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Jul
21

Pesquera – uma grande família de pessoas e vinhos



Pesqura dois

Participei de ótima e deliciosa degustação de vinhos na semana passada, com as famílias Pesqueras, digo famílias porque considerei  a família pessoal e a família comercial. A pessoal com os simpáticos, grande enólogo e incansável inovador da região da Ribera Del Duero, Alejandro Fernández e sua filha Eva, a atual enóloga do grupo. A família comercial eu quis dizer as várias  empresas produtoras de seus excelentes vinhos em próximas regiões na grande Castilla-León, com denominações de origens diferentes: Tinto Pesquera e Condado de Haza, com “D.O. Ribera Del Duero”, Dehesa La Graja um “de La Tierra de Castilla Y León”, e El Vínculo, um “De La Mancha”.

Provamos:

  • Alejairén 2008 – Airén El Vínculo – De La Mancha – Espanha

Um delicioso branco com 100% de uvas locais Airén, com inovador estágio de 2 anos de barricas de carvalho, aromas muito intensos.

Bonita cor dourada.

Muito intenso e agradável aroma leve frutado e boa madeira defumada e baunilhada.

 

Na boca, muito bom, acompanhadas das sensações aromáticas, madeira, defumação, fruta leve, branco bem encorpado.

 

  • Dehesa La Granja 2004 – De La Tierra de Castilla y Léon – Espanha

 

Rubi escuro

Frutado e maduro nos seus aromas

Na boca mostrou-se fino, elegante, tânico gostoso, frutado, complexo e bem seco no ataque na boca.

 

  • Condado de Haza 2007 Ribera Del Duero Espanha

 

Cor rubi um pouco claro

Aromas deliciosos, frutas, floral, madeira e menta.

Na boca é bastante delicado e elegante, corpo leve mas muito agradável, frutas e madeira bem integradas.

 

  • Pesquera Crianza 2008 Ribera Del Duero – Espanha

 

Cor ainda um manto púrpura devido sua juventude

Aromas bem fechados, também provavelmente por sua juventude.

Na boca é leve, delicado e elegante ainda sem complexidade, embora frutado e curto, também está na sua ainda infância. Perguntei para o Sr. Alejandro Fernández com qual a idade que recomendaria beber seus vinhos e a resposta foi: no momento o mais velho possível, os primeiros produzidos no ano de 1982 são os melhores no atualmente!!

 

  • Pesquera Reserva 2007 Ribera Del Duero – Espanha

 

Rubi

Delicado, elegante, leve, mas rico nos aromas.

Na boca com as características dos aromas, com madeira encobrindo as frutas.

 

  • El Vínculo Paraje La Golosa 2002 Gran Reserva

 

Cor rubi ainda sem bordas maduras

Aromas, muito delicado e elegante, mineral, com tênue verniz enriquecedor e menta tudo envolvido, excelente.

Na boca muito bom, taninos delicados, elegante, longo, sem peso, mas com bom corpo, vá entender! mágicas dos artesões.

 

  • Pesquera Janus 2003 Gran Reserva Ribera Del Duero – Espanha

 

Um vinho dito mítico, somente produzido em safras grandiosas, não era produzido desde 1995.

Cor rubi escuro

Muito fino, com frutado mínimo, envolvido pela madeira, sem encobri-las.

Na boca: bom, estruturado, elegante, frutado, complexo, longo e tânico pela sua juventude.

 

Todos foram ESCOPETAS no meu critério, são realmente caros, mas vinhos excepcionais custam caro. Os dois últimos foram os que mais me impressionaram.

Não estimamos seus preços, pois a Mistral não os têm todos disponíveis; foi uma degustação promocional e educativa. Outras safras já se encontram disponíveis.

 

www.mistral.com.br

Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400

 

 

 

 

 

 

  

Nov
18

Xerez, um grandioso vinho da Espanha



Com grande versatilidade de tipos e estilos os vinhos da região de Xerez na Espanha, em minha opinião são grandiosos. Creio que sejam os mais injustiçados vinhos do mundo, em relação à sua fama e procura e até em preços. Suas qualidades únicas os tornam deliciosamente versáteis,  com uma riqueza de aromas e sabores, uma inesgotável capacidade de envelhecimento, bem como a possibilidade de serem consumidos também jovens e fresquíssimos.

O nome do vinho é Xerez em português, mas no rótulo quase sempre se apresenta com seus três nomes internacionais em espanhol, francês e inglês (Jerez, Sherry).  É fino e complexo, generoso, quente, que dá um grande prazer o seu bebericar. É um vinho grandioso, pois se apresenta sob muitas formas, com nuanças que apaixonam os amantes dos vinhos. Abrange uma enorme gama de deliciosas variáveis, dentro de seus múltiplos tipos, uns possuindo delicadeza e leveza de aromas e sabores.

Apresentam-se nos seguintes tipos: Fino, Manzanilla, Amontillado (que recebem uma fortificação alcoólica até 15,5%), Oloroso, Palo Cortado (chegam a 18% de álcool) e vários tipos doces os “Creams”.

 Todos com grande robustez de corpo, bem compostos com a madeira, outros ainda com a força marcante dos adocicados. Alguns tipos, quando bem envelhecidos, se transformam em néctares maravilhosos, que também podemos chamar de vinhos de meditação.

A região produtora do vinho Xerez, localiza-se na ensolarada região de Andaluzia no sudoeste da Espanha, localmente é chamada de “el Marco”, num aproximado triângulo entre as cidades de: Jerez de la Frontera, no interior,  e El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda, ambas no litoral. Limitada ao norte pelo rio Guadalquivir, ao sul pelo rio Guadalete e a oeste pelo oceano Atlântico. Sua uva é uma simples para vinhos brancos , a Palomino e ainda a Pedro Ximenes para os doces.

Foi um de meditação que tivemos o prazer de beber ontem em nossa reunião da chamada confraria do Amarante. Um tipo chamado Palo Cortado, talvez o mais nobre deles, bastante velho , mais de 30 anos, que para Xerez não é muito, um tipo raro, pois  sua produção não é totalmente controlada pelos enólogos, isto é, sua própria evolução natural define espontaneamente o grau e tipo de amadurecimento nas barricas ganhando esse nome de Palo Cortado.

Palo Cortado

É um tipo mais raro, que também a natureza ajuda a decidir sua criação. É inicialmente um fino, que durante a fermentação aberta perde sua flor (crosta de leveduras) e transforma-se num amontillado com características gustativas untuosas de um oloroso, mas com o aroma muito limpo de um fino. É raro porque as uvas mais adequadas para sua produção espontânea, foram dizimadas pela Philoxera no final do século passado. Existe certa imprecisão entre as próprias vinícolas quanto a sua denominação. Para esta qualidade devem ter cerca de 20 anos. Na realidade um verdadeiro Palo Cortado deveria ser teoricamente safrado, pois não são criados, não aceitam os cortes de outros vinhos, parecem nascer espontaneamente.  Por este motivo devem ser muito caros.

O nosso bebido era um APOSTOLES PALO CORTADO VIEJO – Gonzáles Byas 30  años

Com cor âmbar escuro devidos sua velhas barricas.

Aromas deliciosos, finos, nobres, elegantes, das nozes, avelãs e amêndoas, muito intensos e persistentes.

Na boca uma sinfonia de complexidade, fino, delicado, intenso, concentrado, com frutas secas, também com as nozes, amêndoas e avelãs, um final muito longo, que vai se transformando, melhorando num seco adocicado desconcertante muito agradável. Beber para crer!!

É um ZAP poderoso

A importadora desta marca de xerez no Brasil é a mencionada abaixo, mas nunca vi no Brasil este Palo Cortado. É a que importa o Tio Pepe. Na Europa 1 garrafa de 375 ml custa emtorno de USD $ 40 – muito barato pela qualidade.

Aurora Bebidas e Alimentos Finos Ltda: Rod.Anhanguera, Km15-CLA-Mod.18 – Cep: 05112-000 – São Paulo – SP – Brasil – PABX.: (0xx11) 3623-2288 – Vendas.: (0xx11) 3623-2280 – www.aurora.com.br 
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