 3 a 4 anos, estas etapas duram cerca de 3 a 4 meses; vejam então nossos amigos leitores o trabalho, o bom gosto e a experiência necessária para se conseguir o bom equilíbrio final.

Ramírez de Ganuza só usa velhos barris.

 

Este trabalho e experiência é que valoriza as desejáveis e micro oxidações nos vinhos, que acontecem nesta trocas e tipos de madeira, este é o fator mais importante na harmonia do sabor final, ficando para lugares secundários as baunilhas e taninos que os vinhos possam ter.

Para não se ficar muito técnico lembro ainda que certo jogo com as muitas variáveis levando em conta os vários tipos de uvas riojanas: Tempranillo, Garnacha, Mazuelo e Graciano e os vários tipos de carvalhos: franceses, do leste europeu e americano, com maior ou menor tosta, podem tomar parte neste jogo da harmonia perfeita.

 

Dec
20

OS CHAMPAGNES ROSÉS



 

Champagne Rosé

Champagne Rosé

 

 

Champagne Madame Rouge Rosé

Champagne Madame Rouge Rosé

Já num outro nível de sofisticação e preços, no mês passado provei 20 champagnes rosés, junto ao grupo de provadores da Revista Gosto, praticamente abrangeu quase todas as marcas disponíveis no mercado varejista no Brasil.

Os champagnes rosés são muito prestigiados em todo o mercado mundial, pela qualidade, beleza, sofisticação, etc, mas precisamos ter cuidado, como sempre, não podemos escolher só pelos seus preços. Quase todas as grandes marcas têm seu rosé como exemplo de qualidade e parecem justificar seus preços, são sempre mais caros que os brancos normais, não que especiais ou safrados.

Nesta coleção provada citarei somente os dois primeiros lugares nas minhas notas, naquele dia, que foram as mais gostosas. As degustações são sempre às cegas, quer dizer, as avaliações são em taças servidas e o grupo provador não sabe qual marca está bebendo.

Minhas preferidas foram:

 

1 – Madame Rouge Rosé importada R$ pela Expand – preço RS 180.

 2 – Empataram em 2º. Lugar:

Bollinger Rosé Importada pela Mistral preço – US Dollar 227,50.

Cristian Audigier Rosé – Importada pela Cantu – preço R$ 381,84

 Taittinger  Prestige Rosé importada pela Expand – preço R$ 248.

 

Todas as 20 estavam bastantes boas e as variações de notas entre todas, não passaram de 5%.

 

 

Champagne Jacques Selosse

 

Provamos ainda de bonificação 5 tipos diferentes, safradas e não, deste champagne, de excelente qualidade, brancos e rosé,  caros, importados pela www.worldwine.com.br, a rosé custa R$ 900,00.

Dec
8

Barolos, Barbarescos e Barberas do Piemonte.



 

 

 

Vinhos e gastronomia Piemontesa

Vinhos e gastronomia Piemontesa

 

 

 

 vinhos Batasiolo

 

O Piemonte é mesmo uma privilegiada região de comilanças e bebilanças. Para ser curto, somente suas trufas brancas seriam suficientes para consagrar sua altíssima posição no mundo da gastronomia. Seus vinhos saborosos incluem dezenas de uvas com sabores e aromas invejáveis, mas as mais famosas são mesmo as uvas Nebbiolo e Barbera para os tintos, e as características Moscato e Arneis para os brancos que dispensariam quaisquer outras mais.  Repetindo, na região outras dezenas de uvas produzem deliciosos vinhos.

Falei dessas uvas porque anteontem fizemos, junto com blogueiros e jornalistas, agradável e interessante degustação dos vinhos do Piemonte,  da conceituada empresa, a Vinicola Beni di Batasiolo.

Muito agradável noitada com jantar no restaurante Magari, com degustação comandada pelo meu velho amigo, já meio brasileiro por tantos anos que aqui residiu, hoje residindo em seu lindo país de origem, a Itália, o Angelo Fornara.

Grandes surpresas nos vinhos, os brancos poder-se-ia dizer mais conservadores, sem grandes surpresas: jovens,  gostosos e clássicos, frescos e frutados.

Já os tintos surpreendentes modificações: os Barberas que há poucos anos se consumiam super jovens, tendem a serem barricados e podendo até serem amadurecidos; os Nebbiolos, leia-se Barolos e Barbarescos, mais espantosamente ainda , estão prontos para o consumo com meia dúzia de anos (pelo menos os degustados) na verdade parece que a modernização do estilo na região é de estarem prontos mais jovens, até há pouco anos necessitavam de 20 ou mais anos…

Uma curiosidade do Piemonte. As colinas e vinhedos dos Barbarescos são levemente mais baixas que as dos Barolos; os vinhedos são arenosos, os dos Barolos mais pedregosos. Outra diferença é que as barricas dos Barbarescos são maiores, de 500 litros e seus vinhos ficam 12 meses, marcando menos os seus vinhos com a madeira, as dos Barolos são francesas de 225 litros e ficam 24 meses, intensificam o efeito da madeira. Provamos os seguintes vinhos:

 

  • Pinot Chardonnay Spumante Brut

De Pinot Bianco 60% e Chardonnay 40

Bolhas finas e abundantes, aromas frutados das brancas, toque cítrico escondido.

Na boca com frutado das maçãs, picante e boa acidez, um tantinho de amargor.

 

Um Espadilha

 

Preço R$ 53

 

  • Roero Arneis 2008 DOCG

Branco, com 100% da Arneis, clarinho de cor e aromas leves da baunilha e frutado das maçãs, ainda com leve floral .

Sabor leve e delicado, bom frutado, e certa mineralidade, insistiu o comentarista da empresa.

 

Um Espadilha, já carinho.

 

Preço R$ 87

 

  • Barbera D’Alba 2007 Sovrana 2007 DOCG

 

Barbera 100%, rubi escurinho

Aromas agradáveis e frutados, intenso, mínima madeira.

Na boca é delicado, elegante, leve, frutado, finos taninos, boa acidez, a madeira passa um pouco.

É um Espadilha.

Preço R$ 77

  • Barbaresco 2006 DOCG

Nebbiolo 100% com cor rubi claro.

Aroma muito agradável, frutado, tantinho de frutas secas, floral, rosas e violetas, já disse que a violeta brasileira não tem aromas, características ditas típicas do Nebbiolo.

Na boca é muito bom, já mais tânico no ataque, mas bem redondo, bom de corpo, álcool bem equilibrado pelos 14°, final com doçura.

É um Escopeta justo

Preço R$130

  • Barolo 2004 DOCG Vigneto Boscareto

Rubi leve claro

Aromas bosque, animal com fungo, com elegância.

Boca também animal, bosque, já transformados os frutados, corpo bom, redondo, com elegância.

É um escopeta

Preço  de grandes Barolos R$ 330

  • Barolo 2004 Vignedo Corda della Briccolina DOCG.

Rubi claro.

Aromas com as características do anterior animal, champignon, fundo de bosque, frutos leves, muito agradável.

Na boca é muito gostoso, tânico, equilibrado, encorpado com fineza e elegância, longo.

 

É um Escopeta.

 

Preço R$ 438 para quem pode

 

  • Moscato Passito 2006 Muscatel Tardi

 

Uma versão de colheita tardia, e ainda com desidratação após a colheita.

       Cor amarelo claro.

Aromas e sabores das uvas passas, moscatel, boa doçura, agradável, mas modesto de complexidade.

È um Espadilha, caro.

 

Preço R$ 330 com 500 ml.

Todos importados pela Max Brands  www.mxbrands.com.br e vendas em vários empórios da cidade.

Jun
21

Romanée Conti e Champagne Jacques Selosse



 

 

Na semana passada tivemos uma grandiosa degustação, comentarei pouco, pois deverá antes ser lida, pelos nossos caros leitores, no próximo número da REVISTA GOSTO, depois disso farei meus comentários pessoais sobre os vinhos.

Bebemos inicialmente um delicioso Champagne Jacques Selosse, que eu não nunca tinha provado e durante o fino jantar no Fasano:

Gnocchi ripiene di ossobuco con gremolada.

Cotoletta di vitello al burro e salvia.

 

 Provamos a coleção completa, 7 vinhos do Domaine de La Romanée Conti do ano de 2007.

Echezeaux, Grands-Exchezeau, Romanée-Saint-Vivant, Richebourg, La Tache, Romanée Conti, e o branco Montrachet.

 

Sobre os champagnes poderei comentar:

Champagne Jacques Selosse – Blanc de Blancs

Bebemos como aperitivo dois tipos – o não safrado e o Milesimè 1999.

É um champagne inovador entre outros comentários, produzido na região de Avize, perto e ao sul de Épernay, em Champagne, França. Com deliciosos e muito intensos vinhos; tanto nos aromas quanto nos sabores. São, alem de uma mistura de maduros vinhos, produzidos nos princípios biodinâmicos. Anselme Selosse, filho de Jacques é considerado o pioneiro dos vinhos biodinâmicos de Champagne, acrescentados ainda de dois outros princípios: fermentação em tonéis de madeira, em vez das cubas de aço, como poucos atualmente os produzem, sendo que um deles é a imbatível Krug, por exemplo.  O segundo e incomum principio é que dois dos seus vinhos que compõem suas misturas são amadurecidos nos sistemas de soleras.

Para quem não sabe o sistema solera é o do amadurecimento dos vinhos de Xerez. Grosso modo explicando, um coleção de barricas empilhadas, e cerca de 10, 20, ou mais barricas no conjunto. De modo que o vinho básico mais velho seja a última barrica rente ao solo, e todos os outros mais jovens. Tira-se certa quantidade do vinho velho para se engarrafar e usar, cerca de 10 a 20% do volume, e coloca-se numa sequencia de idade, de modo que a quantidade retirada da última barrica seja preenchida com vinhos da penúltima barrica, o da penúltima com vinho da ante-penúltima e assim sucessivamente, até chegar à primeira barrica do vinho, o mais novo que é preenchida com o vinho produzido naquele ano. Com este estágio sucessivo de misturas, surpreendentemente o último vinho torna-se regular e igual com os aromas e sabores ao do vinho velho. No caso dos xerezes, o mais velho vinho, tem às vezes, cem ou mais anos e reproduz neste sistema, interminavelmente suas características.  

Com o vinho envelhecido neste sistema, adicionado de mais novos vinhos, é feita a champanhização.

O Domaine Selosse produz sete tipos diferentes de champagnes – bebemos dois tipos Blanc de Blancs, muito agradáveis, com uma intensidade aromática e gustativa nunca por mim provada em outras marcas.

  • Initial Jacques Selosse Brut Grand Cru – Blanc de Blancs.

Produzida com três vinhedos de Chardonnay

Cor dourado claro.

Aromas muito intensos e complexos e longo, com um inicial amendoado e com as avelãs, segui-se um frutado encantador das peras maduras.

Na boca muito bom, fino, elegante, muito intenso também, com as amêndoas e avelãs, peras maduras, vinho maduro, cremosa espuma, equilibrado nos seus ácidos, tendo uma sensação de agradável e leve oxidação.

R$ 750

  • Millésime Jacques Selosse 1999 – Blanc de Blancs

Muito semelhante seu descritivo em aromas e sabores, com mais delicadeza, fineza.

Quem tiver a oportunidade de prová-las que não as perca.  É com certeza uma deliciosa e rica variação sobre o tema.

R$ 1450

 

Ambos ZAPs caros.

 

Importador World Wine La Pastina. www.worldwine.com.br

Rua da Alfândega, 146/154 – Brás – Cep: 03006-030 – São Paulo – SP – Brasil Tel.: (11) 3383-7400.

 

May
10

Pinot Gris Clos Saint Urbain 1995 Grand Cru – Zind Humbrecht – Alsace – França



 

Aproveitando a festinha das três mães bebemos ainda com um ravioli de queijo brie e aspargos um levemente adocicado e maduro, Pinot Gris da Alsace, dos vinhedos de Rangen de Thann, que harmonizou muito bem com o prato.

Leiam o post de 17 de fevereiro comentei um delicioso Pinot Gris (leiam o comentário), pois falamos de algumas características do vinho e da uva.

Os senhores da Zind-Humbrecht são a união das duas famílias, velhos produtores centenários que se juntaram em 1959; são grandes campeões alsacianos dos mais famosos. Adotam uma viticultura Biodinâmica rigorosa. Se passar no seu alcance um de seus vinhos não deixe de provar, todos seus vinhos são excelentes, não se erra nunca com um deles, habitualmente caros.

Este Pinot Gris de 15 anos estava dourado.

Aromas inebriantes da delicadeza da uva e de seu grau de amadurecimento, mas com grande intensidade, como os das uvas aromáticas, frutas maduras e secas como nas uvas passas e figos secos.

Na boca é semi-seco (que para o paladar dos alsacianos consideram quase seco), maduro com frutas complexas, intenso e longo, sabores com toques de botritis, acidez ótima marcante, corpo perfeito com estrutura.

Um Escopeta

 

No mercado internacional custa cerca de US$ 120, se existisse a venda no Brasil deveria custar cerca de R$ 600.

Importado pela Expand até há poucos anos; atualmente em seu site oferece poucos tipos deste produtor.

May
10

Tsarine Cuvée Premium Brut – um bom champagne



 

Foi muito agradável nossa reunião caseira de mães ontem. Eram quatro gerações; três de mães e meu netinho Eduardo, minha filha Patrícia mãe dele, a Ana mãe da Patrícia e Marina a mãe da Ana, bisavó dele. Foi bom o champagne para se comemorar bem o dia delas.

Este champagne produzido pelos “Chanoine Frères” da cidade de Reims, com as uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, sério, com ótima qualidade. A Chanoine produz muitos tipos, este bebido era do tipo chamado de “Cuvée Premium” que na verdade  não quer dizer tecnicamente nada, mas sim uma adjetivo de marketing,  uma produção bem cuidada, a classificação “premium” não  faz parte dos rigores da legislação dos champagnes franceses. Nesta empresa incluem em suas produções, champagnes brancos “brut”, rosados e ainda os safrados, estes sempre mais nobres que os não datados e ainda um safrado “Blanc de Blancs”, ou seja, produzido com 100% de uvas Chardonnay.

Este tinha cor amarelo dourado claro, límpido, cheio de bolhinhas finas, abundantes e muito persistentes.

Os aromas eram muito agradáveis, intensos, com os clássicos de fermentos de pão, frutado com as maçãs e peras com um amendoado intenso  e bom.

 Na boca surpreendente delicadeza, espuma cremosa, bem equilibrado, corpo bom, boa vivacidade, com acidez nobre, boa complexidade, com frutas, nozes e amêndoas. Um champagne sem defeitos principalmente sendo um “cuvée” normal. Bem  agradável se comparado com as marcas tradicionais mais conhecidas,( leia-se Moët-Chandon, Veuve Clicquot, Boulanger, Taittinger,etc.)

É um Espadilha de bom preço.

Importado pela www.kb-vinrose.com

Tel: 0(21) 33873036 / 0(21) 91470182  E-mail: vendas@kb-vinrose.com

Comercializado em São Paulo pela BR Bebidas:

Preço normal R$ 199, peça o desconto para leitor do www.zedovinho.com.br R$ 170

Na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 , email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br     

 

Apr
22

Montepulciano d’Abruzzo 2004 Riserva – Teramane – Nicodemi – Abruzzo Itália



 italia-mapa-regiões

A Província de Abruzzo está situada na região central da Itália em sua costa Adriática na altura de Roma e em frente da Croácia. Região quente, onde uma das  características de suas uvas é um super amadurecimento, dão todos os tipos de vinhos: brancos, tintos, rosados, espumantes, secos e doces, com uvas locais e internacionais, mas realmente as uvas dominantes são as locais: branca Malvasia de Abruzzo, diferente da toscana, e a tinta que é a mais plantada na região, a Montepulciano de Abruzzo, e que não deve ser confundido pelo nome,  com os vinhos de Montepulciano, da cidade do mesmo nome na Toscana.

Todos os vinhos com a Montepulciano dão vinhos com aromas e sabores de uvas super maduras,  tendendo para um sabor dos vermutes, robustos e concentrados, com taninos macios, não intensos.

Este, provado foi na versão “Riserva”, que deve ter pelo menos 30 meses de envelhecimento, sendo um mínimo de 9 meses em madeira.

Tem cor bastante escura, impenetrável.

Aromas frutados intensos e longo, característicos dos super maduros, mas agradável.

Na boca é bastante concentrado nas frutas e estruturado, 13,5° alcoólico, bem equilibrado, e até delicado, bom corpo, taninos macios e ricos na complexidade.

É um Espadilha, característico do local, mas caro.

Seus preços variam de R$ 66,30 o mais simples, até o deste comentado que custa R$ 225,90

Importado pela Decanter  –  www.decanter.com.br  com lojas, representantes e enotecas em todo o Brasil.

Em São Paulo, na Rua Joaquim Floriano 834 – tel 11 3074-5454.

 

 

 

 

Mar
15

Grande Seleção de Vinhos (veja os vinhos)



 

Mais uma notável seleção de vinhos bebemos neste último fim de semana em nossa confraria. Grandiosos vinhos de diferentes origens, mas com surpreendente qualidade. Alguns peças raras, maduros e históricos, quase sem reposições no nosso mercado, outros jovens,  ótimos de serem consumidos, mas com potencial de promissora melhora.

 

A idéia dos meus comentários não é a pretensiosa divulgação das qualidades dos vinhos que bebemos, mas o ensino da paciente recompensa obtida pela conservação; a recompensa é incrível, o prazer de beber um vinho “criado” em casa. Uma paciência de 10, 20, trinta ou mais anos, com os olhos do dono. É para os mais jovens acreditarem na guarda dos vinhos novos para serem consumidos em sua desejável maturidade.

Bebemos seis garrafas, éramos seis confrades, a média foi boa para o almoço.

 

Robert Craig 2007 Affinity Cabernet Sauvignon – Napa

 

Alem do Cabernet Sauvignon, tinha em sua composição Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot, deliciosa receita com origens em Bordeaux.

Rubi escuro de cor.

Delicado herbáceo, pouca complexidade talvez pela idade, com fruta madura.

Na boca é bom, madeirado com frutas sobreviventes, macio e delicado.

 

Parece não ter importador no Brasil , custaria em torno de US$ 120 a 150.

 

The Dead Arm d’Aremberg 2005 Shiraz Mc Larem Vale – Austrália

 

Escuro de cor,  bordas brancas transparentes.

Nos aromas agradáveis frutas, leve hortelã, madeirado.

Na boca, bastante estrutura, concentrado, com taninos jovens, muito frutado, madeira bem colocada, mas marcando; tabaco interessante, complexo.

Deverá ter uma boa evolução com os anos, é uma das forças do Aremberg.

 

Um Escopeta.

 

Importado pela Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting            11- 3071 -2900  Esgotado.

 

Château Gruaud Larose 1985  Saint Julien Bordeaux  França

 

Um grande vinho de Bordeaux, safra excelente para a região, Saint Julien é uma sub-região das que pessoalmente mais aprecio,  e que considero dos mais consistentes e regulares , sem grandes desníveis; lá tudo é bom

 

Apresentou-se com cor rubi, com bordas castanhas pela idade, linda cor das cascas de cebolas.

 

Aromas delicados e elegantes, complexos com violetas e champignons.

Na boca delicioso, fino, elegante, macio, equilibrado, uma vivacidade equilibrada (entenda-se perfeita acidez).

 

Um Escopeta

 

Grandes Bordeaux não tem importadores exclusivos. Seu  preço internacional é de cerca de USD $ 150, que seria no Brasil em torno de R$ 650.

 

Château Bon Pasteur 1982

 

É uma safra privilegiada, das melhores do século passado.

Um Pomerol com suas uvas características selecionadas pelo clima das regiões, Merlot 80% e Cabernet Franc 20%, são aveludados e macios; enquanto os vinhos de Medoc (Margaux, Pauillac, etc.)  tem predominância de Cabernet Sauvignon, mais tânicos e herbáceos. Este Pomerol, com 28 anos, estava perfeito, completamente maduro e evoluído, eles costumam também agüentar muitos anos.

 

Sua cor bastante evoluída para o rubi marron.

Seus aromas incríveis, maduro, alem das frutas com ervas e champignons, delicados e elegantes.

Seu sabor era muito bom, delicado, elegante, macio, com herbáceo nobre e longo.

 

Escopeta caro e bom

 

Não tem importadores exclusivos, esta safra é muito valiosa custa acima dos USD$ 200, traduzindo para Brasil cerca de R$ 1100. Se o leitor achar aos preços mencionados pode comprar que o preço é justo.

 

Vosne Romanée  1978 Leroy 1er. Cru

 

Produzido pela famosíssima e exigentíssima enóloga Madame Lalou Bise do Domaine Leroy, co-proprietária do Domaine de la Romanée Conti e que produz em Vosne Romanée seus próprios vinhos. São vinhos caros de excelentes qualidades e de “appéllations controllées” que poderiam ter nomes mais nobres, mas que a Madame simplesmente os chamam genericamente de Vosne-Romanée.

 

Para um vinho  Borgonha de 32 anos de idade estava surpreendentemente rico e integro.

Com cor clara e marrom.

Aromas frutados, com componente animal leve, agradável champignon, fino, elegante e intenso.

Na boca sabores muito agradáveis, elegante, fino, equilibrado, com frutado delicado e longo.

 

É um ZAP caro.

 

Importado pela Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting            11- 3071 -2900  Esgotado pela lista da internet.

 

Romanée Saint Vivant 1976 DRC Domaine de la Romanée Conti – Bourgogne – França

 

Para finalizar meus comentários de hoje merece grande destaque este vinho. Um vinho para deixar saudades, com complexidade e delicadeza ao mesmo tempo, com fineza, elegância e suavidade. Até a textura  era desconcertante parecendo por momentos ter uma densidade maior, parecendo ter certa untuosidade. Um Borgonha da melhor estirpe, produzido na mais famosa casa de vinhos do mundo, o Domaine de La Romanée Conti.

 

Era rubi muito claro e levemente laranja em sua cor.

No olfato se sentia frutas maduras, delicadas, com incrível complexidade, muito agradável, eram nozes, ervas, flores e champignon delicado.

No paladar, o impacto era de conjunto, parecia nada se sobressair, um equilíbrio de  delicadeza, fineza, elegância e tênues frutas envolvendo leves torrefações.

Valeu a paciência da guarda.

 

Um ZAP com méritos

 

A Importadora dos vinhos do Domaine de La Romanée Contiera era a Expand,  atualmente uma de suas lojas em São Paulo EMPÓRIO SANTA MARIA-  Av. Cidade Jardim, 790 – (11) 2102 7700

O preço internacional é de cerca de USD$ 1000 em São Paulo seria R$ 4800 a garrafa.

 

 

 

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