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Dec
31

MINHA TORTA SBRISOLONA DE PECAN – a melhor que existe para vinhos de sobremesa



Esta é a que comerei hoje a noite, gosto das crostas altas com os Sauternes

Esta é a que comerei hoje a noite, gosto das crostas altas com os Sauternes

Há anos fiz este estudo e cheguei à conclusão que esta é a melhor torta doce para se consumir com os melhores vinhos de sobremesa que existem.

Não inventei as receitas, somente fiz uma adaptação de duas coisas que já existem, mas que juntas deram um fenomenal resultado final.

A sbrisolona é um bolo da região de Mantova na Itália, uma massa quebradiça, seca,  como diz o nome, simples, comumente comida nos tempos de Natal, é quase um simples biscoito. É doce, aromática, delicada e seca de consistência, muito próprio para os vinhos doces.

Para dar uma consistência de liga, sabores das nozes, complexidades gustativas,  juntei à esta crosta seca, o recheio untuoso, brilhante, adocicado o quanto se queira, de uma torta de pecam, com origens em New Orleans, cabocla do local.

Nunca provei nada melhor com os Sauternes, Tokaj, Porto  e todos os outros de sobremesa, contanto que sejam ser robustos e doces.

 

Esta é a minha interpretação das receitas, demora um pouco se você fizer tudo, não tenha pressa dedique-se à ela, o resultado é muito compensador:

 

Serve bem 8 porções.

Para a crosta:

 

Junte todos os ingredientes:

200 g de farinha de trigo

200 g de sêmola de milho (tem em qualquer supermercado)

200 g de açúcar

200 g de amêndoas, sem peles , torradas levemente, claras, e moídas na faca ou no processador de alimentos, fazendo uma farinha grossinha, não em pó.

200 g de manteiga, derretida

2 gemas

Casca ralada de um limão

1 colher das de chá de essência de baunilha

1 pitada de sal

 

Trabalhar essa mistura com as mãos, ou com garfos e colher, até ficar um conjunto de consistência arenosa, sem grumos.

Essa mistura dá para forrar uma forma cerca de 27 cm de diâmetro, de preferência que se abra dos lados, facilita depois de assada. Embora a massa seja arenosa, você consegue facilmente forrar nos fundo e nas laterais somente com um pouco de pressão, compactando  com as mãos sobre a massa, fazendo uma crosta no fundo e nas laterais de cerca de 1 cm de espessura.

Leve para assar em forno médio 180°C por cerca de 30 a 40 minutos, olhe constantemente, deve ficar dourada e firme ao toque, fique de olho não deve escurecer (queimar muito a massa amarga). Retire do forno e adicione o recheio.

 

Recheio:

Junte todos os ingredientes numa panela:

 

100 g de açúcar

50 g de manteiga derretida, bata bem e adicione

3 ovos, um de cada vez misturando bem

360 ml de Karo claro (1 vidro pequeno)

250 g de nozes pecam picadinhas grosseiramente (0.5 cm)

1 colher das de chá de essência de baunilha

1 pitada de sal

Colocar no fogo e assim que ferver deixar cerca de 3 a 4 minutos, não deixar secar.

 

Colocar o recheio na crosta e levar novamente ao forno com 180° C por mais outros 20 minutos, vigiar constantemente para não queimar a crosta, e dar a última cor dourada.

Está pronta, deixe esfriar um pouco e retire as laterais da forma, (é temeroso retirar o fundo) coma fria, se resistir, no dia seguinte é ainda melhor, com seus melhores vinhos de sobremesa.

 

TENHAM UM EXCELENTE ANO NOVO !!

Dec
14

VEUVE DU VERNAY CHARDONNAY – ESPUMANTE DE BORDEAUX – FRANÇA



Chegando o final do ano é necessário que se tenha um pouco de vinhos espumantes disponíveis para se consumir com os amigos de trabalho, em casa com a família e para as mais tradicionais festas nossas do Natal e Ano Novo. Hoje comentamos um espumante bem barato.

Os espumantes dão alegria e animação em nossas festas, transforma eventos banais em festivos.

Vamos deixar claro, não existem substitutos para os champagnes, mas… mesmo o consumo de espumantes comuns podem dar bastante prazer e alegria, na piscina, no clube ou em casa, incluindo as de fim de ano – curtindo o verão que se aproxima – e quente. Este vinho foi produzido por uma empresa que nos anos de 1856 era de Champagne, seus escritórios atuais estão na Borgonha e suas uvas estão em Bordeaux, Charentes e do vale do Loire.

Prestem atenção no que vou dizer, existem dois tipos de Brut da empresa, um mais simples  com as 4 uvas citadas adiante, com rótulo branco e o outro tipo “premium “, só com uvas Chardonnay, 100%, o rótulo é marron escrito em dourado. É deste que estou comentando. O método é sempre Charmat e suas uvas todas brancas, Chardonnay, Colombard, Gros Manseng e Ugni Blanc, ou seja, um “blanc de blancs”.

Este é um agradável espumante, de categoria simples, de rótulo internacional, escrito mesmo em inglês seus adjetivos “premium sparkling ” mas com ótimo preço para seu consumo puro ou em drinks que recomendem o charme do espumante (o da Borgonha Kyr Royale com Creme de Cassis, ou até o Belini, de Veneza,  com suco de pêssego).

Seu visual é dourado claro, com bolhinhas médias de tamanho e bastante intensas, com duração média no copo.

Aromas agradáveis frutados das frutas brancas, peras maçãs, toque citrico e mineral dos chablis.

Na boca é bom, delicado, frutado intenso, agradável da uva Chardonnay, bastante gasoso, mineral e seco, limpo de madeira.

Deve ser servido bem gelado 6° C ? Não tem complexidade, raça e bolhas para se servir mais quente, como os champagnes. 

 Importado por Casa Flora www.casaflora.com.br  Rua Santa Rosa, 207 Brás – São Paulo – Fone/Fax.: 0xx)   11 – 2842-5199., que só tem o de rótulo branco.

O de rótulo marron, todo o lote, com exclusividade está sendo vendido por R$ 37 na BR Bebidas, para os que disserem ser leitores do Zé do Vinho.

O de rótulo branco, (uma falha, não bebi ainda) está sendo vendido por R$ 28.

BrBebidas – rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 -3071-0777   contato@brbebidas.com.br  –  www.brbebidas.com.br         

Dec
31

FELIZ ANO NOVO!!



 

 

HOJE MAIS IMPORTANTE DO QUE ANALIZAR A

 

 QUALIDADE DO VINHO QUE SE BEBA,

 

É A DE, COM QUEM SE BEBE.

 

TOMARA QUE NO PRÓXIMO ANO VOCÊ NÃO PRECISE

 

 TRANSIGIR,

 

SÓ FAÇA O QUE VOCÊ GOSTA,

 

E O CERTO!!

 

Oct
20

A temperatura de servir os vinhos



A prática, junto à teoria demonstrou que os vinhos devem ser consumidos numa temperatura adequada, ficam melhores ao respeitar certas regras básicas.

Estas regras costumam basear-se principalmente nas características físico-químicas dos vinhos e do prazer gustativo que eles despertam na sensibilidade das nossas papilas gustativas.

Os vinhos brancos pela sua boa concentração maior de ácidos e baixa de taninos se beneficiam quando servidos gelados entre 8 e 12ºC. Todos eles, quanto mais novos mais frios e quanto mais velhos e nobres para o extremo mais quente. Os champagnes entre 6 e 8 ºC.

Os doces licorosos desde 6 e 16ºC dependendo do tipo e idade.

Os rosés nas temperaturas mais para os extremos dos brancos que dos tintos.

Os tintos podem ser consumidos bem frescos, principalmente no Brasil, mas é bom não exagerar (16 a 18 ºC ) pois o gelado acentua os taninos e adormecem (fecham) as essências, o bouquet.

Lembrar sempre que estas temperaturas são as de consumo, pois no Brasil onde a temperatura ambiente é alta 25 a 30 graus devem-se servir os vinhos um pouco mais frio que suas recomendadas temperaturas para o consumo, pois com alguns minutos o ambiente já aumentaria a temperatura do vinho dentro dos copos.

Lembrem-se, é sempre preferível servir um pouco mais frios, pois na prática, para aumentar as temperaturas é só se aguardar um pouco no copo, aquece-lo com as mãos, para diminuir é muito mais difícil.

Oct
20

O que são os taninos de um vinho?



Os taninos de um vinho são substâncias naturais que aparecem nos vinhos, vindos principalmente dos talos dos cachos, das cascas e das sementes das uvas.

Já estão nos vinhos desde o início, outros são absorvidos as madeiras dos barris onde são guardados.

São substâncias adstringentes de gosto, ao contrário de ácidos. São básicos ou alcalinos, quero dizer, gosto de frutas verdes como caqui, goiaba, etc, amarram a boca.

São muito desejáveis nos vinhos, pois dão equilíbrio com os ácidos e açúcares, na quantia certa, para ficar mais agradáveis.

Alem do gosto protegem os vinhos na sua durabilidade, para não estragarem, como são substâncias anti-sépticas, não deixam criar bactérias danosas.

Os vinhos recém produzidos têm mais taninos, e com o tempo eles precipitam e vão para o fundo das garrafas (a borra), com o envelhecimento nas garrafas eles ficam mais suaves e macios até desaparecerem (junto com os ácidos) e o vinho estraga e morre.

Oct
20

Aromas dos vinhos



Geralmente existe uma evolução dos aromas dos vinhos, e que se dá do seguinte modo:

Aromas primários são os aromas das uvas, de seus sucos iniciais. Depois vêm os aromas secundários que são os novos aromas que o vinho ganha após a fermentação e tornarem-se vinhos.

Finalmente os aromas terciários são os que o vinho ganha (por reações químicas espontâneas) com o envelhecimento nas barricas, e ou, nas garrafas, geralmente são os mais nobres.

Geralmente um vinho com os aromas intensos de sua uva é um vinho jovem, simples, que poderá ou não ter qualidades para amadurecer, e ganhar os novos componentes mencionados.

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