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Jul
12

Os Bordeaux 1990 e os amigos confrades



 

 

Foi num sarau elegantíssimo, com almoço sofisticadíssimo, bebemos sábado passado, na casa do Afonso, filho do Affonso que aniversariava, mais os confrades freqüentes e suas inteligentes senhoras, mesa quadrada, para confortáveis 16 lugares, para facilitar os brindes  olhos nos olhos, uma seleção de deliciosos vinhos 1990, Ch. Leoville Las Cases, Ch. Latour e Château d’Yquem, de Bordeaux e mais muitas outras coisas:

De quebra veio para começar uma Krug não safrada, depois dos Bordeaux 1990, um Amarone Masi 2004 para os queijos,  e para terminar como ninguém é de ferro, um madeira Terrantez 1870, claro pré-filoxera. Todas garrafas magnum, menos o Terrantez.

Os vinhos da safra de 1990 têm  a observação técnica internacional de que deveriam amadurecer mais cedo.

Não sei se todos sabem o que é sarau, pois é palavra e também prática em desuso, é do meu tempo de criança. Na minha infância festa chic era sarau, sempre começando à tardinha, entrando pela noite, infelizmente ninguém declamou nada, como se fazia antigamente, mas bebemos excelentes vinhos, salvou o dia!!

Bem lentamente consumimos  4 pratos da produção do Chef Ivo, do Due Cuocchi, ainda queijos e sobremesa. O serviço de vinhos impecável da sommelière  Gabriela, do Pomodori.

 

Champagne Krug Grand Cuvée Brut

Com sede em Reims esta marca produz em minha opinião, disparadamente,  os melhores champagnes que existem. Como é sua característica, produzidas com as três clássicas uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier, a fermentação de seus vinhos se dá em barricas de madeira, diferentemente dos outros champagnes que são produzidos em cubas de aço, os produtores afirmam serem produzida com uma mistura de muitos vinhos, depende do tipo, com 8, 20, 30 e até 50 vinhos diferentes!

Seus aromas devidos ao tipo de fermentações em madeira e envelhecimento nas borras das leveduras, dando aromas amendoados e das nozes em geral. Na boca a delicadeza e a cremosidade de sua espuma são marcantes e terminam secas , agradáveis, macias, encorpadas e longas, com nozes e avelãs.  

(Não percam a oportunidade quando aparecer uma, bebam a Blanc de Blanc, imperdível, só de Chardonnay, a Clos Du Mesnil, é o fim da linha, nunca mais precisarão provar mais nada!)

 

É ZAP sempre.

 

Chevalier Montrachet 2007 Leflaive – Bourgogne – França

Todos sabíamos que estávamos bebendo este vinho dez anos antes de sua maturidade, mas foi só curiosidade científica, para se ter um posicionamento de boca, tão jovem era.

Anotei que estava fechado, em seus aromas nobres, só com bom frutado fresco, e dominante defumado da tostagem de sua barrica de carvalho, a nobreza dos aromas só daqui dez anos.

Na boca fruta simples, defumado intenso, fino e agradável no geral.

Tenha paciência com sua garrafa, aguarde o tempo para colher seus sabores.

 

Hoje é só um Espadilha, muito caro! Dentro de anos estará muito melhor.

 

Château Leoville Las Cases 1990 – Saint Julien – Bordeaux – França

 

Um vinho que nos anos oitenta disparou em qualidades e obviamente  em preço, ombreando hoje com os Premier Grand Cru Classé, sendo um Deuxième Grand Cru. Este estava mais maduro que o próximo que comentaremos o Château Latour. Algumas críticas internacionais provaram garrafas ainda imaturas.

Na verdade temos que considerar que todos os vinhos eram de garrafas magnum, o que sem dúvidas retarda o amadurecimento em muitos anos.

Aromas: Agradável, fino, elegante, intenso, maduro, frutas secas com passas e figos.

Sabor: muito bom, bem equilibrado com boa acidez, taninos macios, amargor leve e agradável dando característica e personalidade e com certa torrefação.

Preço internacional, no estrangeiro US$ 300

 

Um ZAP se você se acostumar com o preço.

 

Château Latour 1990 Pauillac – Bordeaux – França

É talvez o mais consistente château e melhor vinho em relação à regularidade de boas qualidades de todas as safras produzidas nestes últimos 80 anos.  

O tempo normal em geral de amadurecimento de um Bordeaux é de 12 a 15 anos, como a safra tem fama de maturar precocemente estes ( o Leoville e este) que já tem 20, deveriam estar mais que prontos, no entanto, na minha avaliação e de outros críticos internacionais estão ainda um pouco imaturos, precisando ainda mais um tempo (5 a 10 anos?) para ser consumido na sua força máxima. Garrafa magnum?

Aromas : ainda um pouco fechado, não abriu a exuberância toda que costuma ter, ainda leve herbáceo, levíssima menta, com pouca complexidade.

Sabores: Bom, elegante, delicado embora percebe-se maior força alcoólica que o Leoville Las Cases, mas já é macio e longo.

Preço internacional no estrangeiro US$ 750

 

Um ZAP como quase todos os Château Latour de qualquer safra!!

 

Château d’Yquem 1990 – Sauternes – Bordeaux – França

Também muito famosa para os vinhos de 1990 foram os Sauternes. Considerados muito licorosos, com muita força, e com estes vinte anos de idade estava glorioso.

Cor dourada, já queimada.

Aromas muito prazerosos, característicos dos botritizados,  melado, mel, frutas confeitadas, mínimo damasco e defumado intenso.

No sabor é incrível, reconhece-se o defumado intenso a botritização, as frutas se amalgamam numa enigmática harmônica complexidade.

Preço internacional no estrangeiro US$ 350

 

ZAP como todos os d’Yquem

 

Todos os preços citados é claro, para garrafas de 750 ml, não magnum.

Geralmente importado por todas importadoras, não dão exclusividades, no Brasil não seria fácil encontrar estes 1990.

 

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