Arquivo de 'Portugal' Category

Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012



CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

INTERNATIONAL CONSULTING
ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
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Feb
14

Quinta dos Carvalhais Único 2005 – Dão – Portugal



 

 

Esta quinta faz parte das várias vinícolas da Sogrape Vinhos, gigantesca companhia com vinícolas em muitas regiões portuguesas como o Minho, a região dos vinhos verdes, Douro, Dão, Bairrada, Alentejo, Madeira e Jerez.

Este vinho muito seletivo produzido na região do Dão, em pequenas quantidades,  com as uvas Touriga Nacional, do vinhedo “Vinha das Antas”, tem grande reputação, mas alto preço. Trata-se de um vinho muito robusto, muito concentrado e estruturado, com graduação alcoólica quase inconcebível para vinhos de mesa; de 15%, com proposta minha de ser bebido após 10 ou mais anos, fora os sete anos que já tem.

Como curiosidade é sempre um grande prazer sua prova, mas neste momento encontra-se na linha evolutiva ainda em sua infância,

Era um vinho retinto quase negro.

Seus aromas muito intensos, mas ainda pouco e complexo, percebe-se as frutas vermelhas envolvidas pela intensa madeira, é longo.

Na boca é bom, com muita força e estrutura, pouca fruta, muito tânico, e percebe-se a força do álcool.

Sem dúvidas, ganhará suavidade e maciez, mas vai levar tempo, quem tiver esse tempo poderá ser recompensado com a espera.

 

É só um espadilha, mas muito caro.

 

Importado pela www.zahil.com.br tel 11 – 3071- 2900

Seu preço de lista internética é de R$ 579,00.

Nov
24

Periquita 2006 – 2007 – 2008 – 2009 – Terras do Sado – José Maria da Fonseca – Portugal



 

Todos este anos continuam um

 

ZAP

 

R$ 29 ( tempos de festas)

 

Encontram-se em muitos lugares, inclusive na BR Bebidas

Oct
4

Nossa Confraria da semana 30-09-11



 

 

Tivemos deliciosos vinhos nesta semana passada, vinhos um pouco difíceis de encontrar no Brasil, mas de repente alguém viaja e os encontram disponíveis à venda nas prateleiras, estas referências já dão para quebrar o galho, não são caríssimos, mas também não são molezas .

Este primeiro tem na praça, é da Importadora Zahil, da família dos Ferreirinhas, que são: Esteva, Vinha Grande, Reserva Ferreirinha, Quinta da Leda, é o seu irmão mais pobre, mas é gostoso.

  • Esteva 2009 – Casa Ferreirinha – Douro – Portugal

Produzido com as castas Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, sem estágios em madeira um vinho para ser consumido jovem.

Aromas frutados, leves e agradáveis.

Boca: seco, toque mineral, bom, macio, frutado, limpo.

É um Espadilha.

Importado pela www.zahil.com.br ao preço de R$ 45  tel. 11 – 3071-2900 e encontra-se também para os nossos leitores na www.brbebidas.com.br tel 11 – 3071-0777.

  • Tignanello 1990 Antinori Toscana – Itália

Este é um famoso vinho, dito Super Toscanos (não é uma classificação oficial) como vários são assim chamados (Solaia , Sassicaia, etc.) porque pertence a um grupo de vinhos de grande qualidade denominado assim pela imprensa. A partir de 1971 tornou-se um Vino da Tavola; era anteriormente um Chianti Classico, mas tendo introduzido diferentes uvas das dos Chianti, perdeu o direito legal de se chamar Chianti, mas transforma-se num vinho de nível muito superior. Produzido com   80% Sangiovese, e as  diferentes uvas da região, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc, por isso, legalmente, não pode mais ter a denominação de Chianti, atualmente é um IGT (Indicazione Geografica Tipica).

Cor rubi com bordas marron.

Aroma: muito bom, delicado, elegante, fino, intenso.

Boca: muito bom, macio, elegante, frutado, longo,  marcante sabor com levíssimo e muito positivo  amargor.

É um Escopeta

Procurei mais de uma hora na internet e não descobri o importador no Brasil deste vinho; há algum tempo era a www.expand.com.br

No mercado internacional esta safra custa aproximadamente USD$ 200, aqui seria 2 a 3 vezes mais.

  • Cabernet Sauvignon Mondavi 1994 – Napa Vale California – USA

Os vinhos do Mondavi são ícones da vinicultura californiana, fundou a primeira vinícola em 1966,  e produziu uma serie de grandes vinhos, com vinícolas em várias sub regiões. Como Cabernet Sauvignon seu mais famoso seria este do Napa Valley. Esta safra é particularmente famosa, sendo uma das melhores já produzida.

Cor rubi, com bordas alaranjadas.

Aromas: muito agradável, maduro, intenso, madeira leve dando riqueza ao vinho, na minha descrição como boa qualidade é que tem um agradável toque de verniz, que ilumina seus aromas, para outros , esta descrição de verniz seria quase um defeito, é um modo de sentir os aromas.

Na boca é grandioso, macio, redondo, aveludado, fino, elegante, madeira mínima e bem dosada, maduro perfeito para o consumo, longo e ainda durável.

É um valoroso Escopeta.

 

 Importado pela Inovini, da Aurora – Fone: (11) 3623 2288,  no mercado internacional custa cerca de USD$ 150, aqui já sabe 2 a 3 vezes mais.

 

 

 

Aug
22

Gostosos vinhos a cinquentinha – R$ 50



 

  • Falgaroso 2009 – DOP – Douro Portugal

 O produtor é a Quinta do Penedo do Salto na região de Soutelo do Douro . Vinho produzido com as castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Fermentado em cubas de aço. Tem um pequeno estágio em madeira. Teor Alcoólico de 14,5 % bem camuflados. 

Cor rubi, intenso e brilhante.

Aromas: frutado intenso, agradável, harmonioso, delicado, é intenso e longo.

 Na boca é bom, macio, frutado, bem equilibrado nos componentes ácidos e tânicos,  justa madeira, longo e bem gostoso.

É um Espadilha bom.

Importado por www.vinhasdodouro.com.br  – São Paulo – (11) 3167 0873

 

  • Primitivo di Manduria 2008  Masseria Trajone – Puglia – Itália

A uva Primitivo di Manduria já descrita recentemente nos posts anteriores é um clone da Zinfandel da California, dão vinhos robustos bastante concentrados e frutados agradáveis. Maturado em Carvalho.

Este de cor rubi não muito escura.

Nos aromas é delicado frutado com frutas maduras.

Na boca é bom, delicado, frutado, leve com boa acidez, taninos suaves, bem estruturado e aveludado.

É um Espadilha gostoso  e com bom preço.

Importado por www.vincivinhos.com.br  

Rua Dr. Siqueira Cardoso, 227 – CEP 03163 020 – São Paulo – SP

Telefone: (11) 2797 0000

 

Ambos os vinhos oferecidos por vários sites da internet, para os leitores do www.zedovinho.com.br   , na www.brbebidas.com.br  abaixo dos R$ 50, na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 ,

Mar
23

Quinta da Bacalhôa – ainda sobre o envelhecimento dos vinhos



 

Participei ontem de uma agradável, curiosa, informativa e técnica degustação vertical deste vinho português, o Quinta da Bacalhôa.

Importados pela Portus Cale do simpático amigo  Manoel Garcia.

No post de 12 de Setembro passado escrevi: “O Palácio da Quinta da Bacalhoa, em Vila Fresca de Azeitão, é o monumento mais notável de Azeitão e, na opinião dos maiores especialistas, um dos protótipos da arquitectura portuguesa.

Segundo Joaquim Rasteiro, “(…) “o Palácio e a quinta formam só por si um monumento artístico da  mais  alta significação em Portugal”. Aquele sobrenome é menos honroso e a designação da quinta deriva, simplesmente, do facto de aquele ramo da família haver sido negociante de bacalhau, na Casa dos Bicos, em Lisboa, que pertencia à família Albuquerque.”

O Grupo Bacalhôa dispõe atualmente de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro. 

Nossa degustação foi muito simpática e técnica porque esteve presente a enóloga da casa desde a primeira safra a Sra. Filipa Tomaz Costa, que nos contou todos os detalhes técnicos do vinho desde seu nascimento.

 

A composição deste vinho foi uma inovação nos vinhos portugueses, pois incluíam pela primeira vez a receitinha francesa bordalesa, Cabernet Sauvignon 90%  e Merlot 10%; a primeira safra foi a de 1979, e na nossa degustação provamos 12 safras começando pela de 1980 até 2008. Não farei muitos comentários para esperar primeiro a publicação dos resultados que devem sair brevemente na Revista Gosto.

Direi somente que foi marcante a diferença entre os vinhos; praticamente de mesma composição em todos os anos, em que se percebeu nitidamente o bom e necessário amadurecimento em barricas e garrafas, neste caso, por pelo menos 13 anos, tornando-os finos elegantes ricos e macios, querendo dizer, até a safra de 1997 estavam excelentes e maduros, já os mais jovens embora potentes, ainda duros na boca.  

 www.portuscale.com.br  –  avenida Dr. Arnaldo 1714, tel 011 – 3675 5199

 

Mar
5

Dom Filipe 2009 Verde – Penafiel Portugal



 

 

Vinhos Verdes

Você já conhece e sabe o que é um vinho verde português?

O Vinho Verde é um produto único no mundo, (não é nem verde de cor nem se refere à maturação de suas uvas), é uma mistura de aroma e agulha – leve gaseificação – que o torna uma deliciosa bebida natural! É Produzido no norte de Portugal, no Minho.

Medianamente alcoólico e de ótimas propriedades digestivas, pelo seu frescor e especiais qualidades, é um vinho muito agradável, sobretudo na época quente. A fermentação malo-lática transmite-lhe sabor e personalidade inconfundíveis. Esta segunda fermentação consiste na transformação do ácido málico em ácido láctico, limitando a acidez fixa dos vinhos e produzindo gás carbônico que dá origem ao característico “pico” ou “agulha” dos Vinhos Verdes.

São brancos e tintos. Os tintos são encorpados, de cor intensa e espuma rosada ou vermelha viva, apresentando-se os brancos com cor citrina ou palha.

A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos são o resultado, por um lado, das características do solo, clima e fatores sócio-económicos, e, por outro, das peculiaridades das castas regionais e das formas de cultivo da vinha.

Castas recomendadas:

Brancas: Alvarinho, Arinto, Avesso, Azal-Branco, Batoca, Loureiro e Trajadura.
Tintas: Azal-Tinto, Borraçal, Brancelho, Espadeiro, Padeiro-de-Basto, Pedral, Rabo-de-Ovelha e Vinhão.

 

Este Dom Filipe bebido numa outra confraria, que se reúne todos os dias, capitaneada pelo Raul Maselli, acompanhou muito bem o robalo ensopado com batatas, camarões e muito azeite, no restaurante Al Mare.

Tinha cor clara e aromas muito delicados, frutados, alegres e frescos.

Sabor muito agradável, com frutado dominante, agulhado leve, delicado e agradável corpo.

 

É um Espadilha bem recomendado.

 

Quem não conhece bem este tipo de vinho poderá prová-lo por um preço muito acessível, quem importa é nosso confrade e pintor Emídio Dias Carvalho.

Na vinhoseleto@uol.com.br ou no telefone 11 3815 5577. Ele tem vários tipos de vinhos portugueses a muito bons preços, peça a lista.

Preço R$ 36,50

 

 

 

Dec
13

Boa notícia para o Brechó do Zé do vinho!



 

O Brechó do Zé do vinho intermediou a venda de uma velha garrafa, que ficou algumas semanas em oferta. O F. comprou e amou.

Para efeitos didáticos, segue a transcrição do email recebido pelo Zé do vinho, que me deixou muito feliz, e continuando a acreditar nos bons e velhos vinhos de boa safra !!   Vinho de mesa com 44 anos !! não é sempre que isto acontece.

 

“Zé,   tudo bem ?   O Barca Velha 66 estava espetacular, nariz fenomenal, na boca melhor ainda, um dos melhores vinhos que já tomei na vida   se tiver mais garrafas eu compro   abs   F.”

Nov
23

A reunião portuguesa de sexta passada



 

 

Foi animada, simpática e com muitos bons vinhos essa reunião, enquanto almoçamos sexta passada, a convite do  amigo Lívio de Vivo, no reduto português da avenida Brigadeiro Luiz Antônio 4302, na esquina da rua Torres Homem , o atual Grêmio Luso Brasileiro, que já foi a sede do Solar do Vinho do Porto e também do Porto Vintage Clube. Na verdade os nomes mudaram, mas o espírito da casa continua o mesmo; é um animado clube de amigos que cultivam a gastronomia, os vinhos e tudo o mais da cultura portuguesa.

Entre outras datas, às sextas-feiras no almoço, você precisa ser sócio ou convidado, sempre servem deliciosos bolinhos pingados de bacalhau e fritinhos de lingüiças portuguesas como aperitivos; e deliciosas e generosas postas de bacalhau com batatas ao murro e cordeiro assado como principais, e imbatíveis rabanadas para terminar, com vinho do Porto, é claro. Sempre tem também outras coisas mais.

Mas…, para falarmos dos vinhos, posso dizer que cada pessoa costuma levar um vinho, e esta semana esteve em alto nível, de consumo também. Dada a velocidade das provas e aos assuntos variados da reunião, trocas de opiniões e dos casos contados, é desculpável que não tenha feito uma avaliação minuciosa dos vinhos.

1 – Régia Colheita 2009

Um muito agradável vinho branco já comentado o da safra de 2006, procure no índice do blog. Importado pelo amigo Emídio Dias Carvalho, também do Grêmio.

Esta safra é muito boa também. Aromas intensos das frutas brancas.

Na boca é bom, delicado, mas com estrutura, boas frutas, longo.

 

Para quem gosta, compra e trabalha para ganhar o vinho nosso de cada dia, é sempre útil conhecer as alternativas de compras da cidade. Ele representa a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsarraz, com muitos vinhos do Alentejo, com vinhos bons e baratos.

Ele tem um escritório comercial, não tem loja,  com telefone 011 3815-5577 begin_of_the_skype_highlighting              011 3815-5577      end_of_the_skype_highlighting, fale com o Sr. Felipe.

 Este branco custa só R$ 27 e vale cada gole. Liga lá, peça a lista disponível, e acho que ele entrega o vinho em sua casa.

 O resto foi tudo tinto:

2 – Paulo Lauriano 2006

Reserve Vinea Julieta

 

Com uvas Alfroxeiro, Alicante Bouschet,e Tinta Grossa teem aromas com frutado pobre, mas aparece, com champignon, médio longo.

Boca: bom, elegante, tânico macio, gostoso, boa fruta, longo.

 

Importado pela Adega Alentejana www.alentejana.com.br

Rua Cincinati 12 Brooklin – São Paulo – 04564 070 Tel 11-50445760

Preço sob consulta ??

 

3 – Quinta da Bacalhôa 2005

Aromas agradáveis, herbáceo dominante.

Na boca é bom, delicado, leve na estrutura, mas bem agradável.

 

Importadora Portus Cale  – www.portuscale.com.br , avenida Dr. Arnaldo 1714.  São Paulo – portuscale@portuscale.com.br –  011- 3675 5199 begin_of_the_skype_highlighting              011- 3675 5199      end_of_the_skype_highlighting.

Preço, ligue lá.

 

4 – Scala Coeli 2007

Vindo da região do Alentejo, de Touriga Nacional, seus aromas mostraram-se bastante madeirado, em minha opinião encobrindo as frutas.

Na boca é bom, delicado, mas repete as impressões aromáticas, de pouca fruta e quase domínio da madeira, mas é macio e equilibrado.

 

Não consegui saber quem é o importador

 

5 – Aragonês 1999 Francisco Nunes Garcia – Colheita Selecionada – Alentejano.

 

Aromas frutados agradáveis, delicado.

Na boca é bom, com pouca madeira, agradável, longo e equilibrado.

 

6 – Ferreirinha 1997 – Reserva Respecial – Douro

 

Cor rubi

Aromas agradáveis, é elegante, frutado, mostrando nobreza das origens.

Na boca é muito bom, delicado elegante, fino, corpo justo, madeira bem entrosada e gostosa, equilibrado e justa concentração.

 

Importado pela Zahil ver abaixo.

 

7 – Barca Velha 1991 – Douro

 

É um dos lendários bons vinho de Portugal, com as mesmas origens do Ferreirinha anterior, da mesma vinícola, mais nobre e mais caro, estava maduro com seus 19 anos, era frutado, com influências das madeiras das barricas, no entanto não sobrepondo às frutas, o que o fez um agradável vinho.

Na boca mesmo sem grande complexidade, estava bem frutado, macio, redondo, gostoso de consumir.

Preço entre R$ 800 e 1000

 

No Brechó do Zé do vinho tem UMA GARRAFA DISPONÍVEL DA FAMOSA SAFRA DE 1966  POR R$ 900,00

 

A importadora é a Importadora Zahil – São Paulo – www.zahil.com.br – Tel.       11- 3071 -2900 begin_of_the_skype_highlighting              11- 3071 -2900      end_of_the_skype_highlighting

 

8 – Pêra Manca 1998 Évora – Alentejo

 

Estes dois últimos vinhos são talvez os mais conhecidos, badalados e famosos vinhos da geração mais clássica de Portugal. Uma infinidade de bons e modernos vinhos aparecem naquele país em grande número, e não é justo se referir a nenhum deles como o melhor. Este bastante caro, talvez até demais, representa uma das preferências dos críticos.

Nesta degustação sem pretensões foi no meu critério o mais bem colocado.

Nos aromas era nobre, elegante, com frutas escondidas no meio das ervas, com vegetal e madeira bastante agradável.

Na boca muito bom, delicado, elegante, e dando-lhe pontos nas suas qualidades a complexidade das frutas vermelhas variadas e deliciosamente leves, quero dizer sem aquela fruta vermelha forte talvez cansativa de muitos alentejanos. Muito bom de corpo,  longo na boca. Amadureceu muito bem com nobreza estes doze anos na garrafa. Uma grande e boa surpresa para mim, pois não tenho tido estas mesmas boas impressões nas avaliações de outras garrafas do Pêra Manca provadas anteriormente.

Preço médio R$ 469 – Importado por:

www.adegabrasil.com.br
Telefone para contato:
+55 44 3305-8979 begin_of_the_skype_highlighting              +55 44 3305-8979      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting              44 3305-8979      end_of_the_skype_highlighting
Av Brasil, 6801 – Maringá – PR
CNPJ: 04.558.907/0002-02

 

 

Nov
12

Os vinhos da Portus Cale



Foi muito agradável a reunião proporcionada pela importadora Portus Cale na última quarta feira, com a presença de um dos sócios Roberto Vilela, tendo faltado o outro, meu amigo Manoel Garcia, que sabidamente não sai a noite.  Ainda presente nos recebendo, o presidente da Bacalhôa Wine, Sr. Comendador Jose Berardo, também Joe, que contava muitas histórias de seus deliciosos vinhos, cujo conjunto de empresas produzem vinhos em diferentes regiões de Portugal, aos muitos jornalistas e blogueiros locais presentes.

Foi servida uma seleção de seus mais representativos vinhos, espumante, brancos e tintos todos bastante agradáveis e com preços muito convidativos no nosso mercado.

Na seleção degustamos o Loridos Extra Bruto Espumante 2005 método clássico, com as Castelão, Fernão Pires e Arinto e o Quinta dos Loridos 2007 – Alvarinho – Lisboa, ambos já comentado neste blog, em 9 de setembro.

Bebemos ainda os brancos Catarina, com uvas Fernão Pires, Chardonnay e Arinto, O Cova da Ursa com 100% Chardonnay, frutados frescos e agradáveis.

Como tintos degustamos o consagrado e já clássico Quinta da Bacalhôa com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot

Finalmente uma curiosidade da casa, o recentemente lançado pela Quinta da Bacalhôa, com notas máximas dos críticos internacionais, o Berardo 2007 – Reserva Familiar – produzido uma pequena edição de 1000 garrafas magnuns desta safra, das quais tivemos o privilégio de provar, produzido com as uvas  Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Apresentou-se com uma roupa rubi escuro, quase impenetrável, aromas herbáceos, madeirado, bastante intenso. Na boca embora jovem, estava agradável, equilibrado no binômio acidez/tanicidade, intenso, macio, delicado, madeirado, prometendo grande longevidade. Se você for amigo dos sócios da Portus Cale quem sabe darão um jeito de conseguir uma garrafa, mas no momento não será fácil…

 Importadora Portus Cale  – www.portuscale.com.br , avenida Dr. Arnaldo 1714.  São Paulo – portuscale@portuscale.com.br –  011- 3675 5199. begin_of_the_skype_highlighting              end_of_the_skype_highlighting

 

 

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