Arquivo de 'Champagnes' Category

Dec
20

OS CHAMPAGNES ROSÉS



 

Champagne Rosé

Champagne Rosé

 

 

Champagne Madame Rouge Rosé

Champagne Madame Rouge Rosé

Já num outro nível de sofisticação e preços, no mês passado provei 20 champagnes rosés, junto ao grupo de provadores da Revista Gosto, praticamente abrangeu quase todas as marcas disponíveis no mercado varejista no Brasil.

Os champagnes rosés são muito prestigiados em todo o mercado mundial, pela qualidade, beleza, sofisticação, etc, mas precisamos ter cuidado, como sempre, não podemos escolher só pelos seus preços. Quase todas as grandes marcas têm seu rosé como exemplo de qualidade e parecem justificar seus preços, são sempre mais caros que os brancos normais, não que especiais ou safrados.

Nesta coleção provada citarei somente os dois primeiros lugares nas minhas notas, naquele dia, que foram as mais gostosas. As degustações são sempre às cegas, quer dizer, as avaliações são em taças servidas e o grupo provador não sabe qual marca está bebendo.

Minhas preferidas foram:

 

1 – Madame Rouge Rosé importada R$ pela Expand – preço RS 180.

 2 – Empataram em 2º. Lugar:

Bollinger Rosé Importada pela Mistral preço – US Dollar 227,50.

Cristian Audigier Rosé – Importada pela Cantu – preço R$ 381,84

 Taittinger  Prestige Rosé importada pela Expand – preço R$ 248.

 

Todas as 20 estavam bastantes boas e as variações de notas entre todas, não passaram de 5%.

 

 

Champagne Jacques Selosse

 

Provamos ainda de bonificação 5 tipos diferentes, safradas e não, deste champagne, de excelente qualidade, brancos e rosé,  caros, importados pela www.worldwine.com.br, a rosé custa R$ 900,00.

Jun
21

Romanée Conti e Champagne Jacques Selosse



 

 

Na semana passada tivemos uma grandiosa degustação, comentarei pouco, pois deverá antes ser lida, pelos nossos caros leitores, no próximo número da REVISTA GOSTO, depois disso farei meus comentários pessoais sobre os vinhos.

Bebemos inicialmente um delicioso Champagne Jacques Selosse, que eu não nunca tinha provado e durante o fino jantar no Fasano:

Gnocchi ripiene di ossobuco con gremolada.

Cotoletta di vitello al burro e salvia.

 

 Provamos a coleção completa, 7 vinhos do Domaine de La Romanée Conti do ano de 2007.

Echezeaux, Grands-Exchezeau, Romanée-Saint-Vivant, Richebourg, La Tache, Romanée Conti, e o branco Montrachet.

 

Sobre os champagnes poderei comentar:

Champagne Jacques Selosse – Blanc de Blancs

Bebemos como aperitivo dois tipos – o não safrado e o Milesimè 1999.

É um champagne inovador entre outros comentários, produzido na região de Avize, perto e ao sul de Épernay, em Champagne, França. Com deliciosos e muito intensos vinhos; tanto nos aromas quanto nos sabores. São, alem de uma mistura de maduros vinhos, produzidos nos princípios biodinâmicos. Anselme Selosse, filho de Jacques é considerado o pioneiro dos vinhos biodinâmicos de Champagne, acrescentados ainda de dois outros princípios: fermentação em tonéis de madeira, em vez das cubas de aço, como poucos atualmente os produzem, sendo que um deles é a imbatível Krug, por exemplo.  O segundo e incomum principio é que dois dos seus vinhos que compõem suas misturas são amadurecidos nos sistemas de soleras.

Para quem não sabe o sistema solera é o do amadurecimento dos vinhos de Xerez. Grosso modo explicando, um coleção de barricas empilhadas, e cerca de 10, 20, ou mais barricas no conjunto. De modo que o vinho básico mais velho seja a última barrica rente ao solo, e todos os outros mais jovens. Tira-se certa quantidade do vinho velho para se engarrafar e usar, cerca de 10 a 20% do volume, e coloca-se numa sequencia de idade, de modo que a quantidade retirada da última barrica seja preenchida com vinhos da penúltima barrica, o da penúltima com vinho da ante-penúltima e assim sucessivamente, até chegar à primeira barrica do vinho, o mais novo que é preenchida com o vinho produzido naquele ano. Com este estágio sucessivo de misturas, surpreendentemente o último vinho torna-se regular e igual com os aromas e sabores ao do vinho velho. No caso dos xerezes, o mais velho vinho, tem às vezes, cem ou mais anos e reproduz neste sistema, interminavelmente suas características.  

Com o vinho envelhecido neste sistema, adicionado de mais novos vinhos, é feita a champanhização.

O Domaine Selosse produz sete tipos diferentes de champagnes – bebemos dois tipos Blanc de Blancs, muito agradáveis, com uma intensidade aromática e gustativa nunca por mim provada em outras marcas.

  • Initial Jacques Selosse Brut Grand Cru – Blanc de Blancs.

Produzida com três vinhedos de Chardonnay

Cor dourado claro.

Aromas muito intensos e complexos e longo, com um inicial amendoado e com as avelãs, segui-se um frutado encantador das peras maduras.

Na boca muito bom, fino, elegante, muito intenso também, com as amêndoas e avelãs, peras maduras, vinho maduro, cremosa espuma, equilibrado nos seus ácidos, tendo uma sensação de agradável e leve oxidação.

R$ 750

  • Millésime Jacques Selosse 1999 – Blanc de Blancs

Muito semelhante seu descritivo em aromas e sabores, com mais delicadeza, fineza.

Quem tiver a oportunidade de prová-las que não as perca.  É com certeza uma deliciosa e rica variação sobre o tema.

R$ 1450

 

Ambos ZAPs caros.

 

Importador World Wine La Pastina. www.worldwine.com.br

Rua da Alfândega, 146/154 – Brás – Cep: 03006-030 – São Paulo – SP – Brasil Tel.: (11) 3383-7400.

 

May
10

Tsarine Cuvée Premium Brut – um bom champagne



 

Foi muito agradável nossa reunião caseira de mães ontem. Eram quatro gerações; três de mães e meu netinho Eduardo, minha filha Patrícia mãe dele, a Ana mãe da Patrícia e Marina a mãe da Ana, bisavó dele. Foi bom o champagne para se comemorar bem o dia delas.

Este champagne produzido pelos “Chanoine Frères” da cidade de Reims, com as uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay, sério, com ótima qualidade. A Chanoine produz muitos tipos, este bebido era do tipo chamado de “Cuvée Premium” que na verdade  não quer dizer tecnicamente nada, mas sim uma adjetivo de marketing,  uma produção bem cuidada, a classificação “premium” não  faz parte dos rigores da legislação dos champagnes franceses. Nesta empresa incluem em suas produções, champagnes brancos “brut”, rosados e ainda os safrados, estes sempre mais nobres que os não datados e ainda um safrado “Blanc de Blancs”, ou seja, produzido com 100% de uvas Chardonnay.

Este tinha cor amarelo dourado claro, límpido, cheio de bolhinhas finas, abundantes e muito persistentes.

Os aromas eram muito agradáveis, intensos, com os clássicos de fermentos de pão, frutado com as maçãs e peras com um amendoado intenso  e bom.

 Na boca surpreendente delicadeza, espuma cremosa, bem equilibrado, corpo bom, boa vivacidade, com acidez nobre, boa complexidade, com frutas, nozes e amêndoas. Um champagne sem defeitos principalmente sendo um “cuvée” normal. Bem  agradável se comparado com as marcas tradicionais mais conhecidas,( leia-se Moët-Chandon, Veuve Clicquot, Boulanger, Taittinger,etc.)

É um Espadilha de bom preço.

Importado pela www.kb-vinrose.com

Tel: 0(21) 33873036 / 0(21) 91470182  E-mail: vendas@kb-vinrose.com

Comercializado em São Paulo pela BR Bebidas:

Preço normal R$ 199, peça o desconto para leitor do www.zedovinho.com.br R$ 170

Na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 , email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br     

 

Mar
10

Champagne Deutz Brut Classic



 

Champagne Deutz

No meu post de 18 de Outubro p.p. comentei sobre minha intimidade com esta marca, pois na época que fui importador de vinhos com a Maison des Vins , esta marca era nossa, há mais de trinta anos, por isso tenho por ela certa amizade.

Como no post referido citei somente a Cuvée William Deutz a super Premium da empresa sempre datada em que tive o prazer de degustar com seu presidente Sr Fabrice B. Rosset, uma vertical muito agradável da mesma.

Hoje comento seu champagne mais simples, não datado, que neste final de semana provamos no Al Mare, junto do vinho verde ( ver o comentário do no nosso último post).

Um champagne clássico bem situado na crítica internacional, muito bom, com todas as características de um autêntico champagne.

Cor clara, obviamente jovem; borbulhas abundantes e finas demonstrando seu pedigree.

Aromas delicados, complexos, agradáveis com o desejável fermento de padaria, intenso e longo.

Na boca é fino, delicado, marcante sabores de seus fermentos, bem equilibrado, com acidez gostosa, com boa frutas. É um champagne que representa bem sua boa estirpe.

 

É um Escopeta  honesto.

 

O preço é bem adequado para preços Brasil.

Importado por Casa Flora www.casaflora.com.br  Rua Santa Rosa, 207 Brás – São Paulo – Fone/Fax.: 0xx)   11 – 2842-5199.

 Para os leitores do www.zedovinho.com.br  por R$ 145  na

BrBebidas – rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 -3071-0777 begin_of_the_skype_highlighting             contato@brbebidas.com.br  –  www.brbebidas.com.br

 

 

Oct
18

OS CHAMPAGNES, ALGUMAS IDÉIAS…



Chanpagne William Deutz

Este fim de semana passada foi rico em emoções borbulhantes; provamos uma vertical da Milesimé William Deutz e numa outra degustação todas as disponíveis marcas do mercado, não safrados – se não foram todas, foram quase. Não farei nenhum comentário de marcas ou avaliações, obviamente para não furar resultados jornalísticos que sairão em breve, depois deles, retornaremos ao tema para considerações e fofocas.

Com a presença do Presidente Geral do Champagne Deutz, o Sr Fabrice B. Rosset, quem comandou a prova de velhas e novas safras, e do importador Antonio Pereira Carvalhal Neto, da Casa Flora, suponho que meus comentários não irão antecipar nada, mas devo admitir que tenho alguns gostos pessoais pelas bebidas amadas pelos czares russos, e porque não dizer de toda a realeza européia.

O meu saudoso amigo Paulo Ayres, recentemente falecido, meu padrinho na minha entronização na histórica confraria da Pensão Humaitá, do Yan de Almeida Prado, onde talvez eu tenha sido um dos últimos e dos mais jovens comensais, com sua adega inigualável de vinhos maduros, convidava-me freqüentemente a degustar seus velhos champagnes, pois sabia que eu os adorava.

Creio que os vinhos de champagne devam amadurecer como qualquer outro vinho que tenham capacidade para tal. O amadurecimento amacia, aveluda, amêndoa e enriquece de complexidade os vinhos brancos, e com os champagnes não é diferente.

É claro que muitos os amam jovens borbulhantes e picantes. É claro que chocho de gás e de gosto ninguém gosta, mas aqui escrevo para muitos que talvez não tenham tido o privilégio de beber uma na integridade de seu amadurecimento, exemplares com 20, 30 ou mais anos, com uma origem de marca e safra consagrada.

O Paulo e eu nos divertíamos, chegamos ás vezes ter que fazer uma “assemblage” corretiva no copo, para consumirmos um champagne velho cansado de gás, mas não de gosto, sem oxidação exagerada ou maderizada, com um champagne novo de vigor e espumas, transformando-os em deliciosas misturas. Não deixa de ser como os produtores “montam” suas safras lá nas orígens.

Neste final de semana surpreendeu-me muito a integridade, juventude, frescor e a vivacidade dos champagnes Deutz provados com mais de 20 anos de idade, claro todos “premium” e safrados. Fiquei pensando e resolvi interpretar como “bem guardados demais”, ou seja, vieram recentemente das adegas originais dos produtores, onde permaneceram este quarto de século a imutáveis 7°C. (temperatura natural das adegas da região de Champagne). Passa quase a ser um exagero ter sido tão bem guardados assim. Não amadureceram, estavam maravilhosamente jovens (que eu também gosto!!).

Nota: o Champagne Deutz considero um velho amigo, pois fomos o seu primeiro importador no Brasil com a Maison des Vins.

May
7

ESPUMANTES PARA O DIA DAS MÃES



 

A aberturado champagne com o sabre

A aberturado champagne com o sabre

 

 

 

Brindem às mamães, elas merecem!!

É sempre uma covardia comparar espumantes do resto do mundo com os de Champagne. Lá tudo deu certo para se produzir essa obra prima de arte que é o Champagne.

Não foi fácil chegar às qualidades atuais de seus vinhos; depois de conceitos básicos descobertos pelo monge Dom Pérignon muito caminho de aprimoramento teve que ser percorrido. Seus produtores atuais ricos e famosos,  tiveram gerações passadas sofridas, conseguiram ultrapassar grandes crises, tragédias, doenças, mortes dos maridos, guerras, como no caso das famosas viúvas,  principalmente a Clicquot-Ponsardin, chamada Barbe-Nicole (1777-1866), também dita em Champagne, La Grande Dame, não precisaria mas digo, a grande dama.

Esta história contada em recente e interessantíssimo livro de Tilar J. Mazzeo, A Viuva Clicquot, já em português, Editora Rocco, vale muito a pena ler. Conta o livro entre os muitos outros detalhes históricos, que a viúva Louise Pommery inventou o tipo seco brut e que a beleza da cor e transparência foi a  viúva Clicquot, que disputavam ao mesmo tempo a supremacia dos champagnes.

Sua técnica de duas fermentações é cara, a segunda já na garrafa, e o acabamento final de engarrafamento realmente encarecem seu custo.

Se você pode, o Champagne francês realmente é caro, mas é o mais fino, elegante e nobre brinde.

Embora nossas mães mereçam tudo de bom, como Champagnes francês simples, bom e honesto, a bom preço temos:

Tsarine R$ 179

Moet-Chandon R$ 179

Veuve Clicquot R$ 185

 

A opções brasileiras são várias: na sua primeira participação na ExpoVinis recente da semana passada, o Gran Legado Brut Champenoise, de Garibaldi, produzido nas antigas adegas da Forrestier,  foi eleito o melhor espumante nacional do salão, pena, ainda não provei.

Outros já consagrados de nosso mercado produzidas no país são:

Na avaliação da Playboy deu:

1 Dom Cândido Brut (Método: Charmat) R$ 23,50 

2 Chandon Excellence Brut Réserve (Método: Charmat) R$ 94

3 Aurora (Método: Charmat) R$ 31

 

Na avaliação da Veja deu:

1 Miolo Brut R$ 37

2 Chandon Reserva Brut R$ 40

3 Casa Perini Brut R$ 34

Para brindar com prazer e bom preço temos os Proseccos italianos do Veneto, sempre muito agradáveis.

Na minha escolha entre todos os do mercado sai na frente:

Prosecco Bisol – o tipo Crede é o de melhor qualidade R$ 50 , no site do Mercado Livre:  http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-107516581-bisol-crede-processco-di-vandobbiadene-_JM

Outro muito bom é o

Prosecco Canevari R$ 32

Confira os preços, na BR Bebidas – tem bons preços, estes acima ou mais baratos, dizendo ter visto no Zé do vinho,  é na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel                011 3071-0777       

email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br    

Mar
16

Crémant de Cramant ou atualmente Mumm de Cramant



Mumm de Cramant

Passando a limpo e tirando umas dúvidas, me lembro este era um champagne que não mais existe com o velho nome.

Quem gostava muito dele é meu amigo Kiko Araujo, na verdade o  champagne ainda é o mesmo, mas o nome é que mudou. Não podem mais serem chamados de “Crémant” porque este nome ficou específico para outros espumantes, com um pouco menos de pressão interna (4 atmosferas), produzido nas  regiões da Bourgogne, Alsacia , Loire e Limoux, na França.

Cramant é um município do Departament de Marne (como se fosse um estado lá na França), onde se situa a região de Champagne.

O Crémant de Cramant era um tipo de champagne  Blanc de Blancs, da marca Mumm,  não é safrada , mesmo que tenha qualidades para isto, ou seja de um único ano e de vinhedos Grand cru. Produzido em torno da cidadinha de Cramant. Este champagne é quase uma raridade porque é produzida de um terroir excepcional e em mínima quantidade. Hoje tem um outro nome:

 Mumm de Cramant

 Este champagne é fino, elegante, leve, mas vivo, isto é com agradável acidez, tem uma mistura em seu sabor de maçãs, e casca de limão, mel, massas de pão e que mais envelhecido, amadurecem bem, com os aromas das nozes, e que terminam com um rápido final mineral.

É claro que ainda muitos outros champagnes blancs de blanc, são   produzidos lá, pois fica na região dos vinhedos grand cru de Cramant, da Côtes des Blancs, onde se produz principalmente a uva Chardonnay e de onde vêm os Blanc de Blancs.

 

A importadora da Mumm é a Pernod Ricard Brasil :  tel, 0800 014 2011, mas nunca vi este tipo no comércio do Brasil. Fora do Brasil custa cerca de US$60, no Brasil seria cerca de 3 vezes mais.

Dec
9

O CHAMPAGNE NOSSO DE CADA DIA



 

 

Nos fins de ano costumam ser bastante apreciados e consumidos os champagnes.

O Champagne é sem dúvida o vinho mais alegre e festivo que se conhece. Comemora efusivamente sempre os eventos mais marcantes na vida das pessoas. O barulho da rolha e o jorro de espuma que se segue, transforma a abertura de uma garrafa num momento de alegria festa e comemoração. Pode ser também o início de um grande amor, ou o resultado brilhante de um grande feito competitivo como numa corrida de fórmula 1. É uma bebida mágica que transforma até um evento banal numa ocasião festiva.

É sempre parte das festas reais sugerindo riqueza e poder.

É um vinho sofisticado, mas com outros predicados. Tem barulho na abertura e efervescência no seu visual e paladar que os outros não têm!

É lindo, amarelo dourado, como se nele estivesse ouro dissolvido, dando a quem o consome a sensação de nobreza, riqueza e prosperidade, nos casamentos cantam a alegria e o amor.

Todas as qualidades que se encontram no Champagne não são por acaso, embora algumas tenham sido encontradas fortuitamente. Muitas delas, artísticas, técnicas e tecnológicas, foram desenvolvidas à custa de esforço, paciência, estudo, talento e investimento.

Todas as necessidades técnicas para a sua produção parecem que se encontram lá na região de Champagne, muitas delas naturais e, provavelmente algumas delas só lá existam, por exemplo, solo, clima etc., pois embora o mundo todo produza vinhos espumantes à sua semelhança, em nenhum lugar se conseguiu produzir com aquelas maravilhosas características de qualidade.

Inúmeros fatores participam desta constelação para se conseguir este resultado final: o chamado “Terroir”. Ele amálgama diversos ingredientes: o solo,  o subsolo, a ondulação do terreno, a face de exposição solar, o clima, a videira e a viticultura e finalmente ainda a tecnologia enológica

A região é linda, situada na parte norte da França, perto e a leste de Paris. É uma área relativamente pequena, cerca de 2% de todos os vinhedos vinícolas do país, formando 300 “crus” (vinhedos com características diferentes). É duas vezes menor que a região de Bourgogne, e três vezes menor que a de Bordeaux.

Esta área produtora, “d’appellation  Champagne controlée” foi avaliada e, convencional e legalmente divididas em crus, em função das qualidades das uvas, por um Comitê local. Produzido com as uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier.

Os melhores champagnes chamados de “Grands Crus Classés” são produzidos exclusivamente com as uvas de vinhedos classificados em 100% de qualidade, que são somente 17 das 300 “crus”. São obviamente os mais caros e os mais procurados pelas grandes firmas produtora dos melhores champagnes.

Seguem-se os chamados “Premier Cru Classé”, são produzidos com as uvas entre 90 e 99% de qualidades e são 38 sobre os 300 crus.

Os Champagnes normais com os restantes vinhedos de 80 a 89% de qualidades. 

O refinamento e o custo deste vinho vem da sofisticação de sua produção. O suco de melhor categoria é conseguido quando se faz a primeira prensagem das uvas de melhor qualidade mais delicadamente; sendo usado somente a primeira porção do suco conseguido. Com outras prensagens se conseguem mais sucos, mas de menor qualidade.

Os champagnes são produzidos com duas fermentações alcoólicas. A primeira produz um vinho normal e, em seguida são engarrafados os vinhos após a adição de uma nova quantidade de açúcar. Tampadas hermeticamente uma segunda fermentação acontece nas garrafas, então o gás carbônico da segunda fermentação fica aprisionado na garrafa dando como resultado o vinho espumante (abra-a cuidadosamente para não disperdiçar esse gás tão trabalhoso de se conseguir) . Entre uma coisa e outra, muitos detalhes técnicos são necessários, o que elevam o custo do vinho.

O Champagne antes do prazer de seu aroma e da degustação, deve ser visto em seus matizes de cores e bolhas, que vão de um amarelo palha, claro, até levemente esverdeados para um vinho jovem; e de um amarelo dourado para os mais envelhecidos. As “rosés”, são de cor salmão claro ao rosa claro.

Nos melhores, as bolhinhas são regulares, finas, persistentes e abundantes, devem formar um rosário continuo por muito tempo na taça, como um de pérolas, dito, o “perlage”.

Seu aroma é sutil, frutado e fresco, o das frutas brancas, peras e maçãs, constantemente com agradável aromas dos pães fermentados e algum amendoado.

Na boca sua espuma deve ser cremosa, deixando uma sensação picante, mas agradável macia e envolvente na língua. Seu frutado é delicado das frutas brancas ou amendoado nos champagnes envelhecidos.

Os champagnes jovens são frescos, picantes e alegres, mas não se esqueçam que os de grandes categorias amadurecem muito bem e podem ser bebidos com 20 ou mais anos.

 Tudo depende…, pode-se começar com um Champagne não datado, branco ou Rosé como aperitivo, que são mais leves e simples e continuar com um “Cuvée”, datado, não muito velho, com os pratos das refeições. Os Champagnes velhos complexos datados, de 20, 30 e mais anos, talvez devam ser consumidos puros. Neste último caso,  creio que muitas vezes combinam bem com pratos adequados e molhos refinados.

De qualquer maneira parece que, dependendo da marca, tipo, ano e também com o tipo de preparo dos alimentos, eles combinam muito bem com quase tudo:

Caviar, ostras frescas, arenque e salmon defumado, peixes frescos gordos, ótimos com sushis, frutos do mar, galinha , cordeiro, mozzarella, etc., etc. Amém.

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