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Jan
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ALGUNS VINHOS DO FIM DO ANO



 Restaurante Figueira

Nas reuniões de fins de ano, como quase tudo na vida, tem de tudo. Muitas são prazerosas, algumas necessárias, mas cansativas, outras imperdíveis. As reuniões das despedidas e dos chatíssimos votos de feliz bla, blá, blá, são de matar, vocês não acham? As comidas também muito pesadas, as frias muito quentes e as quentes difíceis, mas as bebidas são de modo geral suportáveis. Muitos deixam algumas boas garrafas envelhecerem bem, outros deixam-nas degringolarem, com boas intenções. Vocês também vêem assim, ou tem sido tudo ruim?

Dias antes das chamadas festas, tivemos uma reunião da nossa confraria, das classificadas imperdíveis; foi lá no Figueira, a convite do Belarmino pai, um gentleman. Degustamos seu novo produto: um cordeiro assado na grelha, com suas diversas partes, servidas separadamente, no ponto mais do que certo e muito bom. Vá conferir, mas telefone antes para saber se já esta no cardápio, naquele dia ainda era um pré-lançamento.

Até aí tudo ótimo, mas começou então a melhorar!

Uma deliciosa seleção de vinhos dos confrades e ofertas da casa começaram ser abertos, vamos lá, para todos conferirem:

Condado de Haza 2001 Seleción Roble,

um generoso Ribera Del Duero, importado pela Mistral. Nos aromas boas frutas e a minha inimiga a madeira forte. Na boca estava delicado, fino, leve, com boa estrutura, não muita madeira, mas com pouca complexidade. Pode-se dizer um Escopeta.

Château Cos d’Estournel 1970 – Bordeaux de Saint Estèphe.

Apesar da idade a safra é considerada excelente. Nos aromas finos e elegantes, com fruta madura ainda com boa complexidade. Na boca tudo aquilo que habitualmente tem, ainda com vigor, fino, elegante, macio, delicado, resistindo aos anos, mas não devendo ser guardado mais tempo para ser consumido. Um Escopeta.

Pinot Noir Belle Gloss 2001 – Santa Maria Valley,

famoso californiano, principalmente dessa uva. Linda cor rubi claro, seus aromas intensas frutas vermelhas frescas e somadas às maduras, delicado e elegante. Estava na boca delicado, elegante, frutado, complexo e longo. Já tínhamos avaliado anteriormente e confirmo ser um Escopeta.

Chateau Talbot 1982 – Bordeaux de Saint Julien,

para os exigentes, classificado como um quatrième cru classe. Este vinho acompanho há anos, pois na minha opinião é um dos melhores pelo preço. Esta safra é muito valiosa, quero dizer cara mesmo. Mas nos aromas estava grandioso, delicado, sutil, frutas maduras e secas (figos e passas), que eu adoro. Na boca eram só qualidades; delicado, fino, elegante, complexo, muito equilibrado e longo. Aí pelo mundo civilizado custa uns 200 dólares, no Brasil se se achasse custaria umas 4 vezes mais.

Sem dúvidas é um Zap.

Terminamos o frugal encontro com as deliciosas sobremesas espanholadas ou mesmo brasileiras acompanhadas do:

Porto Fonseca Tawny 20 anos,

que já tinha uma cor castanha clara, límpido. Os aromas intensamente amendoados, restavam ainda o das cerejas e seu licor mais famoso o “cherry brandy”. Na boca um doce delicado, também com cerejas e amêndoas, muito equilibrado intenso e longo. Um Escopeta, é da Mistral US$ 126.

Ufa, foi duro!!

 

 

 

 

 

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