BEAUJOLAIS NOUVEAU

 

Hoje é o dia do Beaujolais Nouveau, o que isto quer dizer?

Quer dizer que hoje a 3ª. Quinta feira de Novembro de todos os anos, este vinho desde ás 00 horas está liberado para vendas simultaneamente em todo o mundo, é um acordo de cavalheiros entre produtores e revendedores, pois às vezes alguns dias antes os vinhos já se encontram nos postos de vendas. Já foi maior seu barulho, pois um gigantesco processo de marketing acontece, de modo a se encontrar disponível para vendas, no mundo todo, nesta data. Como o vinho é novo (nouveau) ficou pronto recentissimamente e sua   dinâmica de distribuição é trabalhosa e cara. Para que o mundo todo possa prová-lo nesta data, sua distribuição se faz freqüentemente por via aérea.

Como cobrir certas distâncias, por exemplo, Brasil,  por via aérea mais as dificuldades de liberação aduaneira, tornou-se um vinho caro, o que na realidade francesa não é.

Digamos é um vinho simples, não de degustação preocupada, mas de consumo aos grandes goles, quase como um choppinho. Há anos estava em Paris nesta data,  e indo para Lion, região pertinho de Beaujolais, meu amigo Dominique me disse, vá aos restaurantes e peça o nouveau  “en pot”, quer dizer em jarras, para se consumir gulosamente, é isso aí.

 Há alguma controvérsia entre os enófilos, eu o adoro, na verdade adoro todos os vinhos!!        Serve-se bem fresquinho 12° ? É claro que ele não é um néctar, é só um delicioso vinho leve agradável de aromas e sabores, particulares, muito frescos e frutados. Como já disse, o sistema o tornou caro, principalmente no Brasil, o que baixou ao mínimo o interesse dos importadores. Quase não o  encontramos mais nesta data, às vezes depois, sim.

Telegraficamente, explico: é produzido com as uvas Gamay, numa fermentação chamada carbônica, em que os bagos das uvas não são prensados e sim arrebentados espontaneamente pelo seu próprio peso em ambiente enriquecido com gás carbônico, e a fermentação começa dentro dos bagos com suas leveduras selvagens ou naturais. Este é o sistema que faz toda a diferença nos aromas e gostos.

Nada a ver com os deliciosos outros Beaujolais “, normais, fermentados tradicionalmente, que dão excelentes vinhos, principalmente os chamados “grand cru de Beaujolais” , que no meu critério, podem até amadurecer 10 anos, e com esta idade dão vinhos surpreendentemente semelhantes aos da Bourgogne, que na realidade são produzidos com outra uva, a Pinot Noir. Deve ser o terroir que faz esta semelhança.

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