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Mar
15

Bordeaux 2009



Bordeaux 2009

 

Na semana passada tivemos uma deliciosa degustação de vinhos de Bordeaux promovida pela “ Union des Grands Crus de Bordeaux” e seus  produtores mais representativos, dentro dos seus 132 membros.

Foi a primeira degustação promovida em São Paulo oficialmente por eles. Não sei se se trata de crise comercial, mas não me lembro uma degustação tão pródiga de tantas marcas importantes juntas, analisando e promovendo uma única safra, a de 2009; de qualquer modo muito bem vinda e de excelente qualidade.

Eram mais de 100 produtores com no minimo uns quatro tipos cada um, fazendo sem rigor dos números, cerca de 400 vinhos para serem degustados. Não tive esse fôlego todo!!

Foi muito didática, pois num país como o nosso, distante e pouco consumidor de marcas sofisticadas e caras como os Bordeaux, esta foi uma oportunidade indiscutivelmente de ouro para o público amante e estudioso deles.

Como comentamos sempre, os Bordeaux são os mais longevos e resistentes vinhos de mesa, e que necessitam de 15 a 20 anos de amadurecimento e talvez outros tantos anos resistindo num estável platô, com grandes qualidades.

Esta safra de 2009 em tintos, pode e deve ser comprada para os que tenham expectativas de bebê-los maduros em torno do ano de 2030. Claro que poderão ser consumidos antes disso, e com muito prazer.

Os brancos da região de Péssac-Léognan, sempre os mais importantes de toda a região de Bordeaux também estão deliciosos, frutados e baunilhados já, também necessitam e evoluem após 10-15 anos, mas creio que os tintos serão mais famosos. Alguns nomes de brancos atualmente marcantes: Châteaux Pape Clément, Haut-Brion Arrivée, Carbonieux.

Os tintos só começam a desempatar dentro de alguns anos !!

É uma safra deliciosa, fácil, concentrada, frutada, rica, complexa, bem estruturada, equilibrada e harmoniosa. Penso que só haverá prazer  em seu consumo. Embora com estas qualidades, neste momento, está bastante fechada, confundindo e dificultando comparar os que serão grandes vinhos, dos médios e até pequenos.

De qualquer modo foi um grande privilégio que estes vinhos tenham chegados até nós sem precisarmos ir para a França, o que também não seria na verdade, nenhuma tragédia.

 

Jan
9

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL EM 2011



  

Agora que o ano virou, espero que todos tenham bebido muitos bons vinhos com seus amigos e familiares  nestas festas. Aqui em São Paulo onde fiquei, o clima foi bastante favorável conosco, a temperatura esteve amena para nossos vinhos e ceias, embora não tenha bebido grandiosos vinhos a qualidade e quantidade foram bastante boas.

Prontos para enfrentar a crise global???

 

Trancrevo para todos os leitores amigos o email que anualmente meu amigo Adão  Morellatto, muito interessado e informado me envia.

É um trabalho compilado por ele mesmo, bastante informativo na área do movimento importador de vinhos em nosso país        

 

Caro amigo José Ruy    

Ao término de mais um ano fiscal, apresentamos á analise da Importação de Vinhos no mercado brasileiro.   Mesmo vivendo um momento de litígio, devido a imposição da aplicação de “Selos Fiscais” sobre vinhos em vigor desde Janeiro de 2011, a Importação apresenta um crescimento considerável, mesmo  apresentando uma valoração cambial por volta de 20% a partir do 3º trimestre de 2011. Pessoalmente credito esta performance a nossa vigorosa Classe CD, que avança em ritmo chinês, curioso é que o consumo Per Capita não avança na mesma proporção, é mais um avanço qualitativo e não quantitativo.   Como em anos anteriores, as 3 principais classificações (Vinhos, Espumantes e Champagne) estão agrupadas para entender melhor a performance. Em 2011, o crescimento foi de 16,54%, onde todos os países, exceto a Africa do Sul, apresentaram crescimento. Assim se manifestou o ranking vitivinícola.     1º = CHILE:             Mantendo sua hegemonia e na ponta há exato 10 anos, em 2011 cresceu 16,30%, com participação de 29,10% em valor e 35,14% em volume. Um dos primeiros países produtores a acreditar no potencial brasileiro e investir em comunicação em nosso país, colhe os frutos de um trabalho árduo, difícil e altamente competitivo. Seus produtos de qualidade aprovada e custo relativamente acessível, caiu nas graças do consumidor. Não há nenhuma expectativa ou indícios de que esta posição seja alterada em alguns bons anos a frente.   2º = ARGENTINA:     Como em anos anteriores, segue na 2ª posição, mas curiosamente cada vez mais qualificando seus produtos, em média os vinhos argentinos são 10,30% mais caros que os chileno’s. E nítida e perceptível nas góndolas de que os tradicionais vinhos  genéricos, sem distinção de variedades, estão sendo substituídos veloz mente por vinhos varietais de casta única ou blends. Seu crescimento foi de 12,41%, participando com 21,40% em valor e 23,32% em volume.   3º = FRANÇA:          Devido a metodologia de análise, este país, posiciona-se neste ranking, pela excelente contribuição do Vinho tipo Champagne, que representa 41,00%, seu crescimento foi de 19,75 sobre 2010, com 14,67% de participação em valor e 5,76% em volume, com um custo médio de USD 5,41 por garrafa (valor de entrada, não estando computado aqui, nossa extensa e absurda carga tributária).   4º = ITÁLIA:           Rivalizando com Portugal já a alguns anos, cresceu 21% em 2011. Por ter um peso muito grande na pauta de exportação do vinho tipo Lambrusco, algo próximo de 48,90%, o custo unitário de vinhos deste país são os mais econômicos da comunidade européia, em média de USD 2,22 por garrafa. Sua performance foi de 13,81% em valor e de 17,28% em volume.   5º = PORTUGAL:     Cresce acima da média, com 19,09% em 2011, e participa com 12,03% em valor e 11,01% em volume. Notabiliza-se por ser um grande exportador de variedades típicas exclusivas e endêmicas.   6º = ESPANHA:        Impressiona o crescimento deste país pelo segundo ano consecutivo, com índice de 32,12% e ainda mais intrigante é que seus vinhos são em média relativamente 83% mais caros que os vinhos italianos. Este crescimento é duradouro e contínuo, pois a Espanha, decidiu sair e explorar novos potenciais mundo afora, é grande a presença de organizações regionais espanholas, identificando novos nichos de negócio aqui ao longo do ano. Sua participação foi de 4,75% em valor e de  3,39% em volume.   DEMIAIS PAÍSES:     Participam com apenas 4,24% em valor e de 4,10% em volume, destaque para a queda de 68,58% da Africa do sul e crescimento de 50,75% da Austrália, 33,88% da Nova Zelândia e 30,63% dos USA.     Há um grande euforia e entusiasmo mundial, com relação ao potencial de crescimento de consumo no Brasil, devido a crise que se mantém nos principais países consumidores. Eu mesmo vivi esta situação em Novembro como membro convidado em Siena na Itália, onde haviam 2 únicos convidados: China e Brasil, para o 2° fórum of the Italian Wines. Era muito grande a expectativa de todo o setor para que estes 2 países sejam a médio e longo prazo, os propulsores de negócios vitivinícola da Itália.   Existe uma queda abrupta de consumo interno em todos os países produtores na Europa, sem exceção, por diversos motivos: Leis mais severas no consumo de álcool e condução de veículos, mudanças de hábitos de consumo da juventude para outras bebidas como cervejas e destilados e principalmente a uma economia em franco declínio, que não mostra sinais de recuperação a médio prazo.   Como já manifestado e comunicado em anos anteriores, as regras de mercado e de consumo são ditadas e regidas pelos consumidor, a legislação pode até atrapalhar e complicar em alguns momentos, mas pela agilidade e adaptação que os Importadores aqui estabelecidos se movimentam e se interagem para trazer a este mesmo consumidor, produtos de qualidade a preços acessíveis, mesmo tendo a mais alta carga tributária para este produto no mundo. Não há argumento plausível capaz de mudar os hábitos do consumidor, que já possui conhecimento e aptidões para reconhecer aquilo que deseja provar, independentemente de ter um custo adcional ou não. Não será 2 ou 3 reais a mais, que ele irá migrar para os vinhos nacionais, posição tão sonhada por nossos produtores locais. O consumo e crescimento deste segmento dá-se por atividades constantes e contínua de comunicação, degustação, interação, inovação, renovação, capacitação e ação.   Usar os argumentos de que “Selo Fiscal” é para coibir e proibir a entrada de vinhos ilegais é pura demagogia, pois pouco setores da economia, são tão taxados como este, e todos os tributos são recolhidos na íntegra antes mesmo de chegar ao Armazém dos Importadores. Também não há aporte de dinheiro público via BNDES na Importadoras, todas elas atuam e trabalham com recursos próprios, ao contrário dos locais que buscam incessantemente estes recursos.   PS. Caso queiram dados mais específicos como tabelas e planilha, favor comunicarem e solicitarem..    

“Análise e deduções de minha inteira responsabilidade, sem nenhum vínculo comercial e financeiro com empresas privadas ou organismos públicos, de carater apenas elucidativo e informativo, estando totalmente livre para publicação em qualquer canal que seja, não estando permitido porém, qualquer alteração em seu conteúdo e pensamento”.

 

 

 

FONTES: MDIC, SRF, BACEN e MAPA

 

    Abraços       INTERNATIONAL CONSULTING ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO R. Laura B. Nascimento, 245 Mairipora – SP – 07600-000 Tel. 55 11 4419.2286 – Cel. 55 11 7361.4333 Nextel: 55*50837*23 MSN: adao.morellatto@hotmail.com SKIPE: ADAOMORELLATTO

 

 

 

Nov
30

REPASSANDO INFORMAÇÕES



 

I EXPAND WINE FESTIVAL

NO  ITM EXPO, EM SÃO PAULO  DE 20 DE NOVEMBRO A 6 DE DEZEMBRO. 

 

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