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Jan
17

MOVIMENTO DAS IMPORTAÇÕES VINÍCOLAS NO BRASIL 2012



CAROS LEITORES, COMO EM OUTROS ANOS REPASSO-LHES ESTES DADOS ENVIADOS PELO AMIGO ADÃO MORELLATTO, ESTUDIOSO DO ASSUNTO.

 
Como de tradição, segue os últimos informes referente ao volume de vinhos importados pelo Brasil em 2012.
 
Contrariando os 4 anos anteriores, em que o mercado de Vinhos Importados crescia a uma média de 13,5% ao ano, em 2012, o resultado foi ínfimo, apresentando apenas 1,59% de crescimento em valor e de apenas 1,01% em volume. A causas deste insignificante crescimento deu-se por 3 motivos bem distintos:
1º.  Movimento dos produtores nacionais em criar barreiras mercadológica’s, criando um ambiente de insegurança e incertezas.
2º.  Aumento cambial com valoração de 37,37% em Dólar e 25,15%  em euro’s;
3º.  Retração no mercado, principalmente no 2º semestre.
 
Para uma interpretação, ao término do ano, sempre utilizamos os dados consolidados dos 3 segmentos mais expressivos: Vinhos Finos, Champagnes e Espumantes, agregados em uma única análise.
 
Como se manifestaram os principais players deste segmento em 2012:
 
1º  –  CHILE – Como já comentado, descrito e informado em anos anteriores, novamente apresenta-se na liderança absoluta neste quesito, surpreendentemente em crescimento, com performance de 9,86% em valor  e de 12,87% em volume, porém abaixo dos 16,29% apresentado em 2011. Contrariando alguns prognósticos negativos de que já tinha atingido seu ápice e que em breve iniciaria uma leve tendência de queda. Sua hegemonia se fortalece na grandes cadeias de supermercados e grandes importadores, que evidenciam, prestigiam  e acreditam em um crescimento na categoria de vinhos com preços de até R$ 25,00 ao consumidor. Seu Market Share é de 31,48% em valor e de 39,72% em volume.
 
2º  –  ARGENTINA – Também mantendo como em anos anteriores a segunda posição, contudo uma ligeira queda de 5,10% em valor e de 13,61% em volume, fato este bem evidenciado no aumento do custo médio 8,73%, mantendo uma distância entre os vinhos chilenos de até 24,11% superior. Também devemos observar que as sérias medidas tomadas pelo Ministerio de Ecomomia y Finanzas Públicas da Argentina, através da Resolución 142/2012, não permitindo que as empresas exportadoras (bodegas) financie suas exportações com prazo máximo de 90 dias, o que obrigou as empresas importadoras brasileiras a antecipar os pagamentos que tinham de até 180 dias, inviabilizando as finanças. Este mercado, movimenta-se por oportunidades e é visível que houve uma transferência de negócios para os vinhos do Chile, que financeiramente são empresas mais sustentáveis e mais estruturadas e independe do governo para suas estratégicas mercantis. Sua participação em 2012, estabeleceu-se em 20,05% em valor e de 20,38% em volume.
 
3º  – FRANÇA – De acordo com o comentado acima, com a consolidação dos 3 segmentos, a França passa a a ocupar esta posição, devida a forte presença de Champagnes, que participa com 46,51% do volume total. Sua performance apresentou um crescimento de 3,33% em valor, considerando que os vinhos franceses tiveram um aumento real de 5,27%. Participa com 14,93% em valor e 5,63% em volume.
 
4º  –  PORTUGAL – Seguindo sua tradição de apresentar sempre um resultado positivo, em 2012 não foi diferente, cresceu apenas 2,26%, atingindo 12,11% em valor e 12,18% em volume, mesmo com uma queda de 8,46% no custo médio dos vinhos.
 
5º  –  ITÁLIA – Mantendo o embate com Portugal já alguns anos, trocando o ranking entre os mesmos, em 2012, obteve o pior desempenho entre os principais exportadores, com queda de -15,643, ainda não tivemos uma análise mais profunda que evidencie esta performance negativa, principalmente no ano em que os Italianos, apostaram fortemente no mercado brasileiro, para escoar sua gigante produção, que está estagnada na Europa e com baixo crescimento nos EUA. Participa com 11,76% de valor e 13,73% em volume.
 
6º  –  ESPANHA – A Furia, segue em disparada, cresceu  16,14% (será que roubaram dos Italianos ??). O certo é que os vinhos espanhóis, que até algum tempo atrás era difíceis de encontrar, indicar, escolher e conhecer, estão dia a dia mais presentes no varejo, e vieram para ficar e não querem ser coadjuvantes. Sua contribuição foi de 5,43% em valor e 4,36% em volume, com preço médio de USD 3,66 por botella.
 
DEMAIS PAÍSES – Participam com apenas 4,24% em valor, com algumas exceções de crescimento da Africa do Sul (41,72%), Uruguai (6,92%) e USA (13,58%), os países da Oceania, tiveram uma queda abrupta: Austrália (-14,09%) e N. Zelândia (-60,42%). Alemanha também apresenta queda de -57,20%.
 
Caso queiram as estatísticas em EXCEL, favor contactarem-me.
 
ANÁLISE MERCADOLÓGICA DE MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE, ESTANDO TOTALMENTE LIVRE PARA PUBLICAÇÃO, DIVULGAÇÃO E APRESENTAÇÃO, ESTANDO PROIBIDO A MUDANÇA OU ALTERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.
  
  
Fonte: MIDC, MAPA, BACEN E SRF.
  
  
Abs
 
 
 

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Oct
1

CASTELLO BANFI – SANGIOVESE E O PROJETO DE SELEÇÃO DE CLONES



O Castello Banfi também com hospedagem

O Castello Banfi também com hospedagem

 

 

 

Na semana passada um grupo de jornalistas e sommeliers, provamos a convite da Word Wine, importadora de vinhos, uma deliciosa e curiosa coleção de vinhos do CASTELLO BANFI, de safras novas que serão comercializadas atualmente com exclusividade.

Este Castelo é proprietário de incomum extensão de terras na Itália, com quase dez mil hectares de vinhedos na região da Toscana, e deste modo fizeram e fazem uma minuciosa seleção de clones da uva Sangiovese. Há 30 anos pesquisam e selecionam a partir de mais de 600 clones existentes na Toscana, as melhores escolhas para seus vinhos. Desta seleção, atualmente utilizam só cerca de 15 clones, considerados os melhores para participar das assemblages de seus vinhos.

Fizemos então uma degustação, como mencionei, curiosíssima e  inédita, que poucas vezes já foram feitas por eles no mundo, como demonstração, que seus diretores comercial e de marketing trouxeram para o Brasil.

Trata-se de vinhos novos, de vinhedos separados, de clones únicos, engarrafados recentemente, para que pudéssemos entender e se divertir, como se a assemblage estivesse sendo feita naquele momento, durante a nossa degustação , ou seja, bebemos os vinhos componentes da mistura e o  vinho comercial final.

Bebemos o vinho final BRUNELLO POGGIO D’ORCIA 2007; e bebemos isoladamente os três vinhos que o compunham, dos vinhedos chamados  Janus 10, Janus 50 e BF 30.

As variáveis dos vinhos simples tinham as seguintes características (avaliadas pelo enólogo da empresa) : floral, frutas vermelhas, maçãs, álcool, fenóis, tipicidade, estrutura, adstringência, tabaco e especiarias. Em que os vinhos de cada vinhedo possuíam mais ou menos destas forças.

Esta arte difícil de coordenar as assemblages confirmou o que já é notório: a composição final foi surpreendente melhor que as qualidades dos vinhos simples isolados, ou seja, o treino e paladar do enólogo ou do grupo que participa das decisões, fazem milagres nos ajustes das composições dos vinhos.

Bebemos ainda o BRUNELLO POGGIO ALLE MURA 2007, cujos componentes eram dos vinhedos: Podernuovo e Sarrena.

A www.worldwine.com.br está trazendo os seguintes vinhos desta empresa CASTELO BANFI que provamos:

Espumante Rosa Regali levemente doce  R$ 112

Centine Bianco IGT 2011 –R$ 70

BelnerO IGT 2008 – R$ 136

FloruS IGT 2008 – 2007 – R$ 169

Rosso di Montalcino DOC 2010 – R$ 128

Brunello di Montalcino 2007 – R$ 273

Brunello di Montalcino Poggio alle Mura 2007 – R$ 389

 

Televendas 11- 3383 7477

Mais informações Sandra Scholnick  Tel 11- 3816 5312

 

 

 

Aug
19

Barolo Bricco Rocche 1982 Ceretto – Piemonte – Itália



 

 

Entre os bebedores de vinho existe uma piadinha que diz que, em se falando do amadurecimento dos vinhos Barolos, ou ele está jovem demais ou já está passado!! Isto porque até os anos de 1985-90 este vinho com muita estrutura e tanino, passava muitos anos nas madeiras, o que piorava ainda mais essa situação. Demorava muitos anos para amadurecer, quinze, vinte, ou mais anos, no mínimo, e então, no meio de tantas marcas, se perdia o controle de um momento adequado para consumi-lo. Posso garantir que era uma verdade mesmo, essa dificuldade não era só uma piada.

Ontem tivemos muita sorte de beber uma esplêndida garrafa de 1982, cuja origem tem até uma pequena história; há cerca de 15 anos um grupo de jornalistas e convidados fomos para o Piemonte visitar produtores. No meio da viagem numa pequena lojinha de vinhos descobrimos este vinho em garrafa magnum, imediatamente aconselhei meu amigo José Luiz Botelho, engenheiro de São Jose dos Campos, a comprá-la. Desde então ficamos de bebê-la juntos; após mais de 15 anos de tentativas, conseguimos bebê-la ontem, com um almoço piemontês caseiro.

Foi um deslumbramento! – após uma briguinha com a rolha esfarelenta, mas ainda eficiente na sua função, conseguimos destampar a preciosidade; imediatamente um jato de grandes perfumes me atingiu, a uma distância de um braço, pude perceber então, aromas de vinho, frutas e flores, que garantia a maravilhosa integridade e saúde do vinho, foi um alívio e felicidade geral.

Este Barolo Bricco Rocche 1982 – Bricco Roche, foi sua primeira safra, produzida na demarcação Barolo, em Castiglione Falletto, no Piemonte. Com 100% de uvas Nebbiolo, num vinhedo de 1,2 hectares, esta inicial foi uma produção mínima, 5000 garrafas, e desde a primeira edição já um grande sucesso. Passou 12 meses em barricas de carvalho de 300 litros e outro ano em tonéis grandes de 2500 litros.

Se você tem uma garrafa de  Barolo famoso, estude nos livros, e ou, na internet seu melhor momento de consumo e aproveite ao máximo – não espere muito, nem beba logo !!

Sua cor era rubi claro, já com leve castanho, brilhante e transparente.

Os aromas iniciais foram das frutas e flores, em seguida de um vinho maduro, com frutas e solo de bosque, animal muito leve, delicado elegante, intenso e persistente.

Na boca esteve incrível, leve, delicado, fino, elegante, com frutas leves e secas, vinho evoluído com descrição difícil, sem marcas da madeira que o conteve, macio, redondo, com acidez e taninos muito equilibrados, e, bastante longo no final de boca.

Uma grande e muito bem amadurecida magnum de Barolo, que faz jus a sua fama.

 

Um ZAP

 

Importado pela www.cellar-af.com.br/   vendas tel  11- 5531 0794

O preço de safras mais recentes ficam em torno de R$ 700-1000, no Brasil. As antigas como a de 1982 se tivessem no Brasil deveriam custar o dobro destes valores.

 

 

 

          

 

Dec
8

Barolos, Barbarescos e Barberas do Piemonte.



 

 

 

Vinhos e gastronomia Piemontesa

Vinhos e gastronomia Piemontesa

 

 

 

 vinhos Batasiolo

 

O Piemonte é mesmo uma privilegiada região de comilanças e bebilanças. Para ser curto, somente suas trufas brancas seriam suficientes para consagrar sua altíssima posição no mundo da gastronomia. Seus vinhos saborosos incluem dezenas de uvas com sabores e aromas invejáveis, mas as mais famosas são mesmo as uvas Nebbiolo e Barbera para os tintos, e as características Moscato e Arneis para os brancos que dispensariam quaisquer outras mais.  Repetindo, na região outras dezenas de uvas produzem deliciosos vinhos.

Falei dessas uvas porque anteontem fizemos, junto com blogueiros e jornalistas, agradável e interessante degustação dos vinhos do Piemonte,  da conceituada empresa, a Vinicola Beni di Batasiolo.

Muito agradável noitada com jantar no restaurante Magari, com degustação comandada pelo meu velho amigo, já meio brasileiro por tantos anos que aqui residiu, hoje residindo em seu lindo país de origem, a Itália, o Angelo Fornara.

Grandes surpresas nos vinhos, os brancos poder-se-ia dizer mais conservadores, sem grandes surpresas: jovens,  gostosos e clássicos, frescos e frutados.

Já os tintos surpreendentes modificações: os Barberas que há poucos anos se consumiam super jovens, tendem a serem barricados e podendo até serem amadurecidos; os Nebbiolos, leia-se Barolos e Barbarescos, mais espantosamente ainda , estão prontos para o consumo com meia dúzia de anos (pelo menos os degustados) na verdade parece que a modernização do estilo na região é de estarem prontos mais jovens, até há pouco anos necessitavam de 20 ou mais anos…

Uma curiosidade do Piemonte. As colinas e vinhedos dos Barbarescos são levemente mais baixas que as dos Barolos; os vinhedos são arenosos, os dos Barolos mais pedregosos. Outra diferença é que as barricas dos Barbarescos são maiores, de 500 litros e seus vinhos ficam 12 meses, marcando menos os seus vinhos com a madeira, as dos Barolos são francesas de 225 litros e ficam 24 meses, intensificam o efeito da madeira. Provamos os seguintes vinhos:

 

  • Pinot Chardonnay Spumante Brut

De Pinot Bianco 60% e Chardonnay 40

Bolhas finas e abundantes, aromas frutados das brancas, toque cítrico escondido.

Na boca com frutado das maçãs, picante e boa acidez, um tantinho de amargor.

 

Um Espadilha

 

Preço R$ 53

 

  • Roero Arneis 2008 DOCG

Branco, com 100% da Arneis, clarinho de cor e aromas leves da baunilha e frutado das maçãs, ainda com leve floral .

Sabor leve e delicado, bom frutado, e certa mineralidade, insistiu o comentarista da empresa.

 

Um Espadilha, já carinho.

 

Preço R$ 87

 

  • Barbera D’Alba 2007 Sovrana 2007 DOCG

 

Barbera 100%, rubi escurinho

Aromas agradáveis e frutados, intenso, mínima madeira.

Na boca é delicado, elegante, leve, frutado, finos taninos, boa acidez, a madeira passa um pouco.

É um Espadilha.

Preço R$ 77

  • Barbaresco 2006 DOCG

Nebbiolo 100% com cor rubi claro.

Aroma muito agradável, frutado, tantinho de frutas secas, floral, rosas e violetas, já disse que a violeta brasileira não tem aromas, características ditas típicas do Nebbiolo.

Na boca é muito bom, já mais tânico no ataque, mas bem redondo, bom de corpo, álcool bem equilibrado pelos 14°, final com doçura.

É um Escopeta justo

Preço R$130

  • Barolo 2004 DOCG Vigneto Boscareto

Rubi leve claro

Aromas bosque, animal com fungo, com elegância.

Boca também animal, bosque, já transformados os frutados, corpo bom, redondo, com elegância.

É um escopeta

Preço  de grandes Barolos R$ 330

  • Barolo 2004 Vignedo Corda della Briccolina DOCG.

Rubi claro.

Aromas com as características do anterior animal, champignon, fundo de bosque, frutos leves, muito agradável.

Na boca é muito gostoso, tânico, equilibrado, encorpado com fineza e elegância, longo.

 

É um Escopeta.

 

Preço R$ 438 para quem pode

 

  • Moscato Passito 2006 Muscatel Tardi

 

Uma versão de colheita tardia, e ainda com desidratação após a colheita.

       Cor amarelo claro.

Aromas e sabores das uvas passas, moscatel, boa doçura, agradável, mas modesto de complexidade.

È um Espadilha, caro.

 

Preço R$ 330 com 500 ml.

Todos importados pela Max Brands  www.mxbrands.com.br e vendas em vários empórios da cidade.

Oct
4

Nossa Confraria da semana 30-09-11



 

 

Tivemos deliciosos vinhos nesta semana passada, vinhos um pouco difíceis de encontrar no Brasil, mas de repente alguém viaja e os encontram disponíveis à venda nas prateleiras, estas referências já dão para quebrar o galho, não são caríssimos, mas também não são molezas .

Este primeiro tem na praça, é da Importadora Zahil, da família dos Ferreirinhas, que são: Esteva, Vinha Grande, Reserva Ferreirinha, Quinta da Leda, é o seu irmão mais pobre, mas é gostoso.

  • Esteva 2009 – Casa Ferreirinha – Douro – Portugal

Produzido com as castas Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, sem estágios em madeira um vinho para ser consumido jovem.

Aromas frutados, leves e agradáveis.

Boca: seco, toque mineral, bom, macio, frutado, limpo.

É um Espadilha.

Importado pela www.zahil.com.br ao preço de R$ 45  tel. 11 – 3071-2900 e encontra-se também para os nossos leitores na www.brbebidas.com.br tel 11 – 3071-0777.

  • Tignanello 1990 Antinori Toscana – Itália

Este é um famoso vinho, dito Super Toscanos (não é uma classificação oficial) como vários são assim chamados (Solaia , Sassicaia, etc.) porque pertence a um grupo de vinhos de grande qualidade denominado assim pela imprensa. A partir de 1971 tornou-se um Vino da Tavola; era anteriormente um Chianti Classico, mas tendo introduzido diferentes uvas das dos Chianti, perdeu o direito legal de se chamar Chianti, mas transforma-se num vinho de nível muito superior. Produzido com   80% Sangiovese, e as  diferentes uvas da região, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc, por isso, legalmente, não pode mais ter a denominação de Chianti, atualmente é um IGT (Indicazione Geografica Tipica).

Cor rubi com bordas marron.

Aroma: muito bom, delicado, elegante, fino, intenso.

Boca: muito bom, macio, elegante, frutado, longo,  marcante sabor com levíssimo e muito positivo  amargor.

É um Escopeta

Procurei mais de uma hora na internet e não descobri o importador no Brasil deste vinho; há algum tempo era a www.expand.com.br

No mercado internacional esta safra custa aproximadamente USD$ 200, aqui seria 2 a 3 vezes mais.

  • Cabernet Sauvignon Mondavi 1994 – Napa Vale California – USA

Os vinhos do Mondavi são ícones da vinicultura californiana, fundou a primeira vinícola em 1966,  e produziu uma serie de grandes vinhos, com vinícolas em várias sub regiões. Como Cabernet Sauvignon seu mais famoso seria este do Napa Valley. Esta safra é particularmente famosa, sendo uma das melhores já produzida.

Cor rubi, com bordas alaranjadas.

Aromas: muito agradável, maduro, intenso, madeira leve dando riqueza ao vinho, na minha descrição como boa qualidade é que tem um agradável toque de verniz, que ilumina seus aromas, para outros , esta descrição de verniz seria quase um defeito, é um modo de sentir os aromas.

Na boca é grandioso, macio, redondo, aveludado, fino, elegante, madeira mínima e bem dosada, maduro perfeito para o consumo, longo e ainda durável.

É um valoroso Escopeta.

 

 Importado pela Inovini, da Aurora – Fone: (11) 3623 2288,  no mercado internacional custa cerca de USD$ 150, aqui já sabe 2 a 3 vezes mais.

 

 

 

Sep
26

Uvas menores do Piemonte – Barbera e Dolcetto



 

 

A mais nobre, cara e prestigiada uva, que dão os mais famosos vinhos da região do Piemonte (Barolo e Barbaresco) é sem dúvidas a uva Nebbiolo, mas nem por isso algumas outras são esquecidas ou menos amadas.

Citamos hoje duas outras uvas tintas também de bastante prestígio, mas um pouco menores: a Dolcetto e a Barbera.

Meu amigo já falecido Amedeo Bobbio, genovês, dentista de profissão, especialista de história da Medicina e obviamente da Odontologia, que até já treinou de goleiro da seleção italiana, grande amante dos vinhos e companheiro de consumo, gostava muito dos vinhos Dolcetto e não parava de citá-lo para seu consumo do dia a dia, também não poderia ser de outro modo, era o vinho de sua região natal.  

O Dolcetto é o vinho mais consumido na região do Piemonte, e não é doce como diz o nome, mas por sua delicadeza e pouca acidez ganhou este nome de “docinho” na língua italiana. É muito adequado para se consumir diariamente aos grandes goles, principalmente com as massas simples e farta gastronomia da região. Deve ser consumido fresco e jovem, pois não tem a força dos envelhecimentos, 3 a 4 anos no máximo. Mais vinhos novos e baratos para se conhecer.

 

Bebemos estes na sexta passada:

 

Dolcetto Vietti 2008 – Trevigne – Piemonte – Itália

 

Rubi escuro

Aromas frutados leves, quase fechado.

Na boca é bom, agradável, gostosa acidez para com as comidas, embora eu tenha dito que tem baixa acidez, frutado, macio e longo

 

É um Espadilha

 

Importado pela www.mistral.com.br pelo preço de R$82 ou no revendedor

www.brbebidas.com.br  tel 11 3071-0777 lá você ainda consegue um desconto dizendo que é leitor do www.zedovinho.com.br

 

 

Dogliani 2008 Dolcetto Papà Celso – Piemonte(Langhe)  – Italia

 

É um Langhe Abbona Dogliani, rubi escuro.

Nos aromas muito semelhante ao anterior, um pouco fechado com leves frutas.

Na boca também muito semelhante, pareceu-me mínimo madeirado,( às vezes apenas 3-4 meses na madeira), ficando mais macio e redondo.

 

É um Espadilha

 

Também importado pela www.mistral.com.br por R$ 98,27 e na

www.brbebidas.com.br  para os leitores do www.zedovinho.com.br

 

 

Sovrana 2006 Barbera d’Alba – Piemonte – Itália

 

A uva Barbera é uma tinta de boa cepa, que produz ótimo vinho varietal, marcadamente no Piemonte, noroeste da Itália, mas também em quase toda a metade norte da Itália.  O vinho produzido por esta uva é equilibrado, mas com certa acidez, que lhe caracteriza. Até cerca de 15 anos atrás esta uva era menos bem considerada que atualmente. Produzia vinhos mais simples embora muito apreciados. Ultimamente a tecnologia tornou os vinhos desta uva muito finos, elegantes, de alto nível e consequentemente caros. Graças principalmente a cuidados especiais com os vinhedos como podas das parreiras e dos frutos, de modo a diminuir muito sua produção, com isto produziram vinhos mais robustos e alcoólicos tolerando bem um bom estágio em barricas francesas e com isto melhoraram muitíssimo suas qualidades.

Mesmo assim grandes partes da produção desta uva ainda produzem vinhos simples e agradáveis como este comentado.

 

Cor rubi escuro.

Aromas leves e frutados, sem características marcantes e fechados como os Dolcetto.

Na boca frutas agradáveis, redondo, macio, e por provável idade sua acidez não estava marcante.

 

É um Espadilha

 

Era mportado pela www.expand.com.br  há vários anos, depois ficou com o Wilson Felipe, atualmente não sabemos o importador, mas com muitas ofertas na internet por cerca de R$ 70.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aug
22

Gostosos vinhos a cinquentinha – R$ 50



 

  • Falgaroso 2009 – DOP – Douro Portugal

 O produtor é a Quinta do Penedo do Salto na região de Soutelo do Douro . Vinho produzido com as castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Fermentado em cubas de aço. Tem um pequeno estágio em madeira. Teor Alcoólico de 14,5 % bem camuflados. 

Cor rubi, intenso e brilhante.

Aromas: frutado intenso, agradável, harmonioso, delicado, é intenso e longo.

 Na boca é bom, macio, frutado, bem equilibrado nos componentes ácidos e tânicos,  justa madeira, longo e bem gostoso.

É um Espadilha bom.

Importado por www.vinhasdodouro.com.br  – São Paulo – (11) 3167 0873

 

  • Primitivo di Manduria 2008  Masseria Trajone – Puglia – Itália

A uva Primitivo di Manduria já descrita recentemente nos posts anteriores é um clone da Zinfandel da California, dão vinhos robustos bastante concentrados e frutados agradáveis. Maturado em Carvalho.

Este de cor rubi não muito escura.

Nos aromas é delicado frutado com frutas maduras.

Na boca é bom, delicado, frutado, leve com boa acidez, taninos suaves, bem estruturado e aveludado.

É um Espadilha gostoso  e com bom preço.

Importado por www.vincivinhos.com.br  

Rua Dr. Siqueira Cardoso, 227 – CEP 03163 020 – São Paulo – SP

Telefone: (11) 2797 0000

 

Ambos os vinhos oferecidos por vários sites da internet, para os leitores do www.zedovinho.com.br   , na www.brbebidas.com.br  abaixo dos R$ 50, na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 ,

Jul
17

Cantine Leonardo da Vinci e seus vinhos



 

 

 

 

Convidado pelos amigos Wilson(s) Felipe, pai e filho que começam nova empresa W&W Wine  Importação e Distribuição –  provamos no Vecchia Cucina, do Sergio Arno, delicioso jantar acompanhado dos recentes novos vinhos importados da Toscana, Itália, com sede na simpática cidade de Vinci, onde nasceu o famoso Leonardo, os vinhos da Cantine Leonardo da Vinci.

Na verdade uma sociedade cooperativa, que produzem vinhos de grande qualidade de vizinhas regiões, no caso da região do “Galo Nero”, no gargalo das garrafas, que é a do “Chianti Classico” e também ainda da Região de Montalcino, um Brunello.

 

 Nossa  degustação foi a seguinte:

  • Leonardo Ser Piero 2009 IGT

Um intrigante e gostoso branco, com curioso corte de 70% de uvas Trebbiano e 30% de uvas Chardonnay, delicados  e interessantes aromas frutados dessa combinação de uvas.

Na boca é bom, frutado, enriquecido pela curiosa mistura.

Preço de tabela R$ 59

  • Leonardo Chianti Classico 2007 DOCG

Cor rubi escura

Aromas agradáveis, delicado, madeira bem entrosada.

No sabor é bom, leve, delicado, corpo médio, pouco frutado, boa vivacidade, com presença da madeira.

Preço de tabela R$ 87

  • Da Vinci Brunello di Montalcino 2005 DOCG

Cor rubi, brilhante.

Aromas com agradável frutado, composto com delicado floral que eu diria de violetas, mas cuidado ao conferir, as violetas brasileiras não tem aromas, são as européias, acho que seja o clima.

O sabor é delicado e leve, frutado com madeira, um mínimo amargor não comprometedor, tem boa acidez e estrutura.

Preço de tabela R$ 342

AV. PROF. CASTRO JUNIOR, 551 VILA SABRINA SÃO PAULO-SP 55 11 7542-8237

www.wewwine.com.br

Como a empresa é familiar não custa pedir descontos!

 

Jul
5

Marion 2005 Valpolicella Superiore – Veneto – Itália



 

 

Os Valpolicella são agradáveis vinhos tintos da região do Veneto, na Itália; são frutados, leves, para ser bebidos aos grandes goles, bebidos aos copos avulsos, o dia todo, nos barzinhos das cidades e vilinhas, já morei um ano lá e conheço os  hábitos. Vão bem com muitos tipos de pratos caseiros simples, como massas variadas, carnes e até queijos. É o vinho diário dos venezianos, principalmente dos que vivem mais ao sul, mais ou menos em torno de Verona, poderia até ser dos brasileiros, pela simplicidade, pela leveza e também pelo preço.

Mas…, atenção! Deve-se fazer uma grande distinção entre os tipos Valpolicella Classico, o mais simples, esse citado acima, do outro tipo, que tem pouca diferença no nome, mas enorme diferença nas qualidades. Dado às nobres qualidades das uvas usadas, parte com uvas passitas (desidratadas, ao repousarem cerca de um mês após a colheita, nas cantinas) ou uvas que foram usadas das vinificações dos vinhos Recioto tanto o doce quanto os Amarones secos, que são outros tipo de Valpolicella nobres. As uvas são as mesma, mas de vinhedos mais nobres com mais idade e menor produção por hectare. Por tudo isto, sua vinificação, somados a estágios longos em barricas de carvalho, fazem dele um vinho de nível muito superior; resistindo e amadurecendo muito bem, por muitos anos em garrafa; assim é que nasce um Valpolicella Superiore.

Esse que bebi na sexta passada, produzido com muita atenção e esmero com uvas Corvina Grossa 60%, Rondinella 20%, Corvina gentile 10%  Teroldego e outras 10%. Uma feliz formulação. Muito interessante para quem está sempre procurando novos sabores no mundo do vinho. Nas marcas famosas é um vinho caro, mais de 400 reais.

Estava rubi escuro de cor.

Nos aromas um pouco fechado, mas que abriu um pouco na taça; alem das frutas um pouco de tabaco e chocolate.

Na boca muito agradável, leve, mas potente, frutado com delicadeza e complexidade de boas frutas, equilibrado macio e longo, leves e gostosos taninos no final.

É um Escopeta, sem ser baratinho

Importado por www.cellar-af.com.br  o preço é R$ 150,00.

A.F. Imp. Exp. Com. Ltda  Tel 11-5531 2419

May
24

Os vinhos da semana 05/11



 

Provei vários vinhos esta semana passada, novos e velhos, simples e sofisticados baratos e caros. Fiz então esta seleção que mereceu nossa atenção para serem  conferidos pelos nossos leitores amigos.

 

Edizione Cinque Autoctoni – Abruzzo/Puglia – Farnese – Italia

 

Há cerca de um mês (22-04) comentei sobre um Montepulciano d’Abruzzo, este vindo de uma região próxima, mas com a curiosidade de ser produzido com cinco uvas autoctonas das visinhas  regiões de Abruzzo e Puglia, a produtora Farnese Vini, aproveitando de seus melhores vinhedos do local produz este vinho que, pelas rigidas leis de “Origem Controlada” italiana – não podem receber um título de nenhuma das duas regiões, é um simples vinho de mesa como classificação, pois os controles rígidos não permitem misturas de uvas de diferentes regiões, mas também não podem proibir que se produza um vinho curioso, bem estruturado, denso e gostoso como este. A Vini Farnese possui vinhedos em duas regiões. Possibilitando a extração do melhor de cada uva combinada aos diferentes terroirs. As uvas são: Montepulciano d’Abruzzo 33%, Primitivo 30%, Sangiovese 25%, Negroamaro 7% e Malvasia Nera 5 %, são uvas que juntas harmonizaram bem em um agradável vinho. Engarrafado em pesada e negra garrafa.

Aconselho prová-lo quem gosta de vinhos diferentes, robustos e estruturados, alcoólico (14%) bem disfarçados. 

Tem cor escura.

Aromas de frutas maduras sem o exagerado enjoativo, que pessoalmente sempre critico.

Na boca é bom, frutado, macio,  estruturado e compacto, longo e persistente.

Detalhe curioso é que o restinho na garrafa na geladeira, aguentou sem grandes danos, vários dias, raridade na minha experiência.

 

É um Escopeta diferente.

 

Importado pela www.worldwine.com.br  

World Wine: Loja no Centro, na Padre João Manuel, várias no  interior.

 Rua da Alfândega, 182 – Brás Tel. 11 3383-7477

Comercializado na BR Bebidas – para os leitores do www.zedovinho.com.br a R$ 135. Na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 , email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br  

 

Meerlust 2003 Pinot Noir Stellenbosch – África do Sul

 

Stellenbosch  é uma cidadinha charmosa e toda uma região costeira, muito próxima da Cidade do Cabo, talvez possa ser chamada a capital do vinho na África do Sul, com clima fresco em vinhedos nas bases de colinas e montanhas, com um solo variado muito adequado para a produção de vinhos.

Somente 0,5% dos vinhedos da África do Sul são de uvas Pinot Noir, poderíamos dizer não é a uva forte do país. Este é um dos bons e famoso lá.

Sua cor era rubi não muito claro.

Aromas delicado, elegante, levemente frutado, com as frutas vermelhas.

Na boca estava macio, delicado e bom, mas não muito característico dos pinots, com bom corpo, fruta um pouco embaçada e pouco complexo. Talvez este do ano de 2003 já esteja perdendo seu frescor, pois os críticos de lá dizem que aguentam bem até pouco mais de 10 anos.

É um Espadilha.

Importado pela www.paralelo35.com Alameda dos Anapurus, 1912 – Moema
11-5093-0619 São Paulo.

Comercializado na BR Bebidas – para os leitores do www.zedovinho.com.br a R$ 170. Na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 , email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br  

 

Hunter’s Pinot Noir 2008 – Marlborough – Nova Zelândia

 

 A Nova Zelândia, situada mais ao sul da Austrália é mais fresca que ela, pois é toda influenciada pelo oceano. A ilha do norte é mais quente, produzindo vinhos tintos, perto de Auckland e na Hawke’s Bay. Na ilha do sul mais fresca concentra sua produção de brancos, em Marlborough, com os famosos Sauvignon Blanc. A uva Pinot Noir se dá muito bem com climas mais frios e esta ilha do sul produz encantadores vinhos com esta uva, com grande variedade de características, na parte central desta ilha, estão as mais lindas paisagens de vinhedos do mundo, a chamada Central Otago.

Este Pinot tinha cor rubi bastante claro.

Seus aromas frutados, delicados, agradáveis, leve cerejas, um pouco fechado.

Na boca, muito bom, vinoso, frutado intenso, corpo delicado, leve, mas longo na boca.

 

Um Escopeta

 

Importado pela Premium www.premiumwines.com.br

Rua Palmira 423, loja 9, Serra, Belo Horizonte, tel. 31 – 3282-1588.

Comercializado na BR Bebidas – para os leitores do www.zedovinho.com.br a R$ 110. Na rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 , email: contato@brbebidas.com.br –  www.brbebidas.com.br  

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

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