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Oct
1

CASTELLO BANFI – SANGIOVESE E O PROJETO DE SELEÇÃO DE CLONES



O Castello Banfi também com hospedagem

O Castello Banfi também com hospedagem

 

 

 

Na semana passada um grupo de jornalistas e sommeliers, provamos a convite da Word Wine, importadora de vinhos, uma deliciosa e curiosa coleção de vinhos do CASTELLO BANFI, de safras novas que serão comercializadas atualmente com exclusividade.

Este Castelo é proprietário de incomum extensão de terras na Itália, com quase dez mil hectares de vinhedos na região da Toscana, e deste modo fizeram e fazem uma minuciosa seleção de clones da uva Sangiovese. Há 30 anos pesquisam e selecionam a partir de mais de 600 clones existentes na Toscana, as melhores escolhas para seus vinhos. Desta seleção, atualmente utilizam só cerca de 15 clones, considerados os melhores para participar das assemblages de seus vinhos.

Fizemos então uma degustação, como mencionei, curiosíssima e  inédita, que poucas vezes já foram feitas por eles no mundo, como demonstração, que seus diretores comercial e de marketing trouxeram para o Brasil.

Trata-se de vinhos novos, de vinhedos separados, de clones únicos, engarrafados recentemente, para que pudéssemos entender e se divertir, como se a assemblage estivesse sendo feita naquele momento, durante a nossa degustação , ou seja, bebemos os vinhos componentes da mistura e o  vinho comercial final.

Bebemos o vinho final BRUNELLO POGGIO D’ORCIA 2007; e bebemos isoladamente os três vinhos que o compunham, dos vinhedos chamados  Janus 10, Janus 50 e BF 30.

As variáveis dos vinhos simples tinham as seguintes características (avaliadas pelo enólogo da empresa) : floral, frutas vermelhas, maçãs, álcool, fenóis, tipicidade, estrutura, adstringência, tabaco e especiarias. Em que os vinhos de cada vinhedo possuíam mais ou menos destas forças.

Esta arte difícil de coordenar as assemblages confirmou o que já é notório: a composição final foi surpreendente melhor que as qualidades dos vinhos simples isolados, ou seja, o treino e paladar do enólogo ou do grupo que participa das decisões, fazem milagres nos ajustes das composições dos vinhos.

Bebemos ainda o BRUNELLO POGGIO ALLE MURA 2007, cujos componentes eram dos vinhedos: Podernuovo e Sarrena.

A www.worldwine.com.br está trazendo os seguintes vinhos desta empresa CASTELO BANFI que provamos:

Espumante Rosa Regali levemente doce  R$ 112

Centine Bianco IGT 2011 –R$ 70

BelnerO IGT 2008 – R$ 136

FloruS IGT 2008 – 2007 – R$ 169

Rosso di Montalcino DOC 2010 – R$ 128

Brunello di Montalcino 2007 – R$ 273

Brunello di Montalcino Poggio alle Mura 2007 – R$ 389

 

Televendas 11- 3383 7477

Mais informações Sandra Scholnick  Tel 11- 3816 5312

 

 

 

Jan
5

BRUNELLO DI MONTALCINO SÃO VINHOS DIFÍCEIS?



Montalcino cidade (582x800)pequena

 

Existem algumas dificuldades para com os Brunellos; a começar pelos seus preços, sempre altos. Produzido numa privilegiadíssima sub-região dentro da Toscana, são vinhos valiosos pois seu vinhedos são caros e sua produção super caprichada. Produzidos com um único tipo de uvas, a Sangiovese, que em torno da cidadinha de Montalcino, estas uvas, um clone local especial, ganham lá o nome de Brunello.

São vinhos que obrigatoriamente estagiam longos períodos em madeira e posteriormente em garrafas encarecendo-os. O Brunello di Montalcino deve passar por um período de envelhecimento de pelo menos dois anos em barris de carvalho de qualquer dimensão e pelo menos quatro meses em garrafa; já o  “Riserva” só pode ser comercializado após seis anos calculados considerando o ano seguinte da safra, e depois de passar dois anos em barris de carvalho e, pelo menos, seis meses em garrafa. Este investimento encarece o vinho.

Como são de uma única uva, suas vinhas devem ser velhas, selecionadas, com pequeno rendimento por hectare, e de ótima orígem, pois não permite fazer correções (na cor, acidez, taninos e sabores) com misturas, com outras uvas.

Gosto de um comentário inglês que diz:

Com 6 anos é um pouco novo, espere mais 2 anos.

De 6 a 15 anos bom para se consumir; de 10 a 12 anos chega no melhor ponto.

15 a 25 anos começa o declínio, as frutas desaparecem, sua cor fica vermelho alaranjado.

Existe ainda um seu irmão, de consumos e vinhedos mais jovens, menos caro o Rosso di Montalcino.

 Como devem ser consumidos com um minimo de amadurecimente de 8 a 12  anos, seus preços vão se elevando.

 Eles têm a fama de serem muito longevos; na minha opinião uma verdade relativa. Já tive o privilégio de beber encantadores Brunellos com mais de 25 anos, mas não creio que seja a regra. Como têm esta fama os proprietarios das garrafas costumam esperar mais tempo do que deveriam e frequentemente passam do bom ponto!! É claro, verdes, antes do ponto são duros, tânicos e fechados. Precisa-se estar atento no seu adegamento e ir acompanhando para  se desfrutar o momento certo. É claro exceções sempre existem.

 Nestes dias de festas tive a oportunidade de beber alguns deles, 3 deles numa vertical e o outro separado :

 1 – Brunello di Montalcino Conti Costanti 1991 (Não riserva)

Rubi , com leve borda alaranjada.

Aroma frutado maduro, já muito evoluido, com cogumelos (chão de bosque) sem um perfume envolente.

Sabor – bom, boa estrutura, vivo de alcool, delicado e elegante.

 2 – Brunello di Montalcino Conti Costanti Riserva 1995.

Cor rubi, límpido e transparente

Aromas frutado bom, leve baunilha, delicado e elegante.

Na boca estava bom, macio, delicado, frutado inicial, não muito, e que oxidou rapidamente no copo, deixando um pouco enbaçado seus sabores sem grande complexidade, com cogumelos, leve amargor final.

 3 – Brunello di Montacino Conti Costanti 2004

Cor rubi clara

Seuas aromas com frutas maduras, até frescas, leves.

Na boca esteve muito delicado, elegante, jovem, bem diferente dos anteriores, com maior presença, embora pouco fechado e pouco complexo.

 Estes Conti Costanti são importados pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo .

Tel. 011 3372-3400. Brunello di Montalcino 1993 Case Basse – Soldera

Cor rubi clara

Aromas intensos, muito agradavel, frutado e madeirado, com verniz, bastante longo.

Na boca muito bom, agradável, elegante, equilibrado, vivo com madeira, taninos macios e redondos.

 Confirmando minhas impressões sobre os amadurecimentos, este vinho esteve um pouco abaixo do mesmo vinho bebido há 1 ano, na ocasião foi uma emocionante degustação, pois lembro-me bem, o coloquei entre os melhores vinhos da minha vida.

 Importado pela Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting 

 Ambos podem ser encomendados  no revendedor com bons preços para os leitores www.zedovinho.com.br   – na BR Bebidas Importadas, www.brbebidas.com.br rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071 0777

               

 

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