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Jun
21

Romanée Conti e Champagne Jacques Selosse



 

 

Na semana passada tivemos uma grandiosa degustação, comentarei pouco, pois deverá antes ser lida, pelos nossos caros leitores, no próximo número da REVISTA GOSTO, depois disso farei meus comentários pessoais sobre os vinhos.

Bebemos inicialmente um delicioso Champagne Jacques Selosse, que eu não nunca tinha provado e durante o fino jantar no Fasano:

Gnocchi ripiene di ossobuco con gremolada.

Cotoletta di vitello al burro e salvia.

 

 Provamos a coleção completa, 7 vinhos do Domaine de La Romanée Conti do ano de 2007.

Echezeaux, Grands-Exchezeau, Romanée-Saint-Vivant, Richebourg, La Tache, Romanée Conti, e o branco Montrachet.

 

Sobre os champagnes poderei comentar:

Champagne Jacques Selosse – Blanc de Blancs

Bebemos como aperitivo dois tipos – o não safrado e o Milesimè 1999.

É um champagne inovador entre outros comentários, produzido na região de Avize, perto e ao sul de Épernay, em Champagne, França. Com deliciosos e muito intensos vinhos; tanto nos aromas quanto nos sabores. São, alem de uma mistura de maduros vinhos, produzidos nos princípios biodinâmicos. Anselme Selosse, filho de Jacques é considerado o pioneiro dos vinhos biodinâmicos de Champagne, acrescentados ainda de dois outros princípios: fermentação em tonéis de madeira, em vez das cubas de aço, como poucos atualmente os produzem, sendo que um deles é a imbatível Krug, por exemplo.  O segundo e incomum principio é que dois dos seus vinhos que compõem suas misturas são amadurecidos nos sistemas de soleras.

Para quem não sabe o sistema solera é o do amadurecimento dos vinhos de Xerez. Grosso modo explicando, um coleção de barricas empilhadas, e cerca de 10, 20, ou mais barricas no conjunto. De modo que o vinho básico mais velho seja a última barrica rente ao solo, e todos os outros mais jovens. Tira-se certa quantidade do vinho velho para se engarrafar e usar, cerca de 10 a 20% do volume, e coloca-se numa sequencia de idade, de modo que a quantidade retirada da última barrica seja preenchida com vinhos da penúltima barrica, o da penúltima com vinho da ante-penúltima e assim sucessivamente, até chegar à primeira barrica do vinho, o mais novo que é preenchida com o vinho produzido naquele ano. Com este estágio sucessivo de misturas, surpreendentemente o último vinho torna-se regular e igual com os aromas e sabores ao do vinho velho. No caso dos xerezes, o mais velho vinho, tem às vezes, cem ou mais anos e reproduz neste sistema, interminavelmente suas características.  

Com o vinho envelhecido neste sistema, adicionado de mais novos vinhos, é feita a champanhização.

O Domaine Selosse produz sete tipos diferentes de champagnes – bebemos dois tipos Blanc de Blancs, muito agradáveis, com uma intensidade aromática e gustativa nunca por mim provada em outras marcas.

  • Initial Jacques Selosse Brut Grand Cru – Blanc de Blancs.

Produzida com três vinhedos de Chardonnay

Cor dourado claro.

Aromas muito intensos e complexos e longo, com um inicial amendoado e com as avelãs, segui-se um frutado encantador das peras maduras.

Na boca muito bom, fino, elegante, muito intenso também, com as amêndoas e avelãs, peras maduras, vinho maduro, cremosa espuma, equilibrado nos seus ácidos, tendo uma sensação de agradável e leve oxidação.

R$ 750

  • Millésime Jacques Selosse 1999 – Blanc de Blancs

Muito semelhante seu descritivo em aromas e sabores, com mais delicadeza, fineza.

Quem tiver a oportunidade de prová-las que não as perca.  É com certeza uma deliciosa e rica variação sobre o tema.

R$ 1450

 

Ambos ZAPs caros.

 

Importador World Wine La Pastina. www.worldwine.com.br

Rua da Alfândega, 146/154 – Brás – Cep: 03006-030 – São Paulo – SP – Brasil Tel.: (11) 3383-7400.

 

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