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Sep
28

VINHOS DO DOURO – PORTUGAL



 

Região do Douro 

Escrevi  recentemente muito bem de um vinho relativamente barato – o Meandro do Vale do Meão –  da região do Douro, hoje apresento algumas notas sobre esta região e cito um dos seus vinhos mais caros, o Barca Velha.

A região do Douro sempre teve maior talento em produzir seus famosos vinhos do Porto; doces e com alto teor alcoólico, em comparação com a produção de vinhos de mesa. Obviamente o volume de produção dos vinhos de mesa é muito maior, mas os do tipo do Porto de grandes qualidades e com a característica de doces e licorosos,  deixaram para seus irmãos de mesa um suado esforço para conseguir enfrentar sua justa fama internacional.

Os de mesa são produzidos praticamente nas mesmas regiões do Douro que produzem os Portos, e com as mesmas uvas. Dão vinhos tintos decididamente melhores que brancos.   É uma região extremamente, árida, quente, seca, no verão, e, com um solo xistoso e muito acidentado pelas suas montanhas. Tornou-se uma preciosa região pela produção de uvas que se adaptaram à essas condições tão adversas à agricultura comum, mas que sobrepujando todas essas dificuldades, produz com qualidades incríveis, um variado número de castas muito apropriadas para seus vinhos tipo do Porto e de mesa.

Seus vinhedos plantados em terraços, que na realidade são baixos muros de arrimos, que sustentam pequena quantidade de terra fértil, em terrenos inclinados até 60°.

A região estende-se por 250 000 ha, mas as vinhas ocupam 40 000 ha nas bacias profundas encaixadas do Douro e seus afluentes: o Corgo, o Torto, o Pinhão, o Tua, o Côa, entre outros. O todo está dividido em três sub-regiões – o Baixo Corgo a oeste, no centro o Cima-Corgo e a leste o Douro Superior – com variadas expressões climáticas, mas sempre com invernos frios e verões quentes e secos.
A conjugação destes fatores, aliada à nobreza das castas utilizadas, é determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais do que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e amor à arte do homem.

Nas novas plantações tem-se optado por um número mais reduzido de castas. Nas  castas tintas destacam-se a Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional e Tinto Cão; as castas brancas predominantes são a Malvasia Fina, Viosinho, Donzelinho,Gouveio.

No seu livro Tintos & Brancos de 2006, meu querido e finado amigo Saul Galvão, amante e conhecedor dos vinhos portugueses, diz sobre os vinhos do Douro: “Os bons tintos agradecem um período de envelhecimento. Quando jovens podem ser duros e agressivos, mas amadurecem muito bem … precisam de uns sete a dez anos para demonstrar suas qualidades…”

 O Barca Velha é produzido somente em anos verdadeiramente excepcionais (16 nestes últimos 58 anos). Nos outros anos o vinho se chama Reserva Ferreirinha. Predomina a casta Tinta Roriz (Tempranillo na Espanha) apoiada na Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca provenientes da Quinta da Leda.

Para o crítico de vinhos João Paulo Martins, autor de um guia anual de vinhos portugueses, o Barca Velha é como um diamante polido, com um equilíbrio perfeito sobretudo em comparação com os novos tintos durienses, mais encorpados, com mais álcool (o Barca Velha fica pelos 12% ou 12,5%), com mais fruta.

Depois do ano de criação, 1952, de que, segundo se lê no site da Ferreirinha, só sobra uma preciosa magnum nas instalações da empresa, o Barca Velha teve edições em 1953, 1954, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985 , 1991, 1995, 1999 e 2000.

Saul Galvão referiu ao 1966 como um dos melhor tintos já provados, não tendo referido em que ano foi provado.

Atualmente uma enorme gama de vinhos do Douro são reconhecidos como de excelente qualidade: Chryseia, Quinta do Cotto, Quinta da Gaivosa Reserva, Quinta do Crasto, Quinta de la Rosa, Quinta do Vallado, Casa Ferreirinha, etc, etc.

Foi um gancho escrever estas notas, pois por acaso apareceu uma única garrafa de Barca Velha 1966, para ser negociada em nosso “brechó” , a garrafa foi bem guardada conheço a história e a adega, mas por vários motivos, não se pode garantir a integridade do vinho, está com cerca de 2  cm abaixo do nível, rótulo integro mas gasto, são para os colecionadores curiosos beber e conhecer. Preço R$ 900. Entre em contato 11- 9689-7577.  

A importadora dos Barca Velha é a Importadora Zahil – São Paulo – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting. Não tendo em estoque nenhuma safra, seu preço costuma ser em torno de R$ 1200.  

 

 

 

 

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