Avaliação dos vinhos pelo Zé

Muitas são as classificações das qualidades dos vinhos, todas a meu ver, tem suas qualidades e falhas.

Existem algumas classificações de 100 pontos. Uma clássica é a da Associazione Enotecnici Italiani; uma variação desta foi feita por José Oswaldo Albano do Amarante que usamos há mais de vinte anos em nossa Confraria organizada por ele, que avalia as características organolépticas. Nela se disseca todas as características visuais, olfativas e gustativas de um  vinho dando um peso relativo à cada uma delas, dependendo de seu critério de importância na composição e resultado final de um vinho.

Entre outras, talvez a mais reconhecida ou em moda atualmente, é a usada pelo famoso Robert Parker; seus valores variam de 0 a 100 pontos e é muito útil, nela, os médios e excelentes vinhos na realidade estão entre 70 e 100 pontos. Abaixo de 60 pontos já são ruins. Estas pontuações têm para mim o inconveniente de serem até certo ponto “advinhativas”, como por exemplo, incluem previsões, como estarão os vinhos dentro de 21 anos!!, ou seja, nas pontuações prevêem situações,  embora isto seja “relativamente” possível pelas análises sensoriais e laboratoriais. É como a fábula do criminoso e o rei…

Os franceses da conceituada Revue du Vin de France e os ingleses da revista Decanter dão notas até 20 pontos.  Abaixo de 12 são ruins.

Outros dão até 7 estrelas, outros ainda até 5 estrelas.

Decidi então classificar os vinhos  com uma mistura de valores não muito rígidos. Depende em conjunto de alguns pontos de vista; de acordo com uma mão do jogo de Truco (manilha velha), bem brasileiro:

ZAP, o quatro de paus:

Ninguém bate, por motivos diversos, qualidade, raridade, prazer, preço, oportunidade de negócio, etc.

Escopeta, o sete de copas:

Pode ser um grande vinho, ou que dê grande prazer, tem qualidades, o preço é justo, mas pode ser até caro.

Espadilha, o ás de espadas:

Um bom vinho, existem aos milhares com as mesmas qualidades, o preço está dentro do razoável ou minimamente acima, nada exorbitante; é possível que encontre muitos outros para o seu gosto mais baratos.

Pica fumo, o sete de ouros:

É um vinho para se consumir como um alimento líquido que acompanha os sólidos, ou não; bom, potável, acompanha situações gastronômicas simples da vida.

Rei de paus:

Não confie, evite, pode ser até muito bom para se consumir, mas não vale seu preço ou fama, são as pegadinhas do mercado.

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