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BRUNELLO DI MONTALCINO SÃO VINHOS DIFÍCEIS?



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Existem algumas dificuldades para com os Brunellos; a começar pelos seus preços, sempre altos. Produzido numa privilegiadíssima sub-região dentro da Toscana, são vinhos valiosos pois seu vinhedos são caros e sua produção super caprichada. Produzidos com um único tipo de uvas, a Sangiovese, que em torno da cidadinha de Montalcino, estas uvas, um clone local especial, ganham lá o nome de Brunello.

São vinhos que obrigatoriamente estagiam longos períodos em madeira e posteriormente em garrafas encarecendo-os. O Brunello di Montalcino deve passar por um período de envelhecimento de pelo menos dois anos em barris de carvalho de qualquer dimensão e pelo menos quatro meses em garrafa; já o  “Riserva” só pode ser comercializado após seis anos calculados considerando o ano seguinte da safra, e depois de passar dois anos em barris de carvalho e, pelo menos, seis meses em garrafa. Este investimento encarece o vinho.

Como são de uma única uva, suas vinhas devem ser velhas, selecionadas, com pequeno rendimento por hectare, e de ótima orígem, pois não permite fazer correções (na cor, acidez, taninos e sabores) com misturas, com outras uvas.

Gosto de um comentário inglês que diz:

Com 6 anos é um pouco novo, espere mais 2 anos.

De 6 a 15 anos bom para se consumir; de 10 a 12 anos chega no melhor ponto.

15 a 25 anos começa o declínio, as frutas desaparecem, sua cor fica vermelho alaranjado.

Existe ainda um seu irmão, de consumos e vinhedos mais jovens, menos caro o Rosso di Montalcino.

 Como devem ser consumidos com um minimo de amadurecimente de 8 a 12  anos, seus preços vão se elevando.

 Eles têm a fama de serem muito longevos; na minha opinião uma verdade relativa. Já tive o privilégio de beber encantadores Brunellos com mais de 25 anos, mas não creio que seja a regra. Como têm esta fama os proprietarios das garrafas costumam esperar mais tempo do que deveriam e frequentemente passam do bom ponto!! É claro, verdes, antes do ponto são duros, tânicos e fechados. Precisa-se estar atento no seu adegamento e ir acompanhando para  se desfrutar o momento certo. É claro exceções sempre existem.

 Nestes dias de festas tive a oportunidade de beber alguns deles, 3 deles numa vertical e o outro separado :

 1 – Brunello di Montalcino Conti Costanti 1991 (Não riserva)

Rubi , com leve borda alaranjada.

Aroma frutado maduro, já muito evoluido, com cogumelos (chão de bosque) sem um perfume envolente.

Sabor – bom, boa estrutura, vivo de alcool, delicado e elegante.

 2 – Brunello di Montalcino Conti Costanti Riserva 1995.

Cor rubi, límpido e transparente

Aromas frutado bom, leve baunilha, delicado e elegante.

Na boca estava bom, macio, delicado, frutado inicial, não muito, e que oxidou rapidamente no copo, deixando um pouco enbaçado seus sabores sem grande complexidade, com cogumelos, leve amargor final.

 3 – Brunello di Montacino Conti Costanti 2004

Cor rubi clara

Seuas aromas com frutas maduras, até frescas, leves.

Na boca esteve muito delicado, elegante, jovem, bem diferente dos anteriores, com maior presença, embora pouco fechado e pouco complexo.

 Estes Conti Costanti são importados pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo .

Tel. 011 3372-3400. Brunello di Montalcino 1993 Case Basse – Soldera

Cor rubi clara

Aromas intensos, muito agradavel, frutado e madeirado, com verniz, bastante longo.

Na boca muito bom, agradável, elegante, equilibrado, vivo com madeira, taninos macios e redondos.

 Confirmando minhas impressões sobre os amadurecimentos, este vinho esteve um pouco abaixo do mesmo vinho bebido há 1 ano, na ocasião foi uma emocionante degustação, pois lembro-me bem, o coloquei entre os melhores vinhos da minha vida.

 Importado pela Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting 

 Ambos podem ser encomendados  no revendedor com bons preços para os leitores www.zedovinho.com.br   – na BR Bebidas Importadas, www.brbebidas.com.br rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071 0777

               

 

Dec
31

MINHA TORTA SBRISOLONA DE PECAN – a melhor que existe para vinhos de sobremesa



Esta é a que comerei hoje a noite, gosto das crostas altas com os Sauternes

Esta é a que comerei hoje a noite, gosto das crostas altas com os Sauternes

Há anos fiz este estudo e cheguei à conclusão que esta é a melhor torta doce para se consumir com os melhores vinhos de sobremesa que existem.

Não inventei as receitas, somente fiz uma adaptação de duas coisas que já existem, mas que juntas deram um fenomenal resultado final.

A sbrisolona é um bolo da região de Mantova na Itália, uma massa quebradiça, seca,  como diz o nome, simples, comumente comida nos tempos de Natal, é quase um simples biscoito. É doce, aromática, delicada e seca de consistência, muito próprio para os vinhos doces.

Para dar uma consistência de liga, sabores das nozes, complexidades gustativas,  juntei à esta crosta seca, o recheio untuoso, brilhante, adocicado o quanto se queira, de uma torta de pecam, com origens em New Orleans, cabocla do local.

Nunca provei nada melhor com os Sauternes, Tokaj, Porto  e todos os outros de sobremesa, contanto que sejam ser robustos e doces.

 

Esta é a minha interpretação das receitas, demora um pouco se você fizer tudo, não tenha pressa dedique-se à ela, o resultado é muito compensador:

 

Serve bem 8 porções.

Para a crosta:

 

Junte todos os ingredientes:

200 g de farinha de trigo

200 g de sêmola de milho (tem em qualquer supermercado)

200 g de açúcar

200 g de amêndoas, sem peles , torradas levemente, claras, e moídas na faca ou no processador de alimentos, fazendo uma farinha grossinha, não em pó.

200 g de manteiga, derretida

2 gemas

Casca ralada de um limão

1 colher das de chá de essência de baunilha

1 pitada de sal

 

Trabalhar essa mistura com as mãos, ou com garfos e colher, até ficar um conjunto de consistência arenosa, sem grumos.

Essa mistura dá para forrar uma forma cerca de 27 cm de diâmetro, de preferência que se abra dos lados, facilita depois de assada. Embora a massa seja arenosa, você consegue facilmente forrar nos fundo e nas laterais somente com um pouco de pressão, compactando  com as mãos sobre a massa, fazendo uma crosta no fundo e nas laterais de cerca de 1 cm de espessura.

Leve para assar em forno médio 180°C por cerca de 30 a 40 minutos, olhe constantemente, deve ficar dourada e firme ao toque, fique de olho não deve escurecer (queimar muito a massa amarga). Retire do forno e adicione o recheio.

 

Recheio:

Junte todos os ingredientes numa panela:

 

100 g de açúcar

50 g de manteiga derretida, bata bem e adicione

3 ovos, um de cada vez misturando bem

360 ml de Karo claro (1 vidro pequeno)

250 g de nozes pecam picadinhas grosseiramente (0.5 cm)

1 colher das de chá de essência de baunilha

1 pitada de sal

Colocar no fogo e assim que ferver deixar cerca de 3 a 4 minutos, não deixar secar.

 

Colocar o recheio na crosta e levar novamente ao forno com 180° C por mais outros 20 minutos, vigiar constantemente para não queimar a crosta, e dar a última cor dourada.

Está pronta, deixe esfriar um pouco e retire as laterais da forma, (é temeroso retirar o fundo) coma fria, se resistir, no dia seguinte é ainda melhor, com seus melhores vinhos de sobremesa.

 

TENHAM UM EXCELENTE ANO NOVO !!

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