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Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012



CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

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Apr
17

VINHOS DA SEMANA 16 04 12 BIN 707 PENFOLDS 1994



 

 

CHÂTEAU SAINT-PIERRE 1982 – Saint-Julien – Bordeaux – França

É um « grand cru classé » daquela região e por ser um vinho desta famosa safra esperávamos mais do que foi encontrado. Recentemente provamos outra garrafa bastante boa, mas esta não estava a altura de sua fama. Saint-Julien é uma nobilíssima origem com vinhos densos e escuros e duráveis.

Sua cor mantendo seu pedigree estava escura quase negra.

Aromas simples fechados com pouca riqueza,  levissimo medicinal fenólico comprometedor, talvez uma incompetência da rolha.

Na boca estava bom, macio, embora com pouca fruta e envelhecido sem complexidade. Realmente não foi uma garrafa feliz.

A lição de hoje é que uma grande safra tem que ter bons auxiliares, principalmente uma boa rolha na garrafa, mas infelizmente é quase impossível, senão impossível poder avaliar a rolha numa garrafa fechada, é uma das loterias do vinho, para os maiores especialistas, sem chances, sem defesas. Claro uma boa adega, sem muitos rebuscamentos,  para esperar os anos passarem.

 

 

BIN 707 CABERNET SAUVIGNON 1994 – BAROSSA VALEY – AUSTRÁLIA 

 

Este vinho foi produzido nas regiões de Coonawarra, Barossa Valley and Mount Barker, pertencem à família dos mais famosos e históricos, da vinícola da Penfolds. Esta vinícola, das melhores da Austrália,  produz um irmão deste, dos mais famosos vinhos do mundo e bastante caro, o Penfolds  Grange, que até há poucos anos chamava-se Penfolds Grange-Hermitage.

Este comentado Penfolds Bin 707 de 1994, é considerados por eles próprios como um  melhores Cabernet Sauvignon já produzido, talvez de todos os tempos. Confira se puder!! Precisa uma graninha. Se puder beba também o Grange, serão inesquecíveis.

 

Este tinha uma cor muito escura quase negra.

 

Aroma muito intenso e muito longo, frutado, maduro, baunilhado, com torrefação para o café, um toque de carvalho americano.

 

Na boca era muito bom, delicado, elegante, frutado, madeirado sem machucar, herbáceos leves e taninos gostosos.

 

Um ZAP caro

 

Importado pela www.mistral.com.br Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400.

O Bin 707 da safra de 2006 custa R$ 642.

O Grange safra de 2004 custa R$ 2003,76

Na www.brbebidas.com.br tel 011 3071-0777 que é um revendedor às vezes tem um descontinho.

 

Nov
14

Jacob’s Creek Shiraz/Cabernet 2007 – Barossa Valley – Austrália



 

 

Um velho conhecido que bebo prazerosamente há muitos anos, é o vinho mais popular da Austrália, produzido desde 1976. Este atual foi produzido com uvas de vários vinhedos da região South Eastern Australia, para se conseguir uma mistura bem semelhante todos os anos, é um vinho bom “pejorativamente” seria padronizado, mas não se preocupe com isto. Esta mistura de uvas de diferentes vinhedos e regiões é permitida pelas leis dos vinhos na Austrália. 71% de Shiraz e 29% de Cabernet Sauvignon.

É dos bons vinhos que existem no mercado internacional pelo preço, (no Brasil R$ 49), muito regular com boas frutas vermelhas nos aromas e sabores, intenso e longo. Na boca também tem as frutas vermelhas, encorpado, mas macio com ótima estrutura, bem equilibrado com tostados agradáveis de café e tabaco.

É um Escopeta barato.

É importado pela Pernaud Ricard do Brasil, e presente em muitas prateleiras das lojas de vinhos brasileiras.  Se você já o tinha visto nas prateleiras e nunca tinha provado, está liberado para bebê-lo, é bem gostoso e representa muito bem o Shiraz australiano.

Mar
15

Torbreck Shiraz 2005 – Descendant – Barossa Valley – Austrália



 

Veja no post do dia 08-02 – comentamos o irmão deste vinho que era do vinhedo Runrig, um bom vinho, irmão mais caro e nobre que este de hoje.

 

Hoje comento este do vinhedo Descendent, a metade mais barato, mais realmente ainda bastante caro, pois na prova do final de semana mostrou-se um vinho bastante simples, não justificando a grande diferença de preço.

 

Apresentou-se com cor rubi claro.

Seus aromas bastante simples, pouco intenso, quase fechado, mesmo tendo aguardado quase duas horas de abertura da garrafa.

Na boca era leve, pobre de complexidade, pouca estrutura e com uma  acidez um pouco exagerada. Para um vinho de 2005 já deveria ter um pouco mais de suavidade e equilíbrio.

 

É um Pica Fumo.

 

É importado pela  Grand Cru – Rua Bela Cintra, 1799 – Jardins – São Paulo – Fone (11) 3062.6388 está situado na faixa cara dos vinhos, R$ 600. 

Oct
27

Visão geral da Austrália



Este vasto país continente, descoberto em 21 de Agosto de 1770 pelo inglês James Cook, que a chamou de Nova Gales do Sul, é um grande exemplo da força da tecnologia.

Um país que, embora com simplicidade na produção de vinhos por quase dois séculos, na realidade inicia sua grande virada em busca dos grandes vinhos, os finos e com grande categoria, há apenas trinta e poucos anos.

Um país com uma pequena população, mas com um enorme território. Foi com a força dos jovens, aplicando os conhecimentos seculares da velha Europa, o bom senso, o bom gosto e o modernismo que a ciência e a tecnologia oferece aos estudiosos, chegaram em  curto espaço de tempo, a  resultados espantosos, na mágica arte de “construir” bons vinhos. Propositadamente uso a expressão “construir” bons vinhos porque na realidade foi o que aconteceu. Não tendo eles uma legislação rígida sobre a produção de vinhos, têm uma total liberdade, puderam e podem os australianos elaborar seus vinhos com os mais variados tipos de uvas, das mais variadas e distantes origens, com as mais livres proporções de misturas nas suas composições. Com isto, eles conseguiram construir, provavelmente gostosos e atraentes tipos (style) de vinhos, comparados com todo o mundo, por um preço muito bom.

Estilo, ou melhor, “style”, é a palavra que os australianos adoram usar para classificar um tipo de vinho conseguido com uma determinada composição. Como são livres em suas misturas, podem produzir às vezes, um tipo que é parecido com um tipo clássico já existente em outros países. Eles conseguem isto, graças ao grande número de micro-climas, vinhedos e vinicultores lá existentes.

O mundo acordou somente em 1980 para os vinhos australianos, e de lá para cá, tem comprado e usufruídos destes vinhos maravilhosos cada vez mais.

As primeiras plantações de vinhedos datam de 1813, com produções de vinhos muito simples. Curiosamente para nós brasileiros, parece que as primeiras videiras que lá chegaram não foram vindas do velho mundo, mas sim do Brasil, do Rio de Janeiro, e da África do Sul. Em 1788, o Capitão Arthur Phillip, primeiro Governador mandado pelo Império Britânico, de passagem para Sidney, carregou para a Austrália, as mudas desta fruta incrível.

As produções vinícolas atuais em muitos casos são das famílias que há quase dois séculos iniciaram o plantio das uvas. Já há muitas décadas, que as uvas Shirraz, Semillon e Riesling lá são cultivadas, porém somente nos anos 70 é que as uvas Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot Noir tiveram um grande incremento. Também a Grenache e a Mourvèdre ( Mataro lá chamada), despertam o interesse local. Para exemplificar, na Austrália inteira cultivam quase todos os tipos de uvas conhecidos: Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Chasselas, Clairettes, Colombard, Crouchen, Doradillo, Gewürtraminer, Grenache, Frontignan, Marsanne, Mouvèdre, Muscat d’Alessandria, Muscadelle, Palomino, Pedro Ximenes, Pinot Noir, Riesling, Sauvignon Blanc, Trebbiano, Verdelho, etc.

Até 1960 a produção de vinhos finos era pequena, mas atualmente, creio que, graças à legislação australiana e a desinibição dos produtores em misturar uvas ou vinhos produzidos a quase 2 mil quilômetros de distância entre si, a relação qualidade preço, dos vinhos australianos é das melhores do mundo.

Existem regiões vinícolas em todo o país, de leste a oeste e de norte a sul, embora  a região norte em Queensland e Northern Territory a produção é mínima.

Em todo o sul do país, em variadas regiões, são produzidas quantidades de vinhos de alta qualidade. Surpreendentemente é sempre produzido em quase todas as regiões algum vinho de boa qualidade. Uma curiosidade é que os vinhos podem ser misturados à vontade, entre todas estas regiões, sem restrições legais.

Recentemente um órgão chamado Geographical Indications Commitees trabalha na criação de uma legislação para uma “denominação de origem controlada”.

Atualmente simplesmente se referem à origem dos vinhos pelos nomes dos estados existentes. Dentro de cada estado, zonas mais ou menos nítidas, com características climáticas, e ou de terreno, agrupam vinhedos e vinícolas, que recebem os nomes locais de rios, vales, etc., mas que ainda não são legalmente reconhecidas.

Há poucos anos havia cerca de 900 vinícolas com uma produção de 480 milhões de litros. As 10 maiores vinícolas produzem 84%.  

Os Estados e suas sub-regiões são os seguintes:

  • New South Wales:

Murrumbidgee Irrigation Area

Cowra

Orange

Mudgee

Upper Hunter Valley

Lower Hunter Valley

Port Macquarie

Camberra

  • Victoria e Tasmânia:

Murray Valley

North East

Great Western

Pyrenees

Central Victoria

Goulburn Valley

Ballarat

Yarra Yarra Valley

Geelong

Mornington Peninsula

Gippeland

Tasmania

  • South Australia:

Clare/Watervale

Riverland

Adelaide Plains

Barossa-Eden e Adelaide Hills

Southerns Vales-Langorne Creek

Coonawarra

Padthway-Keppoch

  • Western Australia:

Gingin

Wanneroo

Swan Valley

Coastal Plains

Margaret River

Great Southern Area

  • Queensland
  • Northern Territory

 

 

A Leitura dos Rótulos

A expressão “Show” ou “Show Reserve” nos rótulos é bastante importante, pois isto representa que o vinho ganhou um concurso nacional. Estes concursos são sérios na Austrália, suas regras bastante rígidas. O vinho da garrafa classificada como “Show Reserve” no rótulo foi proveniente do mesmo tonel ou barril do que ganhou o concurso, e não simplesmente do mesmo nome que o produtor lhe deu.

O distrito, região ou estado pode ou não estar declarado no rótulo.

Os nomes das uvas vêm declarados, não necessariamente em seu percentual específico, mas o nome inicial é o que tem maior quantidade daquela uva e assim sucessivamente se houver 2, 3 ou 4 uvas em sua composição.

A safra pode ou não vir declarada, geralmente ela está declarada quando os vinhos são exportados a países que têm essa exigência.

O conteúdo alcoólico pode ou não estar declarado. Como é um país quente, o grau de amadurecimento da uva é sempre satisfatório para dar um bom teor alcoólico dando segurança ao vinho. É diferente da Europa onde algumas regiões são tão frias que a graduação alcoólica possa estar comprometendo as qualidades dos produtos.

As expressões: Bin número, Private Bin, Reserve Bin, são características identificatórias, de provável qualidade, dentro da vinícola do produtor, sem uma obrigação legal. 

Podem-se encontrar algumas outras expressões que possam auxiliar a compreensão do tipo de vinho. Por exemplo: Burgundy, Chablis, Champagne. Termos adotados do alemão: Auslese, Beerenauslese, Spätlese.

 

As Regiões

 

Dentre as regiões já citadas a produção é aproximadamente a seguinte: South Australia 54%, New South Wales 27%, Victoria 14%, Western Australia 4% .

São plantadas em quase todas as regiões de 20 a 30 tipos de uvas, de todas as origens do mundo, porém ultimamente, quase todas se concentram em poucos tipos, 4 ou 5 das mais nobres para a produção dos vinhos finos, mais adequados aos seus solos e principalmente a seus climas.

 

SOUTH AUSTRALIA

 

É a região mais importante, produzindo uma variedade enorme de vinhos, desde os mais modestos até aos melhores do país, nos seus múltiplos estilos, que incluem ainda Xerez, Porto e um conhecido deles chamado Liqueur Muscat. A região produtora inicialmente foi em torno e ao norte da cidade de Adelaide, no ano de 1837. Recentemente os vinhedos foram dando lugar às construções da cidade. A firma Penfolds tem a sua propriedade Magill dentro da cidade, onde se produz o vinho Grange.

Várias boas produtoras podem ser citadas: a Lindemans, a Elderton, Wirra Wirra, Smith & Hooper, Henscke, etc, etc.

Nesta região se produz grandes quantidades de vinhos denominados de genéricos como: burgundy, claret, chablis, etc.

 

O Clima

 

O clima é desde muito quente como em Riverland, até o menos quente, mas também seco em Barossa Valley, até um pouco mais ameno mas ainda seco em Coonawarra. A brisa marítima refresca um pouco o clima em torno de Adelaide.

 

O Terreno

 

É bastante plano em toda região ficando um pouco ondulado em Barossa Valley.

 

O solo

 

É variado, desde o arenoso, terra vermelha e argiloso, com sub-solo calcáreo.

 

Viticultura e vinificação

 

A produção é a maior do país, com grandes indústrias produtoras de grande quantidades de vinhos baratos até as que se utilizam as castas nobres de uvas produzindo os melhores vinhos, utilizando-se dos barris de carvalho novo nas duas mais importantes regiões do estado: Barossa Valley e Coonawarra onde encontramos sub-regiões como Padthway (ou Keppoch) produzindo talvez os melhores vinhos da Austrália. Outras importantes dentro do estado: Claire Valley, Mc Laren Vale.

São utilizadas as mais nobres uvas: Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Muscat D’Alexandria, Shirraz, Sauvignon blanc, Palomino, Pedro Ximenes, Gewürtztraminer, Ugni blanc,etc.

 

Vinícolas

 

São inúmeras as vinícolas, as principais são a Lindemans, a Elderton, a Henschk, etc, etc, cujos vinhos dessas empresas, todos de alto nível se encontram no Brasil.

 

 

NEW SOUTH WALES

 

Está região está situada a sudeste do continente, tendo ao sul a região de Victoria e ao norte a de Queensland.

Foi nesta região que nasceu a vitivinicultura australiana, em torno e ao norte de Sidney, no famoso Hunter Valley, na realidade dividido em duas partes mais ou menos distintas, o Upper e o Lower Valley. Atualmente menos importante, em decorrência do aparecimento de muitas novas zonas vinícolas em todo o país.

 

O Clima

 

O clima é quente que pode estar amenizado por um constante estado nublado. Principalmente no Hunter Valley onde chove com certa frequência e pode produzir o apodrecimento dos frutos. Em Mudgee o clima é mais ensolarado. Em Murrumbidgee onde o clima é ainda mais quente e seco, recebe irrigação artificial.

 

O Terreno

 

É plano ou pouco ondulado, no Hunter Valley os vinhedos estão até 500m de altitude, em Mudgee alguns até a 800m.

 

Viticultura e vinificação

 

A zona de Murrumbidgee que é irrigada produz uma grande quantidade de vinhos simples vendidos à granel. As grandes cubas de aço com temperaturas de fermentações controladas estão substituindo os antigos tonéis de madeira.

No Hunter Valley a uva branca principal é a Semillon cujos vinhos são passados ou não pela madeira. Contêm cerca de 2 a 3g de açúcar residual embora considerados secos, o vinho tem certa riqueza em suavidade. Atualmente os brancos têm a tendência de serem produzidos mais leves, fresco e nervosos (com uma acidez mais evidente).

A tinta principal é a Shirraz. Alem destas um grande número de outros tipos de uvas são vinificadas.

A Cabernet Sauvignon e a Chardonnay tiveram o seu plantio incrementado no estado todo em 1963, estão produzindo excelentes vinhos. Alem destes ainda temos o Pinot Noir, Riesling e o Gewürtztraminer.

 

Vinícolas

 

O Hunter Valley é a zona mais importante na produção de vinhos de qualidade. Está sub-dividido em:

Upper Hunter Valley e Lower Hunter Valley, representado pela Lindemans.

 

 

VICTORIA E TASMANIA

 

O estado de Victoria é pequeno e está situada na ponta sul do continente. Tendo ao sul de sua costa a ilha da Tasmânia.

Como é relativamente pequeno ele está inteiramente perto do mar, isto quer dizer que o estado todo é uma zona produtora de vinho.

Em 1834 começam os seus vinhedos e em 1846 um grupo de onze viticultores suíços de Neuchatel se estabelecem na região, fundando as bases da indústria do vinho do estado. 

Produzem variados tipos de vinhos, desde os muito coloridos Cabernet sauvignon, até delicados brancos aromáticos. Victoria é um produtor antigo e tradicional.

A Tasmania começa recentemente a se desenvolver na área vinícola.

A Tasmânia, mais fria, embora produza vinhos finos há pouco tempo tem um grande potencial para a produção de vinhos de qualidade; são delicados, aromáticos e espumantes. A maior produção é a de Chardonnay e Pinot noir, seguindo-se com Riesling e Cabernet sauvignon.

 

O Clima

 

O clima de Victoria é variado para o quente a noroeste e mais fresco na região da costa.

O da Tasmania é mais fresco.

 

O Solo

 

O solo é variado calcário argiloso a noroeste e arenoso no sul.

 

O Terreno

 

Pouco ondulado até plano com os melhores vinhedos plantados em torno dos 500m de altitude.

 

Viticultura e Vinificação

 

Produzem vinhos de qualidade, com alta tecnologia. Seus vinhedos já foram devastados pela Phylloxera, e atualmente todos são com enxertos de uva americana, mais resistente a essa praga, como em quase todos os lugares do mundo.

No centro do estado estão os tintos: Shiraz e Cabernet sauvignon. No norte e no sul produzem brancos e tintos.

No nordeste do estado está uma área produtora de vinhos adocicados. Como em toda a Austrália, os vinicultores procuram zonas mais frescas para produzir vinhos mais finos, e delicados, dentre eles os espumantes tipos champanhiados.

No nordeste de Victoria se produz um famoso vinho licoroso chamado Australian Liqueur Muscat, é um tipo de Tokai, com uvas Brown Frontignac.

As outras principais uvas cultivadas são: Cabernet Sauvignon, Pinot noir, Merlot, Riesling, Chardonnay, Gewürtztraminer, Semillon, etc.

 

 

WESTERN AUSTRALIA

 

Situada no lado oeste do país, teve seus primeiros vinhedos plantados em 1829, em torno da cidade de Perth, no Swan Valley. Sua produção é pequena, mas alguns de seus vinhos são de finíssima qualidade. 

As zonas produtoras se estendem de Perth até o extremo sudoeste entre os dois cabos na zona do Margaret River, onde se cultivam muitas das clássicas uvas nobres. As áreas de vinhedos se estendem até o estremo sul em torno da cidade de Albany, onde encontramos a zona Great Southern Area.

 

O Clima

 

O clima é variado em torno do tema quente. É mais quente na parte de Swan Valley, e um pouco mais ameno pelas brisas marítimas em Margaret River.

A umidade da costa favorece a botritização, que é o ataque das uvas pelo fungo Botritis cinérea, muito favorável na produção de vinhos doces.

 

O Terreno

 

Região é muito plana.

 

O Solo

 

Homogênio, aluvião, argilo-caláreo.

 

Vinicultura e viticultura

 

Pela grande falta de chuvas de verão, a irrigação artificial gota a gota é muito utilizada.

De Albany para o norte os climas ficam mais continentais, produzindo bem a Chardonnay, Shiraz e Cabernet sauvignon.

Em Margaret River, mais fresca produz a Semillon, Sauvignon blanc.

Em Pemberton/Warren produzem a Chardonnay e Pinot noir.

Em South West Coastal: Chenin blanc, Traminer, Riesling Chardonnay, Cabernet  sauvignon e Shiraz.

Em Swan Valley produz vinhos brancos encorpados: Chenin blanc, Verdelho e Chardonnay.

 

 

 

 

 

 

AUSTRÁLIA

Este vasto país continente é um grande exemplo da força da tecnologia. Um país que, embora com simplicidade na produção de vinhos por quase dois séculos, na realidade inicia sua grande virada em busca dos grande vinhos, os finos e com grande categoria há apenas trinta e poucos anos.

Um país com uma pequena população, mas com um enorme território disponível e, com a força dos jovens, aplicando os conhecimentos seculares da velha Europa, o bom senso, o bom gosto e o modernismo que a ciência e a tecnologia oferece aos estudiosos, chegam em um teórico curto espaço de tempo, a  resultados espantosos, na mágica arte de construir bons vinhos. Propositadamente uso a expressão “construir” bons vinhos porque na realidade foi o que aconteceu. Não tendo eles uma legislação rígida, sobre a produção de vinhos, puderam e podem os australianos elaborar seus vinhos com os mais variados tipos de uvas, das mais variadas orígens, com as mais livres proporções de misturas nas suas composições. Com isto eles, conseguiram construir, provavelmente os mais gostosos e atraentes tipos de vinhos de todo o mundo, pelo menor preço. Estilo ou melhor “style” é a palavra que os australianos adoram usar para classificar um tipo de vinho conseguido com uma composição. Como  são livres em suas misturas, podem produzir às vezes, um tipo que é parecido com um tipo clássico já existente. Eles conseguem obter isto, graças ao grande número de microclimas, vinhedos e vinicultores lá existentes.

O mundo acordou somente em 1980 para os vinhos australianos, e de lá para cá, tem comprado e usufruídos destes vinhos maravilhosos cada vez mais.

As primeiras plantações de vinhedos datam de 1813, com produções de vinhos muito simples. Curiosamente para nós brasileiros, parece que as primeiras videiras que lá chegaram não foram vindas do velho mundo, mas sim do Brasil, do Rio de Janeiro, e da África do Sul. Em 1788, o Capitão Arthur Phillip, primeiro Governador mandado pelo Império Britânico, de passagem para Sidney,  carregou para a Austrália, as mudas desta fruta incrível.

A produção vinícola atual em muitos casos, são das famílias que há quase dois séculos iniciaram   o plantio das uvas. Já há muitas décadas, que as uvas Shirraz, Semillon e Riesling lá são cultivadas, porém somente nos anos 70 é que as uvas Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot Noir tiveram um grande incremento. Também a Grenache e a Mouvèdre ( Mataro lá chamada), despertam o interesse local. Para exemplificar, na Austrália inteira cultivam quase todos os tipos de uvas conhecidos: Cabernet Sauvignon,  Chardonnay, Chasselas, Clairettes, Colombard, Crouchen, Doradillo, Gewürtraminer, Grenache, Frontignan, Marsanne, Mouvèdre, Muscat d’Alessandria, Muscadelle, Palomino, Pedro Ximenes, Pinot Noir, Riesling, Sauvignon Blanc, Trebbiano, Verdelho, etc.

Até 1960 a produção de vinhos finos era pequena, mas atualmente, creio que, graças à legislação australiana e a desinibição dos produtores em misturar uvas ou vinhos produzidos a quase 2 mil quilômetros de distância entre si, a relação qualidade preço, dos vinhos australianos é a melhor do mundo.

Existem regiões vinícolas em todo o país, de leste a oeste e de norte a sul. São produzidas maior ou menor quantidade de vinhos  de alta qualidade em cada uma delas. Surpreendentemente dentro de quase todas as regiões sempre algum vinho de boa qualidade é produzido. Os vinhos podem ser misturados, à vontade, entre todas esta regiões, sem restrições legais.

Recentemente um órgão chamado Geographical Indications Commitees trabalha na criação de uma legislação para a  “origem controlada”.

Atualmente simplesmente se referem à origem dos vinhos pelos nomes dos estados existentes. Dentro de cada estado, zonas mais ou menos nítidas, com características climáticas e ou de terreno, agrupam vinhedos e vinícolas, que recebem os nomes locais de rios, vales, etc., mas que ainda não são legalmente reconhecidas.

Atualmente com cerca de 900 vinícolas com uma produção de 480 milhões de litros. As 10 maiores vinícolas produzem 84%.  

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