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Jun
19

Aplicação de capital em fundos de vinhos finos de Bordeaux



 

Gestora lança fundo de investimento em vinhos finos

 

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Uma nova gestora de recursos está abrindo as portas com propostas de fundos inéditos no país. A Cultinvest Asset Management já está operando em São Paulo, associada à também estreante butique de investimentos RB Banco de Negócios. O RB tem como sócios Luiz Fernando Rezende (ex-Bozano, Simonsen, Santander e Latin Finance) e Márcio Barbosa. A Cultinvest, instalada no mesmo endereço da RB, será chefiada por Alexandre Zákia, ex-diretor da Itaú Unibanco Asset Management. Rezende e Barbosa serão também acionistas da nova gestora.

O primeiro produto é inédito no Brasil: um fundo de investimento em vinhos ‘investment grade’ da região de Bordeaux, na França. “Será classificado como um fundo multimercado, que aplicará 100% dos recursos no exterior, em títulos representativos de grandes vinhos Bordeaux”, afirma Zákia, que deve entrar em breve com a documentação na Comissão de Valores Mobiliários para abertura da carteira.

A ideia é atrair investidores de altíssima renda clientes de private banking, com aplicação mínima de R$ 1 milhão (ou seja, investidores considerados superqualificados pela CVM). A projeto é oferecer duas opções de resgate. O investidor poderá optar por receber o rendimento dos títulos correspondentes aos ‘investment grade wines’, como num fundo de investimento normal, ou pelo resgate físico das garrafas. Para isso, a Cultinvest está fazendo uma parceria com a importadora Wine Stock, especializada em Bordeaux. O lançamento deve ocorrer em agosto.

Os ativos na carteira serão títulos negociados na bolsa eletrônica Liv-ex, especializada em vinhos, em Londres, que movimenta 2 bilhões de euros por ano. Um de seus índices, Liv-ex 100 Investment Grade Wines já subiu neste ano 24%, acumulando alta de 36% em 12 meses. A bolsa foi fundada em 2000 e no início concentrava operações entre os “negociants” (agentes dos chateaux franceses). O índice Liv-Ex 100 inclui vinhos de diversas regiões francesas e italianas e será usado como “benchmark”, embora o novo fundo da Cultinvest pretenda aplicar exclusivamente em títulos vinculados a garrafas de Bordeaux.

Os preços internacionais de vinhos têm subido nos últimos anos, acompanhando o crescimento do número de milionários em países emergentes como a China, Rússia e Brasil. “Durante a crise financeira internacional os índices caíram, mas a recuperação foi mais rápida que a dos índices mundiais de ações”, afirma Zákia. Um investimento relativamente opaco e altamente dependente da qualidade das safras e opiniões dos críticos internacionais, a popularidade do vinho como uma nova classe de ativos vem aumentando, com o lançamento de fundos internacionais geridos por gestores independentes.

Um exemplo é o Vintage Wine Fund, da OWC Asset Management, que investe em vinhos de várias regiões europeias, com maior concentração em Bordeaux. O fundo está rendendo 4,3% em euros neste ano, até 31 de maio. Em 2007, o fundo acumulava rendimento de 61% desde sua fundação, em 2003, mas a crise financeira internacional afetou expressivamente sua performance e o rendimento acumulado desde a abertura até maio era de 29%. Outro gestor especializado é a Bacchus Partners, sediada nos Estados Unidos.

 

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