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Oct
18

OS CHAMPAGNES, ALGUMAS IDÉIAS…



Chanpagne William Deutz

Este fim de semana passada foi rico em emoções borbulhantes; provamos uma vertical da Milesimé William Deutz e numa outra degustação todas as disponíveis marcas do mercado, não safrados – se não foram todas, foram quase. Não farei nenhum comentário de marcas ou avaliações, obviamente para não furar resultados jornalísticos que sairão em breve, depois deles, retornaremos ao tema para considerações e fofocas.

Com a presença do Presidente Geral do Champagne Deutz, o Sr Fabrice B. Rosset, quem comandou a prova de velhas e novas safras, e do importador Antonio Pereira Carvalhal Neto, da Casa Flora, suponho que meus comentários não irão antecipar nada, mas devo admitir que tenho alguns gostos pessoais pelas bebidas amadas pelos czares russos, e porque não dizer de toda a realeza européia.

O meu saudoso amigo Paulo Ayres, recentemente falecido, meu padrinho na minha entronização na histórica confraria da Pensão Humaitá, do Yan de Almeida Prado, onde talvez eu tenha sido um dos últimos e dos mais jovens comensais, com sua adega inigualável de vinhos maduros, convidava-me freqüentemente a degustar seus velhos champagnes, pois sabia que eu os adorava.

Creio que os vinhos de champagne devam amadurecer como qualquer outro vinho que tenham capacidade para tal. O amadurecimento amacia, aveluda, amêndoa e enriquece de complexidade os vinhos brancos, e com os champagnes não é diferente.

É claro que muitos os amam jovens borbulhantes e picantes. É claro que chocho de gás e de gosto ninguém gosta, mas aqui escrevo para muitos que talvez não tenham tido o privilégio de beber uma na integridade de seu amadurecimento, exemplares com 20, 30 ou mais anos, com uma origem de marca e safra consagrada.

O Paulo e eu nos divertíamos, chegamos ás vezes ter que fazer uma “assemblage” corretiva no copo, para consumirmos um champagne velho cansado de gás, mas não de gosto, sem oxidação exagerada ou maderizada, com um champagne novo de vigor e espumas, transformando-os em deliciosas misturas. Não deixa de ser como os produtores “montam” suas safras lá nas orígens.

Neste final de semana surpreendeu-me muito a integridade, juventude, frescor e a vivacidade dos champagnes Deutz provados com mais de 20 anos de idade, claro todos “premium” e safrados. Fiquei pensando e resolvi interpretar como “bem guardados demais”, ou seja, vieram recentemente das adegas originais dos produtores, onde permaneceram este quarto de século a imutáveis 7°C. (temperatura natural das adegas da região de Champagne). Passa quase a ser um exagero ter sido tão bem guardados assim. Não amadureceram, estavam maravilhosamente jovens (que eu também gosto!!).

Nota: o Champagne Deutz considero um velho amigo, pois fomos o seu primeiro importador no Brasil com a Maison des Vins.

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