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Feb
23

Tokaji vinhos – Royal Tokaji Late Harvest 2008 – Hungria



Tokaji Late  Harvest

 

Já comentei outras vezes sobre este tipo de vinho, mas por coincidência, já tinha feito um rascunho para hoje e, quando ia editar o post, li uma vistosa chamada no Glupt, do caderno Paladar do Estadão, blogs.estadao.com.br/luiz-horta  e então aproveitei o embalo e arremato o assunto.

Há cerca de 4 anos escrevi uma tira para a Revista Gula que repico novamente:

Foi o padre calvinista Máté Szepsi Laczkó, em 1650, quem inventou este famoso tipo de vinho branco, doce e fragrante da região de Tokaj. O “i” final nos rótulos é o genitivo em húngaro, da região de Tokaj. Já cantado nos versos de Goethe, inspirou Schubert, sempre sobre o piano de Rossini; é um vinho dos reis.

É elaborado com uvas da cepa Furmint principalmente; mais as Haslevelu, Zeta e outras, de um modo um pouco diferente da dos outros vinhos doces. Naquela região o clima local permite que parte das uvas seja escolhida e apanhada manualmente, tardiamente, super maduras, secas como uvas passas; num estado chamado de “aszú”, o que concentra o teor de açúcar,  e, para melhorar ainda, são até botritizadas. 

Os “puttonyos” encontrados os seus rótulos, são uns tipos de cestos que medem os volumes dessas uvas passas, cerca de 20 a 25 kg, que são adicionadas aos barris de 220 litros de vinho jovem secos, de boa qualidade, para se produzir então o vinho doce.  De acordo com as quantidades de cestos adicionados (4, 5, 6 “puttonyos”), será a classificação final do vinho. Quanto mais se colocar mais doce, de melhor qualidade e mais caro o vinho será. São envelhecidos de 6 a 8 anos em barris antes de serem engarrafados. Se se produzir um vinho, unicamente com essas passas maravilhosas, este será chamado de “Esszencia”. É uma raridade. É um vinho riquíssimo de açúcar e de essências, muito espesso, quase um xarope. Não é o meu de preferência, os de 5 a 6 puttonyos na minha opinião são os mais gostosos.

Na extremidade inicial desta cadeia de sofisticação, estão os menos doces, como este que comento hoje; os vinhos chamados “Late Harvest” quer dizer, não são adicionados nenhum “puttonyos” e entende-se que seja um vinho mais simples, embora com uvas super maduras, mas não diz quanto e obviamente mais baratos.

Cor dourada, límpido e transparente.

Aromas frutado, mel, damasco secos, botrytis, moscatado e defumação levíssimos.

Sabor muito bom, delicado e intenso ao mesmo tempo, uvas passas e damascos secos, mel, equilibrado com boa e intensa acidez nas bochechas, longo e leve moscato final (no rótulo informa haver uma cepa de “Yellow Muscat, deve ser uma variedade local). Tem só 10% de álcool, uma delicia com as sobremesas e queijos fortes ou “fois gras”.

É um ZAP pelo custo

Importado pela Inovini (Aurora) 11- 3623-2288 ao preço de R$ 99,00 – 500 ml é o volume mais comum de garrafa.

Comercializado também pela www.brbebidas.com.br  11- 3071-0777 sempre com um descontinho para os leitores do www.zedovinho.com.br  

 

 

 

 

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