AS IMPORTAÇÕES DE VINHOS EM 2013

Caros amigos, feliz 2014….
Estou postando estas informações que recebo todos os anos do amigo Adão Morellato.
São úteis para acompanhar o comércio de importação dos vinhos.
Deverei animar-me para continuar dando minhas opiniões sobre os vinhos bebidos.
Abraço a todos os pacientes leitores.
 
Diz o Adão:
 
Como de costume, segue nossa análise sobre o mercado de vinhos importados em 2013. Aqui são analisados os 3 segmentos: Vinhos Finos, de mesa, Champagne e Espumantes.
 
Um ano nada satisfatório enologicamente, em queda pela primeira vez nos últimos 15 anos, apresentou uma defasagem de -3,225% em comparação com 2012, fortemente influenciado pela alta valorização cambial de 15,37% da moeda americana e de 19,90% da moeda euro. Lembrado-os que nossa cadeia tributária é em cascata, um patamar desta valoração, influencia demasiadamente no custo final do produto.
 
Aqui mostramos como cada país, posicionou-se em 2012:
 
1º CHILE:              Mantendo sua participação com larga vantagem, segue na liderança absoluta com 31,52% de share value e 37,89% share market, apresentou uma ligeira queda de 3,10%, coma uma valorização de 2,89% no custo médio, porém ainda mais econômico ( 21,65%) que os vinhos provenientes da Argentina. Eles realmente conhecem nossos momentos e  movimentos mercadológicos e como ninguém, se adequa com uma velocidade impressionante, de maneira tal, que a sua participação cresce a cada ano, mesmo com as adversidade’s momentaneas.
 
2º ARGENTINA:   Seguindo seu histórico participativo, em 2013 perdeu 13,98% em volume e 10,83% em valor, com uma queda de 14,42% referente ao ano anterior. As políticas públicas do país, não tem ajudado a mudar este quadro, dados as constantes intervenções na economia e nas políticas agrárias, o que interfere diretamente na exportação de vinhos, pois, salvo os grandes grupos viti-vinícolas, há uma inflação camuflada e o capital excessivamente debilitado impede uma ação mercadológica mais intensiva mundo afora e para novos empreendimentos a largo prazo.
 
3º FRANÇA:        Surpreendentemente, cresce com taxa de 4,07% em 2013, com uma performance de 16,04% em Valor r de 5,91%, obviamente que os vinhos Champagne, tem um peso enorme, com quase a metade de share em valor (43,31%), demonstrado no custo médio de USD 10,44 lt, porém o crescimento deu-se no segmento mais disputado, vinhos médios, na faixa de USD 3,90 á USD 6,90 a garrafa. Como comentamos em artigos anteriores, há uma lacuna que os franceses estão disputando mundo fora com muita garra, indícios de um mercado saturado (europeu) e uma economia ainda em fase lenta de recuperação.
 
4º PORTUGAL:   Mantendo praticamente inalterado os valores desde 2011, em 2013 ficou em ligeira queda de 1,48%, em sintonia com o mercado, chama-nos a atenção sua desvalorização de 50% no custo médio a USD 2,60 lt, o que não ocorria desde 2010. Como aqui há um público receptivo a produtos deste país, estão direcionando suas estratégicas para cá e principalmente Angola, em detrinimento de outros mercados.
 
5º ITÁLIA:         Neste embate ano a ano, com Portugal, em 2013, posiciona-se neste ranking, com queda de 1,09%, influenciado fortemente pela queda de 16,75 do vinho tipo Prosecco e também uma queda abrupta de exportação do vinho tipo Lambrusco, que há 3 anos, vem se valorizando na Itália, pelas novas políticas regionais, que não  permite que seja produzido fora de sua área tradicional (Reggio Emilia), diferentemente de Portugal, valorizou seus vinhos e quase 17,57% aumentando sua tradicional, vasta, rica e diversificada tipologia  de todas as regiões vinícolas. 
 
6º ESPANHA:     Aqui temos uma grande surpresa, em linha com anos anteriores que sempre apresentou crescimento, em 2013 vieram com + 8,07% e aumenta seu share value para 6,06% com vinhos 90,77% mais caros que os portugueses e 25,57 % mais caros que os italianos, como também já comentado aqui em edições anteriores, vieram para ficar e encontram cada ano mais, um nicho, um local, um espaço onde penetrar, seja por força de sua capacidade produtiva, seja pelas ações constantes, persistência e sistematicamente alavancadas pelas campanhas promocionais governamentais e principalmente pelos eventos e feiras periódicas em distintas regiões, onde uma massa de brasileiros sempre são convidados e observados de maneira intensiva.
 
Demais Países:   Contribuem com apenas 3,93% em valor e 3,72% em volume, destaque para o crescimento de +41,16% dos USA e +6,35% da N. Zelândia e queda vertiginosa de -54,14% da Africa do Sul e -44,62% da Austrália.
 
Análise de minha inteira e única responsabilidade, estando permitido sua divulgação, distribuição e publicação, sem mudança ou alteração no seu texto e conteúdo analítico. Caso necessitem da planilha com dados mais específicos e esclarecedores, favor contactarem-me.
 
Abs
 
 
FONTES: BACEN, SRF e MDIC
 
 
INTERNATIONAL CONSULTING
ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO
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