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Mar
15

Grande Seleção de Vinhos (veja os vinhos)



 

Mais uma notável seleção de vinhos bebemos neste último fim de semana em nossa confraria. Grandiosos vinhos de diferentes origens, mas com surpreendente qualidade. Alguns peças raras, maduros e históricos, quase sem reposições no nosso mercado, outros jovens,  ótimos de serem consumidos, mas com potencial de promissora melhora.

 

A idéia dos meus comentários não é a pretensiosa divulgação das qualidades dos vinhos que bebemos, mas o ensino da paciente recompensa obtida pela conservação; a recompensa é incrível, o prazer de beber um vinho “criado” em casa. Uma paciência de 10, 20, trinta ou mais anos, com os olhos do dono. É para os mais jovens acreditarem na guarda dos vinhos novos para serem consumidos em sua desejável maturidade.

Bebemos seis garrafas, éramos seis confrades, a média foi boa para o almoço.

 

Robert Craig 2007 Affinity Cabernet Sauvignon – Napa

 

Alem do Cabernet Sauvignon, tinha em sua composição Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot, deliciosa receita com origens em Bordeaux.

Rubi escuro de cor.

Delicado herbáceo, pouca complexidade talvez pela idade, com fruta madura.

Na boca é bom, madeirado com frutas sobreviventes, macio e delicado.

 

Parece não ter importador no Brasil , custaria em torno de US$ 120 a 150.

 

The Dead Arm d’Aremberg 2005 Shiraz Mc Larem Vale – Austrália

 

Escuro de cor,  bordas brancas transparentes.

Nos aromas agradáveis frutas, leve hortelã, madeirado.

Na boca, bastante estrutura, concentrado, com taninos jovens, muito frutado, madeira bem colocada, mas marcando; tabaco interessante, complexo.

Deverá ter uma boa evolução com os anos, é uma das forças do Aremberg.

 

Um Escopeta.

 

Importado pela Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting            11- 3071 -2900  Esgotado.

 

Château Gruaud Larose 1985  Saint Julien Bordeaux  França

 

Um grande vinho de Bordeaux, safra excelente para a região, Saint Julien é uma sub-região das que pessoalmente mais aprecio,  e que considero dos mais consistentes e regulares , sem grandes desníveis; lá tudo é bom

 

Apresentou-se com cor rubi, com bordas castanhas pela idade, linda cor das cascas de cebolas.

 

Aromas delicados e elegantes, complexos com violetas e champignons.

Na boca delicioso, fino, elegante, macio, equilibrado, uma vivacidade equilibrada (entenda-se perfeita acidez).

 

Um Escopeta

 

Grandes Bordeaux não tem importadores exclusivos. Seu  preço internacional é de cerca de USD $ 150, que seria no Brasil em torno de R$ 650.

 

Château Bon Pasteur 1982

 

É uma safra privilegiada, das melhores do século passado.

Um Pomerol com suas uvas características selecionadas pelo clima das regiões, Merlot 80% e Cabernet Franc 20%, são aveludados e macios; enquanto os vinhos de Medoc (Margaux, Pauillac, etc.)  tem predominância de Cabernet Sauvignon, mais tânicos e herbáceos. Este Pomerol, com 28 anos, estava perfeito, completamente maduro e evoluído, eles costumam também agüentar muitos anos.

 

Sua cor bastante evoluída para o rubi marron.

Seus aromas incríveis, maduro, alem das frutas com ervas e champignons, delicados e elegantes.

Seu sabor era muito bom, delicado, elegante, macio, com herbáceo nobre e longo.

 

Escopeta caro e bom

 

Não tem importadores exclusivos, esta safra é muito valiosa custa acima dos USD$ 200, traduzindo para Brasil cerca de R$ 1100. Se o leitor achar aos preços mencionados pode comprar que o preço é justo.

 

Vosne Romanée  1978 Leroy 1er. Cru

 

Produzido pela famosíssima e exigentíssima enóloga Madame Lalou Bise do Domaine Leroy, co-proprietária do Domaine de la Romanée Conti e que produz em Vosne Romanée seus próprios vinhos. São vinhos caros de excelentes qualidades e de “appéllations controllées” que poderiam ter nomes mais nobres, mas que a Madame simplesmente os chamam genericamente de Vosne-Romanée.

 

Para um vinho  Borgonha de 32 anos de idade estava surpreendentemente rico e integro.

Com cor clara e marrom.

Aromas frutados, com componente animal leve, agradável champignon, fino, elegante e intenso.

Na boca sabores muito agradáveis, elegante, fino, equilibrado, com frutado delicado e longo.

 

É um ZAP caro.

 

Importado pela Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting            11- 3071 -2900  Esgotado pela lista da internet.

 

Romanée Saint Vivant 1976 DRC Domaine de la Romanée Conti – Bourgogne – França

 

Para finalizar meus comentários de hoje merece grande destaque este vinho. Um vinho para deixar saudades, com complexidade e delicadeza ao mesmo tempo, com fineza, elegância e suavidade. Até a textura  era desconcertante parecendo por momentos ter uma densidade maior, parecendo ter certa untuosidade. Um Borgonha da melhor estirpe, produzido na mais famosa casa de vinhos do mundo, o Domaine de La Romanée Conti.

 

Era rubi muito claro e levemente laranja em sua cor.

No olfato se sentia frutas maduras, delicadas, com incrível complexidade, muito agradável, eram nozes, ervas, flores e champignon delicado.

No paladar, o impacto era de conjunto, parecia nada se sobressair, um equilíbrio de  delicadeza, fineza, elegância e tênues frutas envolvendo leves torrefações.

Valeu a paciência da guarda.

 

Um ZAP com méritos

 

A Importadora dos vinhos do Domaine de La Romanée Contiera era a Expand,  atualmente uma de suas lojas em São Paulo EMPÓRIO SANTA MARIA-  Av. Cidade Jardim, 790 – (11) 2102 7700

O preço internacional é de cerca de USD$ 1000 em São Paulo seria R$ 4800 a garrafa.

 

 

 

Feb
26

Vinhos americanos tipos bordaleses



Agradável e muito educativa foi nossa última reunião da confraria do Amarante. O tema era os bordaleses americanos, ou seja, com as uvas que participam da mistura dos vinhos de Bordeaux: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot.

Na verdade poderiam ser de outros estados, mas não foi; todos os sete  provados eram da Califórnia. No nosso mercado não são muitas as ofertas, são vinhos difíceis de se vender e habitualmente caros.

Na minha experiência, até há poucos anos eram todos uma bomba de frutas super maduras, muito robustos de corpo e álcool e muito madeirados.

Felizmente uma nova fase parece ter mudado a concentração dos vinhos americanos; nos vinhos provados se pode sentir bem, quase uma unanimidade, está quase definida, como também nos vinhos do Chile já se iniciou.

Atualmente, como tendência, é que os produtores mais refinados produzam vinhos mais leves, delicados e elegantes, imitando o real estilo dos “clarets” de Bordeaux, como os ingleses os chamam. 

Foi uma surpresa muito agradável, pois, poder-se-ia dizer que, os sete vinhos provados de safras entre 2002 a 2006 estavam deliciosos, delicados e finos e alguns deles em minha avaliação, bem elegantes. Na verdade degustamos oito vinhos como explicarei mais abaixo. Parece mesmo que os americanos estão no caminho certo.

Numa escala de avaliação de 100 pontos, que é a usada pelo grupo, mas não neste blog, encontrei os seguintes valores nos vinhos:

90 pontos –Stag’s Leaps 2002 Wine Cellar – Napa

Com cor escura e importantes aromas finos, delicados, elegantes, frutados e intensos. Na boca os sabores confirmam os aromas, com delicadeza e elegância tem boa estrurura e é longo.

Importado pela Mistral – esta safra não está em sua lista, mas seria um vinho de USD$ 100 a 150.

90 pontos – Cross Barn 2005 Cabernet Sauvignon – Paul Hobbs – Napa

Aromas herbáceos intensos, é fino tem frutas vermelhas. Na boca muitas qualidades, delicado, fino, elegante, equilibrado, bom corpo e longo final

Importado pela Mistral USD$139,50

89 pontos – Napa Angel 2006 Cabernet Sauvignon Montes – Aurelio’s Selection Napa

Escuro, fino e elegante nos aromas com fruta e leve herbáceo. Na boca é bom, macio, fino e complexo com torrefação.

Importado pela Mistral US$ 180.

89 pontos – Lote 43 Cabernet Sauvignon/Merlot – 1999 – da Miolo – Brasil

 (freqüentemente é colocado no meio das nossas degustações  um vinho estranho ao tema, para se testar os degustadores e o método às cegas, o “fajuto”, ou o entruso); foi uma brilhante performance do vinho gaúcho entruso, esta safra deste vinho esteve realmente à altura dos outros americanos, que nos aromas e sabores apresentou-se delicado, fino e elegante. Eu já o conhecia, depois de prová-lo jovem, comecei acreditar na possibilidade de se ter um bom vinho brasileiro, mas até hoje são raras exceções. É de uma safra excepcional, já madura, esgotada faz tempo, safras recentes em torno de R$ 70!!

88 pontos – Chappellet Mountain Cuvée,2007 – Napa  

Com típica fórmula bordalesa, 51% Cabernet Sauvignon, 46% Merlot, 1% Malbec, 1% Cabernet Franc e 1% Petit Verdot um vinho agradável, fechado nos aromas iniciais, gostoso depois no copo.

Importado pela Grand Cru R$ 195.

88 pontos – Napa Angel 2006 Cabernet Sauvignon – Napa

Um irmão mais simples da mesma empresa anteriormente citada, o Aurelio Selection, mas continua como delicado nos aromas,  levemente alcoólico e encorpado no sabor, tânico e jovem.

Importado pela Mistral US$ 110.

88 pontos – Ridge 2006 Santa Cruz Mountains Estate

Com 58% Cabernet Sauvignon, 42% Merlot, rubi escuro de cor, com aromas frutados e herbáceo, fino e elegante, mais leve na boca, menos encorpado.

Importado pela Mistral R$ 229

 

 

87 pontos Napa Nook 2002 – Napa

Uvas 68% Cabernet Sauvignon, 13% Cabernet Franc, 11% Merlot, 7% Petit Verdot,1% Malbec. Fechado nos aromas, mas agradável, com frutado sem ervas. Na boca é agradável e equilibrado, pouco complexo.

Importado pela Grand Cru. R$ 270.

                   

Importadoras:

www.mistral.com.br

Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400

 

 www.grandcru.com.br

Rua Bela Cintra, 1799 – Jardins – São Paulo – Fone (11) 3062.6388

 

 

Nov
29

NOVOS E VELHOS VINHOS NA CONFRARIA



 

As boas surpresas da nossa confraria das sextas-feiras são as variedades das propostas; cada um leva um vinho de seu prazer e de seu interesse naquele momento, com isso provamos as mais variadas combinações de grandes vinhos, maduros, jovens, caros, simples, é sempre interessantes as surpresas cada capítulo, estamos sempre prontos para o que der e vier, e felizes…

Nesta última pudemos provar importantes Bordeaux desde 1978 a 1998, e como comentários básico diria que eles são na verdade os grandes representantes desta encantadora bebida. O mais velho com 32 anos, perfeito, com a evolução delicada e brilhante, tudo o que um velho bebedor de vinhos gosta de encontrar.

Hoje é mais um comentário que realmente uma recomendação de compra, são velhos vinhos, que no mercado europeu e americano existe e não são tão caros, mas no Brasil quase impossíveis de se encontrar.

Boyd Cantenac 1978  – Margaux – Bordeaux

Uma safra muito boa, cor rubi claro, quase sem amadurecimento nas bordas, surpreendente cor com essa idade.

Aromas muito agradáveis, delicado, frutas secas com ervas, boa intensidade.

No sabor: leve, delicado, seu corpo leve, mas fino, elegante, com frutas secas, equilibrado, longo na boca, taninos muito macios ainda presentes, só um grande vinho evolui assim.

Foi cuidadosamente  guardado, pois esta garrafa estava comigo há cerca de trinta anos, mas não rigorosamente adegado com os rigores da lei. ( Por vezes,  a climatização quebrou, no início era com aparelhos de ar condicionado, nem sempre o conserto foi imediato, chegou a passar meses com a temperatura natural, claro bem protegido da luz e de fontes de calor agressivas) tudo para dizer que os vinhos dessas raças são bastantes resistentes .

Pode ser considerado um vinho barato, o da safra atual custa  fora do Brasil cerca de US$ 30. É o preço de um sul americano relativamente simples, claro que não teria esta qualidade e não duraria tanto. Precisa-se de tempo, paciência e amor  com os vinhos.

Um ZAP, com paciência.

Leoville Poy Ferré 1982 – Saint Julien – Bordeaux

A safra é famosíssima, mas para este vinho, a de 1985 é mais consistente e famosa, rubi escuro.

Aroma: Estava com média intensidade, com pouca fruta, um pouco fechado.

Nos sabores nos sabores era leve, delicado, fino, mas com pouca complexidade.

 

Lafite Rothschild 1998 – Pauillac – Bordeaux

Muito boa safra, com cor rubi escuro.

Aromas com boa fruta, madeira leve, herbáceo, com azeitonas, intenso.

Na boca pode-se dizer jovem por um conjunto de impressões, mas com taninos macios leves e presentes, mas muito bom, delicado, elegante, corpo marcante, equilibrado, a estrutura segura todo o vinho. Deve amadurecer brilhantemente em mais uma década de anos.

 

É um ZAP caro, porque todos o querem.

 

Veja Sicilia Unico 1982 – Ribeira Del Duero – Espanha

Beber um vinho desta marca com 28 anos pode-se afirmar que seja o fim da linha para um bom bebedor, referindo-se às qualidades dos vinhos do mundo. Para os de Bordeaux, a safra de 1982 foi histórica, para a Espanha nem tanto, mas não existe Vegas Sicílias ruins. Todas suas safras são cuidadosamente estudadas e amadurecidas no mínimo 10 anos em barricas, para depois serem engarrafadas. São preciosidades liquidas. (Ver mais no post de 28 de agosto )

Estava rubi, com pouco de borda aceboladas, ainda não marrons.

Aromas intensos, muito bons, delicado, característicos dos espanhóis barricados, frutado e com carvalhos americanos e franceses muito bem dosados.

Na boca é muito bom, delicado, macio, mas com robustez, é fino, elegante, estruturado, com frutas e madeiras perfeitas, muito longo na boca.

 

É um ZAP caro, sem erros.

 

Serras Del Priorat 2008 – Clos Figueras – Priorato – Espanha

Um vinho com novas vinhas de Garnacha, Marzuelo e Cabernet Sauvignon de cor rubi escuro. Dentro da coleção bebida, era um representante de vinho bastante imaturo e jovem.

Aromas intensos, com frutas maduras, mas não enjoativas e avermutadas como costumam ser o das uvas super maduras, característica daquela zona quente e arida. Estava limpo e longo.

Na boca é delicado, agradável, fruta boa, jovem, pouca complexidade, mas que com certeza vão evoluir.

 

Um ESPADILHA evoluindo.

 

Importado pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo .Tel. 011 3372-3400 begin_of_the_skype_highlighting              011 3372-3400  Preço 60 a 70 US dólares.   

 

  

 

 


 

 

 

 

 

Jul
26

Pinot Noir da Nova Zelândia II



 

Como prometido no meu primeiro comentário sobre os Pinot Noir bebidos em nossa confraria do mês de junho, gerou meus comentários em 22 de Junho p.p. (ver o post do dia), transcrevo hoje as notas de até 100 pontos dos Pinot Noir da Nova Zelândia, dadas pelo nosso grupo de degustações comandadas pelo Amarante. Deste modo vocês poderão ter os parâmetros do nosso grupo, e talvez seja útil se desejarem comprar esses vinhos, baseados na opinião coletiva do grupo, e comparar com meus comentários pessoais.

Vinhos e pontuações, média aritmética do grupo:

1 – Fenton Road Pinot Noir 2008                                            92,3 pontos

2 – Fenton Road Block “5” Pinot Noir 2008                          90,8

3 – Isabel Estate Pinot Noir 2005                                             90,5

4 – Martinborough Vineyards Pinot Noir 2003                     90,4                

5 – Pencarrow Pinot Noir 2008  Palliser                                  89,9

6 – Rippon Pinot Noir 2006                                                        89,1

7 – Rippon Pinot Noir 2006                                                        88,8

8 – Shingle Peak Pinot Noir 2006 Matua Valley                     87,3

 

A média mais alta entre todos os vinhos, dada por um mesmo degustador foi 92,5.

A média mais baixa entre todos os vinhos, dada por um mesmo degustador foi 87,3.

Vou confessar a todos, tenho fama de ser munheca com as notas dos vinho, a média mais baixa realmente foi dada pelo Zé do vinho.

Veja os comentários do post de 22 de Junho para as informações de importadores e preços.

Jul
12

Os Bordeaux 1990 e os amigos confrades



 

 

Foi num sarau elegantíssimo, com almoço sofisticadíssimo, bebemos sábado passado, na casa do Afonso, filho do Affonso que aniversariava, mais os confrades freqüentes e suas inteligentes senhoras, mesa quadrada, para confortáveis 16 lugares, para facilitar os brindes  olhos nos olhos, uma seleção de deliciosos vinhos 1990, Ch. Leoville Las Cases, Ch. Latour e Château d’Yquem, de Bordeaux e mais muitas outras coisas:

De quebra veio para começar uma Krug não safrada, depois dos Bordeaux 1990, um Amarone Masi 2004 para os queijos,  e para terminar como ninguém é de ferro, um madeira Terrantez 1870, claro pré-filoxera. Todas garrafas magnum, menos o Terrantez.

Os vinhos da safra de 1990 têm  a observação técnica internacional de que deveriam amadurecer mais cedo.

Não sei se todos sabem o que é sarau, pois é palavra e também prática em desuso, é do meu tempo de criança. Na minha infância festa chic era sarau, sempre começando à tardinha, entrando pela noite, infelizmente ninguém declamou nada, como se fazia antigamente, mas bebemos excelentes vinhos, salvou o dia!!

Bem lentamente consumimos  4 pratos da produção do Chef Ivo, do Due Cuocchi, ainda queijos e sobremesa. O serviço de vinhos impecável da sommelière  Gabriela, do Pomodori.

 

Champagne Krug Grand Cuvée Brut

Com sede em Reims esta marca produz em minha opinião, disparadamente,  os melhores champagnes que existem. Como é sua característica, produzidas com as três clássicas uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier, a fermentação de seus vinhos se dá em barricas de madeira, diferentemente dos outros champagnes que são produzidos em cubas de aço, os produtores afirmam serem produzida com uma mistura de muitos vinhos, depende do tipo, com 8, 20, 30 e até 50 vinhos diferentes!

Seus aromas devidos ao tipo de fermentações em madeira e envelhecimento nas borras das leveduras, dando aromas amendoados e das nozes em geral. Na boca a delicadeza e a cremosidade de sua espuma são marcantes e terminam secas , agradáveis, macias, encorpadas e longas, com nozes e avelãs.  

(Não percam a oportunidade quando aparecer uma, bebam a Blanc de Blanc, imperdível, só de Chardonnay, a Clos Du Mesnil, é o fim da linha, nunca mais precisarão provar mais nada!)

 

É ZAP sempre.

 

Chevalier Montrachet 2007 Leflaive – Bourgogne – França

Todos sabíamos que estávamos bebendo este vinho dez anos antes de sua maturidade, mas foi só curiosidade científica, para se ter um posicionamento de boca, tão jovem era.

Anotei que estava fechado, em seus aromas nobres, só com bom frutado fresco, e dominante defumado da tostagem de sua barrica de carvalho, a nobreza dos aromas só daqui dez anos.

Na boca fruta simples, defumado intenso, fino e agradável no geral.

Tenha paciência com sua garrafa, aguarde o tempo para colher seus sabores.

 

Hoje é só um Espadilha, muito caro! Dentro de anos estará muito melhor.

 

Château Leoville Las Cases 1990 – Saint Julien – Bordeaux – França

 

Um vinho que nos anos oitenta disparou em qualidades e obviamente  em preço, ombreando hoje com os Premier Grand Cru Classé, sendo um Deuxième Grand Cru. Este estava mais maduro que o próximo que comentaremos o Château Latour. Algumas críticas internacionais provaram garrafas ainda imaturas.

Na verdade temos que considerar que todos os vinhos eram de garrafas magnum, o que sem dúvidas retarda o amadurecimento em muitos anos.

Aromas: Agradável, fino, elegante, intenso, maduro, frutas secas com passas e figos.

Sabor: muito bom, bem equilibrado com boa acidez, taninos macios, amargor leve e agradável dando característica e personalidade e com certa torrefação.

Preço internacional, no estrangeiro US$ 300

 

Um ZAP se você se acostumar com o preço.

 

Château Latour 1990 Pauillac – Bordeaux – França

É talvez o mais consistente château e melhor vinho em relação à regularidade de boas qualidades de todas as safras produzidas nestes últimos 80 anos.  

O tempo normal em geral de amadurecimento de um Bordeaux é de 12 a 15 anos, como a safra tem fama de maturar precocemente estes ( o Leoville e este) que já tem 20, deveriam estar mais que prontos, no entanto, na minha avaliação e de outros críticos internacionais estão ainda um pouco imaturos, precisando ainda mais um tempo (5 a 10 anos?) para ser consumido na sua força máxima. Garrafa magnum?

Aromas : ainda um pouco fechado, não abriu a exuberância toda que costuma ter, ainda leve herbáceo, levíssima menta, com pouca complexidade.

Sabores: Bom, elegante, delicado embora percebe-se maior força alcoólica que o Leoville Las Cases, mas já é macio e longo.

Preço internacional no estrangeiro US$ 750

 

Um ZAP como quase todos os Château Latour de qualquer safra!!

 

Château d’Yquem 1990 – Sauternes – Bordeaux – França

Também muito famosa para os vinhos de 1990 foram os Sauternes. Considerados muito licorosos, com muita força, e com estes vinte anos de idade estava glorioso.

Cor dourada, já queimada.

Aromas muito prazerosos, característicos dos botritizados,  melado, mel, frutas confeitadas, mínimo damasco e defumado intenso.

No sabor é incrível, reconhece-se o defumado intenso a botritização, as frutas se amalgamam numa enigmática harmônica complexidade.

Preço internacional no estrangeiro US$ 350

 

ZAP como todos os d’Yquem

 

Todos os preços citados é claro, para garrafas de 750 ml, não magnum.

Geralmente importado por todas importadoras, não dão exclusividades, no Brasil não seria fácil encontrar estes 1990.

 

Jun
22

Os Pinot Noir da Nova Zelândia



 

 

Como fazemos mensalmente num grupo criado pelo amigo Amarante há mais de vinte cinco anos, este foi o tema do dia. Escolhemos democraticamente os temas na degustação anterior à do mês, e todos participantes levam uma garrafa. Os temas são muito variados, desde uma determinada uva, ou região, ou safra , até a liberdade total de ser somente tinto ou branco “bão”.

No final da festa, o consumo da noite é bem adequado, uma garrafa por pessoa. Como somos do ramo, todos já aprenderam a gerenciar esse consumo durante o jantar que geralmente acontece num restaurante também pré-determinado geralmente simpático e bom; estes últimos têm sido produzidos pelo chefe Alencar , do Santo Colomba, com boa comida e simpatia imbatível.

Vocês nossos amigos e leitores podem copiar a receita das reuniões, tem dado certo por mais de um quarto de século!!! Mas, há uma exigência, um confrade precisa cuidar da organização e ser tão exigente e anotador de tudo o que acontece quanto o Amarante tem sido. Não afrouxar com os horários.

Todos levamos o vinho enrolado em papel alumínio para facilitar o segredo do anonimato e o da degustação às cegas. Feito isso é só beber, dar as notas das classificações 0 a 100 pontos, antes do jantar ser servido.Fazemos  anotações numa xerox fornecida pelo organizador, depois das notas dadas, consumimos o restante dos vinhos com o jantar, alla carte.

Nesta última reunião éramos 8 confrades.

Como somente na próxima reunião receberemos um resumo das notas de todos participantes, direi como foram as minhas. Lá também pontuo de 0 a 100.

Segue uma lista que vai numa sequência do melhor para o menos bom, visto que, como sempre, os Pinot Noir da Nova Zelândia tem sido invariavelmente um tema que só tem bons candidatos, sempre um sucesso. Não bebi nunca com este tema que não fosse bem agradável, mesmo os vinhos mais baratos. Penso que seja um dos temas mais regulares e bons das minhas beberricações (está no dicionário).

 

1 – Felton Road Block 5 Central Otago 2008  

Aroma: agradável, intenso, frutado com cereja leve.

Boca: Frutado, bom, delicado, elegante, leve de corpo.

É um Escopeta

Importado pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo , Tel. 011 3372-3400 . Preço US$149,50    

 

Os números 2 – 3 – 4  com a mesma nota.

2 e 3 – Rippon Central Otago 2006   (do mesmo vinho trouxeram 2 garrafas iguais)

Aroma: Bom, pouco frutado, um pouco fechado, leve delicado, elegante e maduro.

Boca: bom, macio, elegante, com características da Borgonha.

Importado pela Premium www.premiumwines.com.br , rua Palmira 423, loja 9, Serra, Belo Horizonte, tel. 31 – 3282-1588. Preço R$ 225

 

4 – Felton Road Central Otago 2008 – Central Otago

Aroma: frutado agradável, fechado, pouca intensidade, mas persistente.

Boca: bom, macio, equilibrado, gostoso de se consumir.

Importado pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo , Tel. 011 3372-3400 . Preço US$ 109,50

 

2 – 3 – 4 – Escopetas

 

5  – Martinborough Vineyard Pinot Noir 2003 – Wairarapa  

Aroma: Agradavel, fruta madura, intenso.

Boca: Bom, delicado, equilibrado e longo.

Importado pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo , Tel. 011 3372-3400 . Preço ao safra 2007 US$ 149,90

 

Escopeta

 

5 – 6 – 7 mesmas notas

 

5 – Isabel Pinot Noir 2005 – Marlborough – Isabel Estate

Aroma: leve, agradável, com frutas e leve herbáceo.

Boca: leve, delicado, frutado com pouca complexidade.

Importado pela Mistral www.mistral.com.br , Rua Rocha 288, São Paulo , Tel. 011 3372-3400 . Preço US$ 73,90

 

6 – Pencarrow Pinot Noir 2008 – Martinborough – Pallisser

Aroma: frutado, elegante, leve e pouco complexo.

Boca: Agradável, elegante, macio, gostoso.

 Importado pela Premium www.premiumwines.com.br , rua Palmira 423, loja 9, Serra, Belo Horizonte, tel. 31 – 3282-1588. Preço 90

 

7 – Shingle Peak Pinot Noir 2006 – Marlborough – Matua Valley

Aroma: fechado com frutas e pouca complexidade.

Boca: bom, delicado, equilibrado e longo.

Importado por   www.vinhosdomundo.com.br  Importadora Vinhos do Mundo Ltda – Avenida Carlos Barbosa, 425 – Azenha – Porto Alegre/RS – Cep: 90.880-001
Telefone: (51) 3012.8090.

Em São Paulo: www.invinovita.com.br

Tel 11- 5522-3390 Preço R$ 97,50

Gerente Regional Marcelo Giffoni 11- 3726.5098 – (11) 9491.1077

 

 5 – 6 – 7  são Espadilhas

 

Na BR Bebidas – com bons preços, frequentemente abaixo do das importadoras, para os leitores www.zedovinho.com.br ,  www.brbebidas.com.br , rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010     

Tel (011) 3071-0777        

 

Apr
16

CASAS DEL BOSQUE SAUVIGNON BLANC 2009 – VALLE DE CASABLANCA – CHILE



Casas del Bosque Sauvignon Blanc Pequeñas produciones

 

Foi uma deliciosa surpresa este Sauvignon Blanc bebido há poucos dias, na nossa confraria chamada do Amarante, onde há mais de 20 anos nos reunimos mensalmente e provamos vinhos com um tema pré-determinado, onde cada um leva uma, ou mais, garrafas referentes aos temas, para serem degustados em nossos jantares.

Este vinho ganhou quase por unanimidade, dos outros oito brancos, clássicos ou novidades, vale tudo,  levados naquela noite, que acompanharam o delicioso e inspirado jantar marítimo preparado pelo mestre Alencar, lá no Santo Colomba; uma sopa de peixe, seguida por um arroz de polvo, bastante adequados para nossos vinhos.

Eu adoro esta uva Sauvignon Blanc; é do tipo ame-a ou deixe-a. É muito versátil, produz vinhos de diversos matizes. Meu amigo Affonso que também é desta, mas, mais frequentemente da nossa outra confraria, tem certa resistência a seus vinhos, nossa discórdia constante, mas válida, só assim aprimoramos o gosto.

Esta uva produz vinhos muito variados, com incrível gama de apresentações: agradáveis frutados tropicais como no Novo Mundo; ou muito vegetal, até mineral com freqüência  como os da Nova Zelândia,  delicados na Europa, leves ou robustos, para se beberem jovens; ou os que resistem e necessitam de décadas, como os maravilhosos e imbatíveis Bordeaux de Péssac-Léognan para amadurecem;  realmente  necessitam de anos para serem bebidos com dignidade e no apogeu de sua vida.

Descrevo-lhes minhas impressões deste impactante e muito agradável vinho, e vocês poderão classificar onde se situaria.

Sua cor bem clara e transparente.

Nos aromas predominava o vegetal intenso, com frutado, com grama cortada, aspargos e leve milho verde, delicado, mas intenso; não cansativo, pois era amenizado com agradável toque mineral, intrigante e rico.

Na boca muito bom, delicado, elegante, frutado e herbáceo, muita juventude, bom corpo e equilibrada acidez. Chamava a atenção a ausência do indesejável amargor.

 

É um Escopeta

 

Importado pela  Obra Prima de Curitiba,  041  3085 0030 seu preço é caro para sul americano, R$ 190, mas qualidade, super premium, baixa produção e boas emoções justificam o teste.

Vendido na BR Bebidas que freqüentemente consegue vender vinhos com preços abaixo dos importadores, é na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel                011 3071-0777         011 3071-0777 , email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br    

Nov
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NOSSA CONFRARIA



 

 

Costumamos nos reunir (os mais velhos), desde há mais de 20 anos, regularmente, quase todas as sextas-feiras, em algum restaurante da cidade. Atualmente somos cerca de 6 amigos, mas é muito comum que tenhamos convidados e sejamos então mais de 6, ou pelos sofridos e indesejáveis compromissos do dia a dia de cada um, sejamos menos.

 Cada um leva uma garrafa de vinho, ao seu bel-prazer, sem nenhuma regra pré-estabelecida, dependendo só do humor nosso de cada dia.

Felizmente quase sempre, em têrmos de vinhos, acertamos muito!!

Deste modo muitos dos vinhos comentados aqui, terão esta orígem, tenho uma grande coleção de anotações sobre os vinhos deste passado  que poderão a qualquer momento serem usadas,   mas poderão ter muitas outras orígens, provavelmente revelarei em cada uma das ocasiões. 

Aconselho a todos participarem de uma confraria, fazerem suas anotações e se divertirem com isto.

 

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