Arquivo de 'Dados sobre as Importações brasileiras de vinhos' Category

Jan
14

AS IMPORTAÇÕES DE VINHOS EM 2013



Caros amigos, feliz 2014….
Estou postando estas informações que recebo todos os anos do amigo Adão Morellato.
São úteis para acompanhar o comércio de importação dos vinhos.
Deverei animar-me para continuar dando minhas opiniões sobre os vinhos bebidos.
Abraço a todos os pacientes leitores.
 
Diz o Adão:
 
Como de costume, segue nossa análise sobre o mercado de vinhos importados em 2013. Aqui são analisados os 3 segmentos: Vinhos Finos, de mesa, Champagne e Espumantes.
 
Um ano nada satisfatório enologicamente, em queda pela primeira vez nos últimos 15 anos, apresentou uma defasagem de -3,225% em comparação com 2012, fortemente influenciado pela alta valorização cambial de 15,37% da moeda americana e de 19,90% da moeda euro. Lembrado-os que nossa cadeia tributária é em cascata, um patamar desta valoração, influencia demasiadamente no custo final do produto.
 
Aqui mostramos como cada país, posicionou-se em 2012:
 
1º CHILE:              Mantendo sua participação com larga vantagem, segue na liderança absoluta com 31,52% de share value e 37,89% share market, apresentou uma ligeira queda de 3,10%, coma uma valorização de 2,89% no custo médio, porém ainda mais econômico ( 21,65%) que os vinhos provenientes da Argentina. Eles realmente conhecem nossos momentos e  movimentos mercadológicos e como ninguém, se adequa com uma velocidade impressionante, de maneira tal, que a sua participação cresce a cada ano, mesmo com as adversidade’s momentaneas.
 
2º ARGENTINA:   Seguindo seu histórico participativo, em 2013 perdeu 13,98% em volume e 10,83% em valor, com uma queda de 14,42% referente ao ano anterior. As políticas públicas do país, não tem ajudado a mudar este quadro, dados as constantes intervenções na economia e nas políticas agrárias, o que interfere diretamente na exportação de vinhos, pois, salvo os grandes grupos viti-vinícolas, há uma inflação camuflada e o capital excessivamente debilitado impede uma ação mercadológica mais intensiva mundo afora e para novos empreendimentos a largo prazo.
 
3º FRANÇA:        Surpreendentemente, cresce com taxa de 4,07% em 2013, com uma performance de 16,04% em Valor r de 5,91%, obviamente que os vinhos Champagne, tem um peso enorme, com quase a metade de share em valor (43,31%), demonstrado no custo médio de USD 10,44 lt, porém o crescimento deu-se no segmento mais disputado, vinhos médios, na faixa de USD 3,90 á USD 6,90 a garrafa. Como comentamos em artigos anteriores, há uma lacuna que os franceses estão disputando mundo fora com muita garra, indícios de um mercado saturado (europeu) e uma economia ainda em fase lenta de recuperação.
 
4º PORTUGAL:   Mantendo praticamente inalterado os valores desde 2011, em 2013 ficou em ligeira queda de 1,48%, em sintonia com o mercado, chama-nos a atenção sua desvalorização de 50% no custo médio a USD 2,60 lt, o que não ocorria desde 2010. Como aqui há um público receptivo a produtos deste país, estão direcionando suas estratégicas para cá e principalmente Angola, em detrinimento de outros mercados.
 
5º ITÁLIA:         Neste embate ano a ano, com Portugal, em 2013, posiciona-se neste ranking, com queda de 1,09%, influenciado fortemente pela queda de 16,75 do vinho tipo Prosecco e também uma queda abrupta de exportação do vinho tipo Lambrusco, que há 3 anos, vem se valorizando na Itália, pelas novas políticas regionais, que não  permite que seja produzido fora de sua área tradicional (Reggio Emilia), diferentemente de Portugal, valorizou seus vinhos e quase 17,57% aumentando sua tradicional, vasta, rica e diversificada tipologia  de todas as regiões vinícolas. 
 
6º ESPANHA:     Aqui temos uma grande surpresa, em linha com anos anteriores que sempre apresentou crescimento, em 2013 vieram com + 8,07% e aumenta seu share value para 6,06% com vinhos 90,77% mais caros que os portugueses e 25,57 % mais caros que os italianos, como também já comentado aqui em edições anteriores, vieram para ficar e encontram cada ano mais, um nicho, um local, um espaço onde penetrar, seja por força de sua capacidade produtiva, seja pelas ações constantes, persistência e sistematicamente alavancadas pelas campanhas promocionais governamentais e principalmente pelos eventos e feiras periódicas em distintas regiões, onde uma massa de brasileiros sempre são convidados e observados de maneira intensiva.
 
Demais Países:   Contribuem com apenas 3,93% em valor e 3,72% em volume, destaque para o crescimento de +41,16% dos USA e +6,35% da N. Zelândia e queda vertiginosa de -54,14% da Africa do Sul e -44,62% da Austrália.
 
Análise de minha inteira e única responsabilidade, estando permitido sua divulgação, distribuição e publicação, sem mudança ou alteração no seu texto e conteúdo analítico. Caso necessitem da planilha com dados mais específicos e esclarecedores, favor contactarem-me.
 
Abs
 
 
FONTES: BACEN, SRF e MDIC
 
 
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ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
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Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012



CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

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Jan
9

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL EM 2011



  

Agora que o ano virou, espero que todos tenham bebido muitos bons vinhos com seus amigos e familiares  nestas festas. Aqui em São Paulo onde fiquei, o clima foi bastante favorável conosco, a temperatura esteve amena para nossos vinhos e ceias, embora não tenha bebido grandiosos vinhos a qualidade e quantidade foram bastante boas.

Prontos para enfrentar a crise global???

 

Trancrevo para todos os leitores amigos o email que anualmente meu amigo Adão  Morellatto, muito interessado e informado me envia.

É um trabalho compilado por ele mesmo, bastante informativo na área do movimento importador de vinhos em nosso país        

 

Caro amigo José Ruy    

Ao término de mais um ano fiscal, apresentamos á analise da Importação de Vinhos no mercado brasileiro.   Mesmo vivendo um momento de litígio, devido a imposição da aplicação de “Selos Fiscais” sobre vinhos em vigor desde Janeiro de 2011, a Importação apresenta um crescimento considerável, mesmo  apresentando uma valoração cambial por volta de 20% a partir do 3º trimestre de 2011. Pessoalmente credito esta performance a nossa vigorosa Classe CD, que avança em ritmo chinês, curioso é que o consumo Per Capita não avança na mesma proporção, é mais um avanço qualitativo e não quantitativo.   Como em anos anteriores, as 3 principais classificações (Vinhos, Espumantes e Champagne) estão agrupadas para entender melhor a performance. Em 2011, o crescimento foi de 16,54%, onde todos os países, exceto a Africa do Sul, apresentaram crescimento. Assim se manifestou o ranking vitivinícola.     1º = CHILE:             Mantendo sua hegemonia e na ponta há exato 10 anos, em 2011 cresceu 16,30%, com participação de 29,10% em valor e 35,14% em volume. Um dos primeiros países produtores a acreditar no potencial brasileiro e investir em comunicação em nosso país, colhe os frutos de um trabalho árduo, difícil e altamente competitivo. Seus produtos de qualidade aprovada e custo relativamente acessível, caiu nas graças do consumidor. Não há nenhuma expectativa ou indícios de que esta posição seja alterada em alguns bons anos a frente.   2º = ARGENTINA:     Como em anos anteriores, segue na 2ª posição, mas curiosamente cada vez mais qualificando seus produtos, em média os vinhos argentinos são 10,30% mais caros que os chileno’s. E nítida e perceptível nas góndolas de que os tradicionais vinhos  genéricos, sem distinção de variedades, estão sendo substituídos veloz mente por vinhos varietais de casta única ou blends. Seu crescimento foi de 12,41%, participando com 21,40% em valor e 23,32% em volume.   3º = FRANÇA:          Devido a metodologia de análise, este país, posiciona-se neste ranking, pela excelente contribuição do Vinho tipo Champagne, que representa 41,00%, seu crescimento foi de 19,75 sobre 2010, com 14,67% de participação em valor e 5,76% em volume, com um custo médio de USD 5,41 por garrafa (valor de entrada, não estando computado aqui, nossa extensa e absurda carga tributária).   4º = ITÁLIA:           Rivalizando com Portugal já a alguns anos, cresceu 21% em 2011. Por ter um peso muito grande na pauta de exportação do vinho tipo Lambrusco, algo próximo de 48,90%, o custo unitário de vinhos deste país são os mais econômicos da comunidade européia, em média de USD 2,22 por garrafa. Sua performance foi de 13,81% em valor e de 17,28% em volume.   5º = PORTUGAL:     Cresce acima da média, com 19,09% em 2011, e participa com 12,03% em valor e 11,01% em volume. Notabiliza-se por ser um grande exportador de variedades típicas exclusivas e endêmicas.   6º = ESPANHA:        Impressiona o crescimento deste país pelo segundo ano consecutivo, com índice de 32,12% e ainda mais intrigante é que seus vinhos são em média relativamente 83% mais caros que os vinhos italianos. Este crescimento é duradouro e contínuo, pois a Espanha, decidiu sair e explorar novos potenciais mundo afora, é grande a presença de organizações regionais espanholas, identificando novos nichos de negócio aqui ao longo do ano. Sua participação foi de 4,75% em valor e de  3,39% em volume.   DEMIAIS PAÍSES:     Participam com apenas 4,24% em valor e de 4,10% em volume, destaque para a queda de 68,58% da Africa do sul e crescimento de 50,75% da Austrália, 33,88% da Nova Zelândia e 30,63% dos USA.     Há um grande euforia e entusiasmo mundial, com relação ao potencial de crescimento de consumo no Brasil, devido a crise que se mantém nos principais países consumidores. Eu mesmo vivi esta situação em Novembro como membro convidado em Siena na Itália, onde haviam 2 únicos convidados: China e Brasil, para o 2° fórum of the Italian Wines. Era muito grande a expectativa de todo o setor para que estes 2 países sejam a médio e longo prazo, os propulsores de negócios vitivinícola da Itália.   Existe uma queda abrupta de consumo interno em todos os países produtores na Europa, sem exceção, por diversos motivos: Leis mais severas no consumo de álcool e condução de veículos, mudanças de hábitos de consumo da juventude para outras bebidas como cervejas e destilados e principalmente a uma economia em franco declínio, que não mostra sinais de recuperação a médio prazo.   Como já manifestado e comunicado em anos anteriores, as regras de mercado e de consumo são ditadas e regidas pelos consumidor, a legislação pode até atrapalhar e complicar em alguns momentos, mas pela agilidade e adaptação que os Importadores aqui estabelecidos se movimentam e se interagem para trazer a este mesmo consumidor, produtos de qualidade a preços acessíveis, mesmo tendo a mais alta carga tributária para este produto no mundo. Não há argumento plausível capaz de mudar os hábitos do consumidor, que já possui conhecimento e aptidões para reconhecer aquilo que deseja provar, independentemente de ter um custo adcional ou não. Não será 2 ou 3 reais a mais, que ele irá migrar para os vinhos nacionais, posição tão sonhada por nossos produtores locais. O consumo e crescimento deste segmento dá-se por atividades constantes e contínua de comunicação, degustação, interação, inovação, renovação, capacitação e ação.   Usar os argumentos de que “Selo Fiscal” é para coibir e proibir a entrada de vinhos ilegais é pura demagogia, pois pouco setores da economia, são tão taxados como este, e todos os tributos são recolhidos na íntegra antes mesmo de chegar ao Armazém dos Importadores. Também não há aporte de dinheiro público via BNDES na Importadoras, todas elas atuam e trabalham com recursos próprios, ao contrário dos locais que buscam incessantemente estes recursos.   PS. Caso queiram dados mais específicos como tabelas e planilha, favor comunicarem e solicitarem..    

“Análise e deduções de minha inteira responsabilidade, sem nenhum vínculo comercial e financeiro com empresas privadas ou organismos públicos, de carater apenas elucidativo e informativo, estando totalmente livre para publicação em qualquer canal que seja, não estando permitido porém, qualquer alteração em seu conteúdo e pensamento”.

 

 

 

FONTES: MDIC, SRF, BACEN e MAPA

 

    Abraços       INTERNATIONAL CONSULTING ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO R. Laura B. Nascimento, 245 Mairipora – SP – 07600-000 Tel. 55 11 4419.2286 – Cel. 55 11 7361.4333 Nextel: 55*50837*23 MSN: adao.morellatto@hotmail.com SKIPE: ADAOMORELLATTO

 

 

 

Oct
24

OS PREÇOS DOS VINHOS NO BRASIL



 

MUITO  INTERESSANTE  DE  SE  LER   O  ARTIGO E

 

OS  COMENTÁRIOS PROVINDOS DA

WWW.ENOEVENTOS.COM.BR

 

SEGUE O LINK: http://www.enoeventos.com.br/201103/compara5/compara5.htm

Jul
16

OS VINHOS IMPORTADOS E SEUS NÚMEROS NO BRASIL



 

Caros amigos leitores:

Há alguns anos meu amigo Adão Morellatto me encaminha seus estudos e opiniões sobre as importações dos vinhos no Brasil e que neste momento repasso a vocês o email dele na íntegra:

 

 

Caros, boa noite  

Como tenho aqui relatado, informado e principalmente previsto em análises anteriores, de nada adianta os produtores nacionais, criarem obstáculos, com aumento de alíquotas e influenciando nossos legisladores e órgãos reguladores no intuito de diminuir a entrada de vinhos importados, esta atividade vai muito além da capacidade e percepção dos produtores locais em identificar que as regras de mercado de consumo são ditadas pelos consumidores. Este é um dos poucos mercados no mundo, em que há uma enorme pulverização de marcas, produtos, tipos, variedades, que atendem a um universo gigantesco de pessoas, atraindo cada vez mais um público que torna se fiel, curioso e disposto a pagar um preço mais alto para adquirir produtos de melhor qualidade, aqui entra uma dinâmica necessária a qualquer país, que se disponha a produzir, consumir e valorizar seus próprios produtos, pois este específico mercado caracteriza-se por 3 fatores distintos e principais: Cultura, Tradição e Economia, dos 2 primeiros fatores, vá-la não temos ainda uma massa crítica suficientemente grande o bastante para mover toda uma indústria nacional que se manifesta disposta a brigar de igual para os mais tradicionais produtores, exceto no produto “Espumante” onde temos capacitação, inovação, preço, qualidade e característica própria para agregar mais oportunidades. Quanto ao quesito Economia, sim, aqui temos uma diferença vantajosa, animadora e promissora, devido ao fato de que quase 30 milhões de consumidores (quase que uma Argentina toda), entraram em um rol de patamar de consumo, podendo perfeitamente aumentar exponencialmente o consumo per capita atual nos próximos anos.

 

Portanto, como já comentado, os importadores brasileiros são extremamente dinâmicos, ágeis, versáteis e estão adequados as dificuldades e exigências do setor, com uma agilidade impressionante, devido as suas próprias características e natureza. Se mantermos os padrões atuais de câmbio (pessoalmente não creio e não visualizo que teremos uma mudança brusca ou drástica neste quesito em médio prazo, dados as condições macro-econômicas atuais), dificilmente o quadro relatado abaixo, terá mudanças.

 

Melhor exemplo disto, está abaixo nos informes referentes a entrada de vinhos importados em nosso país nos últimos 6 meses, já estando portanto, totalmente de acordo com a determinação de inserir os “SELOS” de I.P.I. nas garrafas.

 

Na análise que descrita usamos o comparativo de período do 1º semestre de 2010 X sobre o mesmo período de 2011. Para melhor entendimento dos leitores, o atributo analisado para determinar o Share é sempre o de “valor”.

 

No montante há um crescimento de 15,14% em valor e de somente 2,54% em volume, evidenciando que há um aumento (já verificado e mencionado também) qualitativo crescente, observando que esta atribuição se aplica a todos os países, com uma média de 12,28%  neste último período. Assim se manifestaram os principais players do mercado:

 

1º    –    Chile:          Mantém e consolida sua hegemonia, já que, não há desde Janeiro, incidência de imposto de importação (I.I) sobre este exportador, sua contribuição atinge 33,18% de valor e de 37,89% com valor médio de USD 28,19 CX/12.  

 

2º    –    Argentina:  Também posiciona-se como um dos principais players, com uma participação de 22,41% em valor e 23,02% em volume, há uma interessante constatação de que este país vem valorizando, qualificando e contribuindo para que os seus vinhos aqui consumidos, deixem de ser apenas meros coadjuvantes, merecendo destaque em nossas góndolas com um produto muito mais prestigiado, como parâmetro os vinhos argentinos são neste momento 11,21% mais caros que os vinhos chileno’s.

 

3º    –    Portugal:     Já observado em anos anteriores, há uma paridade nas exportações deste país x Itália em valores, sempre muito próximos, contribui com 14,08% em valor e 11,32% em volume, seu valor médio é de 59,09% superior as vinhos italianos.

 

4º    –    Itália:           Como nesta análise, utilizamos a metodologia de apenas quantificar a N.C.M 2204.2100, não estando agrupados portanto, outros tipos de vinhos: Espumantes, Doces, Champagne, etc, este país entra nesta posição neste ranking ( ao fechar o período de 12 meses em Janeiro, com toda certeza, estará posicionado em  uma categoria acima), sua contribuição foi de 13,67% de valor e de 17,47% em volume, informando que os vinhos oriundos deste país, são no momento os mais econômicos, média de USD 25,18 CX/12, devido a entrada de um grande volume, ainda, do vinho tipo Lambrusco, algo próximo de 70%, de baixo valor agregado na origem, por volta de Euros 0,90 a garrafa.

 

5º    –    França:      Os vinhos originários deste país, tiveram uma valoração de 5,61% sobre 2010, chegando a média de USD 70,63 CX/12, os mais caros produtos adquiridos em nosso mercado (aqui não está inserido os vinhos Champagne, idêntica ao comentário da Itália, que em janeiro, muda-se a metodologia analítica e retorna a um patamar superior), sua participação foi de 7,50% em valor e de 3,42% em volume.

 

6º    –   Espanha:    Atribui-se a este país o maior e melhor performance do período, apresentando 44,86% superior ao mesmo período de 2010, fato facilmente identificado pelos enúmeros aportes e campanhas específicas, visando identificar, fomentar, prospectar e incentivar o consumo de seus vinhos, reverenciado e reconhecido pelos consumidores daqui como um produto de alta qualidade, de excelente custo benefício e diversidade, atrelado a sua evidente e moderna gastromia, o valor médio de seus vinhos é de USD 52,64 CX/12.

 

7º   –    Demais Países: No conjunto apresentam um crescimento de 39,90%, contribuindo com 4,65% de valor e de 4,13% em volume

 

 

Há neste momento no país uma quantidade de 1.300 produtores e engarrafadores cadastrados junto ao MAPA, não estando computados aqui, os artesanais, que por suas características e participação, são totalmente irrelevantes em número, capacidade produtiva e financeira. De importadores existe uma quantidade de aproximadamente 470, incluindo as grandes cadeias de supermercados, atacadistas,  distribuidores, pequenos, médios, grandes, contínuos, esporádicos, específicos, rede de lojas, restaurantes, hotéis, etc, de acordo com registros obtidos junto a SRF para esta finalidade. E dada as circunstâncias de oportunidades atuais e mantidas esta alta tributação sobre este produto, vamos passar por um processo semelhante ao vivido hoje em Hong Kong, onde não há tributação sobre vinhos, então prolifera a quantidade de importadores, atuando nos mais diversos segmentos e nichos de mercado, pois ofertas e vinícolas ávidas para atuar aqui é o que não falta no exterior, pois a atual crise econômica afetam os principais mercados consumidores: Europa e USA.

 

 

Análise e deduções de minha inteira responsabilidade, sem nenhum vínculo comercial e financeiro com empresas privadas ou organismos públicos, de carater apenas elucidativo e informativo, estando totalmente livre para publicação em qualquer canal que seja, não estando permitido porém, qualquer alteração em seu conteúdo e pensamento.

 

 

FONTES: MDIC, SRF, BACEN e MAPA

 

Abraços 

 

 

 

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Oct
21

OS VINHOS BRASILEIROS, MAIS ALGUMAS IDÉIAS…



Miolo Merlot Terroir 2005

Ontem na nossa confraria do Amarante fizemos inédita degustação – Merlot brasileiros – com gostosos pratos brasileiros no restaurante Brasil a Gosto. Inédita porque raríssimas vezes o tema foi com vinhos nacionais.

Certamente os vinhos brasileiros melhoram de qualidade ano a ano. O grupo elogiou muito os vinhos provados, eu gostei menos que a média dos confrades; éramos seis ontem. Chegaram a dar 90 ou mais pontos para alguns deles, suponho exagerados estes valores; meu melhor ganhou 85 pontos. Nas conversas entre todos os confrades, os melhores foram o Miolo Terroir 2005, praticamente empatado com o Desejo Salton 2006; os números exatos das notas só teremos tabulados na próxima reunião, no mês próximo, depois eu conto.

Minha bronca com os nacionais, alem das qualidades, são os preços. Provamos seis vinhos Merlot cujos preços variaram de R$ 77 a R$130. No meu modo comparativo de ver, com vinhos importados, um exagero de preço para vinhos nacionais que procuram um espaço comercial entre nós.

Não pensem que sou tão ingênuo de pensar que entre os importados não existam caríssimas porcarias. Nossos vinhos assim que melhoram um pouco, já querem ombrear-se em preços com os importados. Para a mão de obra nacional o salario mínimo não é pago em euros,  e ainda sabemos fazem um longo caminho antes de chegarem às prateleiras de nossas lojas.

Porque será? Parece-me que só os impostos não justificariam. Com estes preços a indústria nacional não trabalha bem para o aumento do consumo de vinhos em nosso país.

Miolo Merlot Terroir 2005

Cor rubi escuro

Aromas agradáveis, média intensidade, frutado.

Sabor bom, delicado, elegante, frutado gostoso, acidez boa, com equilíbrio, estrutura atual boa, mas suponho sem grandes forças para grande longevidade, aconselharia beber logo.

Espadilha caro

Jul
12

Dados sobre as importações brasileiras de vinhos



 

Meus amigos,

Meu amigo Adão Morellato, consultor de economia enológica,   encaminha-me estes dados de sua compilação todos os anos, como os acho sempre muito interessantes passo  para os amigos e leitores do Zé do vinho.

 

 Notícia animadoras no mundo do vinho, após alguns anos de baixo crescimento, em 2010, contrariando os prognósticos de outros países, estamos crescendo com uma boa arrancada de 33%, conjuntamente em volume e valor. A classe média brasileira, definitivamente entrou no rol de consumidores novos, o que explica tal performance, ainda há muito a crescer, basta incentivar, informar, orientar e principalmente desonerar, para que em curto espaço de tempo, tenhamos aqui, uma massa crítica consumidora sustentável e atuante, vamos aos números, referentes ao primeiros seis meses de 2010, em comparação com 2009. 

*    CHILE = mantém sua hegemonia, com participação de 33,61% em valor, mesmo índice do Share e surpreendente 41,86% em volume, mostrando uma tendência observada anteriormente de custos mais baixos, hoje os vinhos do Chile são 12,74% mais baratos que os vinhos da Argentina.

 

*    Argentina = Apresenta um espetacular crescimento de 37,70% em valor e de apenas 25,03% em volume, evidenciando uma qualificação vinícola já identificada há algum tempo. Seus vinhos têm um custo médio hoje de US 3,03 por garrafa. Finalmente deixaram de ser meros coadjuvantes em preços, para se firmarem como protagonistas em qualidade.

 

*    Itália = Um dado curioso é que este país possui neste momento, os vinhos mais baratos importados pelo Brasil, isto é, facilmente interpretado pela desvalorização da moeda Euro frente ao dólar, em quase 25% nos últimos 12 meses e também refletido no imenso volume de importação de vinho tipo Lambrusco, algo como 78%, com valores médios na origem, em torno de 0,92 Euros. Neste primeiro semestre apresentou um crescimento de 39,26% com Share de 12,56% em valor e de 50,79% em volume com Share de 16,16%.

 

*    Portugal = Bem próximo a Itália em valores, mas com apenas 15,66% de crescimento em valor e 20,41% em volume, mantendo a 4ª posição.

 

*    França =    Cresce abaixo da média, com exato’s 26,45% em valor e 21,92% em volume, com preço médio de US$ 7,43 por garrafa.

 

*    Espanha =   Apresenta crescimento dentro da média, com 34,90% em valor e 11,83% em volume, e custo médio de US$ 6,67 por garrafa.

 

*    Demais Países = Evoluíram com 54,61% em valor e 12,14% em volume, com destaque para o Uruguai, que mostrou a melhor performance, com crescimento de 130,53%.

 

 

Obs, não estão computados nesta pesquisa vinhos Espumantes e Champagnes, somente vinhos na classificação de N.C.M.: 2204.21.00

 

Qualquer dúvida ou esclarecimento, favor entrar em contato.

 

 

Abs.

 

 

 

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