jun
6

Desculpem minha ausência


 

Meus caros amigos.

Desculpem-me a ausência de comunicações.

Há 1 mes estou curtindo uma pedra no rim bem dolorida e sem ânimo para nossos comentários.

Estou quase bom, daqui para frente vou me concentrar e dizer alguma coisa.

maio
11

Terrazas de los Andes- viagem a Mendoza


 

 

Adegas da Terrazas de los andes

Adegas da Terrazas de los andes

Fizemos uma viagem muito agradável à Mendoza na Argentina, éramos dez jornalistas de várias áreas profissionais, convidados pela Terrazas de los Andes/Bodegas Chandon argentinas; empresas comandadas pelo tambem presidente da Cheval Blanc e do Château d’Yquem da França,  Pierre Lurton  e do grande enólogo hoje quase argentino Nicolas Audebert.

Explico que alguns dos jornalistas eram da área de gastronomia, outros de vinhos, outros de moda, outros de cosméticos, eu representei a Revista GOSTO. Foi um grupo formidável que me fez esquecer o péssimo mau tempo. Ganhamos na loto do mau tempo; numa região considerada quase desértica e sem chuvas, (chove apenas 30 dias por ano) e por isso é uma ótima região produtora de vinhos, acertamos em cheio, quatros dias frios entre 5 e 12°C, sem ver nem o sol, nem a famosa Cordilheira dos Andes.

Em 1990 foi a época inicial que a Bodegas Chandon começou a produzir vinhos finos e elegantes na região.  Lá chamam de “Terrazas” os vinhedos situados em alta altitude, e em escadas de altura, entre 900 e até 1500 metros acima do nível do mar, e que têm a característica de produzirem melhor nestas variações climáticas, as clássicas uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e outras, cada uma produzindo melhor em cada uma dessas altitudes.     

Pela secura do clima, possuem uma incrível rede artificial de canais para a irrigação dos vinhedos locais; águas límpidas e transparentes dos degelos da cordilheira formam o rio Mendoza, e a partir dele a rede de irrigação. Nesse sistema, podem fazer um controle rígido dando mais e menos quantidade de água para cada vinhedo considerado, e tem mais, a água é paga aos cofres públicos conforme a quantidade usada, mesmo sabendo que drena naturalmente e grátis das montanhas. Existe um sistema inteligente de mini comportas que podem desviar os fluxos de água até as posições desejáveis dentro dos vinhedos.

Nos vinhedos também existe um sistema forte, caro e rígido de telas que protegem principalmente os vinhedos das uvas Malbec, cujas cascas são mais finas e frágeis, para suportar os granizos. Uma chuva de granizo pode arruinar a produção não somente naquele ano, mas os danos podem prejudicar a produção e a recuperação demorar até três anos. 

Houve muitas compensações para redimir o mau tempo. Normalmente em todas as vinícolas que já visitei na vida, no período das colheitas e vindima os recepcionistas e enólogos odeiam receber e passear com os turistas, até mesmo jornalistas especializados.  Desta vez surpreendi-me com as gentilezas de todos recepcionista e enólogos, principalmente o Gustavo Ursomarso, um dos encarregados de toda a produção dos Terrazas de los Andes, que nos acompanhou, provando pacientemente conosco, e comentando todas as etapas da vinificação, ensinando-nos todos os truques dos processos e nos fazendo provar das várias cubas em evolução em que os vinhos estavam em processo fermentativo, em suas várias etapas, desde um suco no primeiro dia de fermentação, em seguida no segundo, sétimo, décimo quinto, até os de mais de 20 dias com o vinho praticamente pronto. Foi uma experiência inesquecível provar todas estas etapas da vinificação de um mesmo tipo de uva e de um mesmo vinhedo. Toda a produção é vinificada separadamente em 60 a 70 grandes cubas de aço e após 6 meses é que fazem a “assemblage” final para o amadurecimento.

O vinho Cabernet Sauvignon amadurece em barricas novas francesas e o Malbec em barricas de um ano, com tostado médio.

Em uma das tardes  fizemos uma prova vertical do vinho Cheval des Andes desde sua  primeira edição em 1999, seguidas das de 2002, 2006 e 2007. Estavam todos muito bons, finos, delicados e elegantes, com um amadurecimento muito positivo, surpreendendo-me, pois as comuns críticas inglesas são de que estes vinhos sul americanos não conseguem envelhecer bem. O mais antigo já com 13 anos, estava com ótima estrutura, e taninos macios e sem dúvidas suportam ainda mais anos de guarda.

 

Outra simpaticíssima degustação à luz de velas dentro da adegas centenárias, estilo espanhol do final de 1800, lindamente restaurada. Bebemos os vinhos Terrazas de los Andes – Varietais e “single vineyards”.

Os tintos Cabernet Sauvignon 1999, 2002, 2005, 2007 e Malbec  1997, 2001, 2006, 2008. Todos homogeneamente muito bons, frutado, com boa estrutura e tanicidade, numa tentativa de demonstrar a boa qualidade e potenciais de guarda e amadurecimento.

 

O aprendizado final foi compreender melhor os truques e prazos na vinificação dos vinhos e que os vinhos tintos de Malbec e Cabernet Sauvignon, com muita cor, estrutura, álcool, frutas e taninos, têm grande potencial de guarda, com melhora com seus envelhecimentos. Tanto nos vinhos com misturas de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot como no Cheval des Andes, bem como nos principais Varietais ou seja com 100% das uvas de Malbec e  Cabernet Sauvignon.

 

abr
17

VINHOS DA SEMANA 16 04 12 BIN 707 PENFOLDS 1994


 

 

CHÂTEAU SAINT-PIERRE 1982 – Saint-Julien – Bordeaux – França

É um « grand cru classé » daquela região e por ser um vinho desta famosa safra esperávamos mais do que foi encontrado. Recentemente provamos outra garrafa bastante boa, mas esta não estava a altura de sua fama. Saint-Julien é uma nobilíssima origem com vinhos densos e escuros e duráveis.

Sua cor mantendo seu pedigree estava escura quase negra.

Aromas simples fechados com pouca riqueza,  levissimo medicinal fenólico comprometedor, talvez uma incompetência da rolha.

Na boca estava bom, macio, embora com pouca fruta e envelhecido sem complexidade. Realmente não foi uma garrafa feliz.

A lição de hoje é que uma grande safra tem que ter bons auxiliares, principalmente uma boa rolha na garrafa, mas infelizmente é quase impossível, senão impossível poder avaliar a rolha numa garrafa fechada, é uma das loterias do vinho, para os maiores especialistas, sem chances, sem defesas. Claro uma boa adega, sem muitos rebuscamentos,  para esperar os anos passarem.

 

 

BIN 707 CABERNET SAUVIGNON 1994 – BAROSSA VALEY – AUSTRÁLIA 

 

Este vinho foi produzido nas regiões de Coonawarra, Barossa Valley and Mount Barker, pertencem à família dos mais famosos e históricos, da vinícola da Penfolds. Esta vinícola, das melhores da Austrália,  produz um irmão deste, dos mais famosos vinhos do mundo e bastante caro, o Penfolds  Grange, que até há poucos anos chamava-se Penfolds Grange-Hermitage.

Este comentado Penfolds Bin 707 de 1994, é considerados por eles próprios como um  melhores Cabernet Sauvignon já produzido, talvez de todos os tempos. Confira se puder!! Precisa uma graninha. Se puder beba também o Grange, serão inesquecíveis.

 

Este tinha uma cor muito escura quase negra.

 

Aroma muito intenso e muito longo, frutado, maduro, baunilhado, com torrefação para o café, um toque de carvalho americano.

 

Na boca era muito bom, delicado, elegante, frutado, madeirado sem machucar, herbáceos leves e taninos gostosos.

 

Um ZAP caro

 

Importado pela www.mistral.com.br Rua Rocha, 288 – CEP 01330-000 – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3372.3400.

O Bin 707 da safra de 2006 custa R$ 642.

O Grange safra de 2004 custa R$ 2003,76

Na www.brbebidas.com.br tel 011 3071-0777 que é um revendedor às vezes tem um descontinho.

 

abr
17

VIÑA ARDANZA 1976 – Reserva Rioja Alta – Espanha


 

 

Um punhado de bons e maduros vinhos fomos degustando nestas duas semanas ausente de comentários.

Como nosso mercado é pobre em gerar notícias  sobre os vinhos internacionais, fico às vezes mudo, e, constrangido de comentar pequenas notícias como por exemplo fulano comprou uma vinícola de  sicrano no Chile ou na Austrália.

Se os amigos leitores provocarem-me com perguntas, é possível que possa opinar sobre alguma notícia que tenha passada sem comentários.

Como já disse outras vezes, frequentemente, bebemos alguns vinhos que não se encontram em nosso mercado, mas que os comentários poderão completar informações básicas sobre o assunto.

Por exemplo, tenho sempre elogiado este vinho e repito comentando como um dos mais gostosos e bom de preço, da Espanha, talvez do mundo. Foi um enorme prazer beber esta garrafa trazida por meu amigo Raul, que comprou-a de mim mesmo, nos velhos tempos da Maison des Vins (é como se chamava nossa importadora) e foi a primeira marca que importamos, mas esta não foi a primeira safra, a primeira foi de 1971. É só ter paciência,  os espanhóis, principalmente os Riojas, envelhecem com espantosa dignidade.

Estava com a cor bastante marrom, já bem claro, como envelhece os Riojas, até marrom demais, com suspeita de passado. Engano, estava ótimo.

Aromas muitos intensos de uma distante fruta, com madeira agradável e aroma de vinho maduro, até um pouco oxidado, mas não desagradável , com torrefação e champignons, com complexos e intrigantes perfumes.

Na boca tinha só qualidades, delicado, fino, elegante, macio, aveludado, redondo, com indescritíveis sabores, ainda frutado, com nozes? Muito bom corpo, acidez preciosa dos riojas, muito harmonioso.

É um ZAP

Esta marca é importada pela Zahil, mas não esta safra, procurando na internet encontrei para os amigos, baratinho R$ 180, foi a única oferta encontrada, é só dar um pulinho até a Holanda:

Het Nederlands Wijn Antiquariaat  – 2A Eerste Weteringdwars Straat, Amsterdam 1017 TN   Eles entregam em casa talvez valha a pena fazer um teste de compra.

abr
3

BORGONHAS 2009, agora é a vez deles…


Borgonha 2009

 

Por sorte minha, e talvez dos amigos leitores também, pois pude em curto prazo fazer a comparação; tivemos a coincidência de beber em poucos dias de diferença,  os Bordeaux comentados recentemente, e também na semana passada bebemos com os amigos da Revista GOSTO, 25 vinhos da Borgonha 2009.

 Foi uma generosa amostra dos mais importantes importadores da cidade, que incluíam 18 “premier cru” de vários  e famosos “villages” e ainda genéricos “villages”normais, e, com este número de amostras, creio que pude fazer uma avaliação e opinião da safra 2009.

 

Diferentemente dos Bordeaux 2009 bem frutados, estruturados e elegantes, os Borgonhas estão numa safra um pouco menos favorável. Os vinhos estão menos estruturados; mais leves, delicados e macios, fáceis de se consumir. Obviamente nesta região já são mesmo menos encorpados, então é uma safra sem dúvidas para um consumo mais jovem. São vinhos muito agradáveis, com boas frutas, mas pouca acidez e taninos, que os fazem prontos logo, para serem bebidos em curto prazo, mas não espere uma grande longevidade deles. Mais detalhes deles, aguardamos o artigo da Revista GOSTO, que já deve estar saindo.

Já estão todos à venda na praça, são sempre caros, pois mesmo safras menos favoráveis não caem de preços, dada suas origens famosas.

Como estes vinhos estão muito jovens, poderão evoluir diferentemente com  poucos anos e mudarem suas avaliações com as evoluções nas garrafas. Tenho muito ceticismo nas avaliações de, por exemplo, 100 pontos num vinho novíssimo, e ser necessário mudar a escala para “120 pontos” dentro de 8 anos !!??

 

Cito três mais agradáveis, hoje, do conjunto provado, dentro de alguns anos posso mudar de idéia:

 

Volnay Caillerets Bitouzet-Prier –  Imp. Porto Mediterrâneo

Vosne-Romanée Aux Reignots – Comte Liger Belair – Imp. Mistral

Nuits Saint Georges Les Damodes –  Dom. Jean Chauvenet – Imp Porto Mediterrâneo

 Deixe seu comentário no “clic” abaixo – nenhum comentário 

 

mar
22

DIGA NÃO AO AUMENTO DE IMPOSTOS SOBRE OS VINHOS IMPORTADOS


 

 

Assine a petição pública

 

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N22143

mar
15

Bordeaux 2009


Bordeaux 2009

 

Na semana passada tivemos uma deliciosa degustação de vinhos de Bordeaux promovida pela “ Union des Grands Crus de Bordeaux” e seus  produtores mais representativos, dentro dos seus 132 membros.

Foi a primeira degustação promovida em São Paulo oficialmente por eles. Não sei se se trata de crise comercial, mas não me lembro uma degustação tão pródiga de tantas marcas importantes juntas, analisando e promovendo uma única safra, a de 2009; de qualquer modo muito bem vinda e de excelente qualidade.

Eram mais de 100 produtores com no minimo uns quatro tipos cada um, fazendo sem rigor dos números, cerca de 400 vinhos para serem degustados. Não tive esse fôlego todo!!

Foi muito didática, pois num país como o nosso, distante e pouco consumidor de marcas sofisticadas e caras como os Bordeaux, esta foi uma oportunidade indiscutivelmente de ouro para o público amante e estudioso deles.

Como comentamos sempre, os Bordeaux são os mais longevos e resistentes vinhos de mesa, e que necessitam de 15 a 20 anos de amadurecimento e talvez outros tantos anos resistindo num estável platô, com grandes qualidades.

Esta safra de 2009 em tintos, pode e deve ser comprada para os que tenham expectativas de bebê-los maduros em torno do ano de 2030. Claro que poderão ser consumidos antes disso, e com muito prazer.

Os brancos da região de Péssac-Léognan, sempre os mais importantes de toda a região de Bordeaux também estão deliciosos, frutados e baunilhados já, também necessitam e evoluem após 10-15 anos, mas creio que os tintos serão mais famosos. Alguns nomes de brancos atualmente marcantes: Châteaux Pape Clément, Haut-Brion Arrivée, Carbonieux.

Os tintos só começam a desempatar dentro de alguns anos !!

É uma safra deliciosa, fácil, concentrada, frutada, rica, complexa, bem estruturada, equilibrada e harmoniosa. Penso que só haverá prazer  em seu consumo. Embora com estas qualidades, neste momento, está bastante fechada, confundindo e dificultando comparar os que serão grandes vinhos, dos médios e até pequenos.

De qualquer modo foi um grande privilégio que estes vinhos tenham chegados até nós sem precisarmos ir para a França, o que também não seria na verdade, nenhuma tragédia.

 

mar
5

Nederburg Nobile Late Harvest 2010 – Paarl – Africa do Sul


 Queijo Gorgonzola

 

Outra agradável surpresa descobri nos vinhos doces de sobremesa e também ótimos com os “fois gras” ou queijos fortes e gordurosos como Roquefort, Gorgonzola e os cremosos da Serra da Estrela.

Um vinho baratinho para seu tipo, um colheita tardia (as uvas super amadurecem no pé, quase uvas passas, 1 a 2 meses depois de maduras, aí é que são vinificadas), os “late harvest” de qualquer tipo são sempre mais caros, mais mão de obra, mais investimento, por mais simples que sejam. Produzido com 73% de Chenin Blanc, 26% de Muscat de Frontignan e 1% de Semillon.

Muito boa qualidade com alto teor de doçura, sem defeitos embora com simplicidade, onde nos aromas temos agradáveis frutas secas, com mel e grande intensidade. é bastante longo.

Como disse, é bastante doce na boca, intenso, com frutas secas e mel, sem botritys.

É um ZAP pelo preço.

Importado pela www.casaflora.com.br  Tel 11 2842- 5199 preço R$ 50 – 375 ml,  comercializado também pela www.brbebidas.com.br rua Leopoldo Couto de Magalhães, 622 – Itaim Bibi – São Paulo – CEP 04542-010      Tel  011 3071-0777 sempre com um desconto a mais para os leitores do www.zedovinho.com.br

 

fev
23

Tokaji vinhos – Royal Tokaji Late Harvest 2008 – Hungria


Tokaji Late  Harvest

 

Já comentei outras vezes sobre este tipo de vinho, mas por coincidência, já tinha feito um rascunho para hoje e, quando ia editar o post, li uma vistosa chamada no Glupt, do caderno Paladar do Estadão, blogs.estadao.com.br/luiz-horta  e então aproveitei o embalo e arremato o assunto.

Há cerca de 4 anos escrevi uma tira para a Revista Gula que repico novamente:

Foi o padre calvinista Máté Szepsi Laczkó, em 1650, quem inventou este famoso tipo de vinho branco, doce e fragrante da região de Tokaj. O “i” final nos rótulos é o genitivo em húngaro, da região de Tokaj. Já cantado nos versos de Goethe, inspirou Schubert, sempre sobre o piano de Rossini; é um vinho dos reis.

É elaborado com uvas da cepa Furmint principalmente; mais as Haslevelu, Zeta e outras, de um modo um pouco diferente da dos outros vinhos doces. Naquela região o clima local permite que parte das uvas seja escolhida e apanhada manualmente, tardiamente, super maduras, secas como uvas passas; num estado chamado de “aszú”, o que concentra o teor de açúcar,  e, para melhorar ainda, são até botritizadas. 

Os “puttonyos” encontrados os seus rótulos, são uns tipos de cestos que medem os volumes dessas uvas passas, cerca de 20 a 25 kg, que são adicionadas aos barris de 220 litros de vinho jovem secos, de boa qualidade, para se produzir então o vinho doce.  De acordo com as quantidades de cestos adicionados (4, 5, 6 “puttonyos”), será a classificação final do vinho. Quanto mais se colocar mais doce, de melhor qualidade e mais caro o vinho será. São envelhecidos de 6 a 8 anos em barris antes de serem engarrafados. Se se produzir um vinho, unicamente com essas passas maravilhosas, este será chamado de “Esszencia”. É uma raridade. É um vinho riquíssimo de açúcar e de essências, muito espesso, quase um xarope. Não é o meu de preferência, os de 5 a 6 puttonyos na minha opinião são os mais gostosos.

Na extremidade inicial desta cadeia de sofisticação, estão os menos doces, como este que comento hoje; os vinhos chamados “Late Harvest” quer dizer, não são adicionados nenhum “puttonyos” e entende-se que seja um vinho mais simples, embora com uvas super maduras, mas não diz quanto e obviamente mais baratos.

Cor dourada, límpido e transparente.

Aromas frutado, mel, damasco secos, botrytis, moscatado e defumação levíssimos.

Sabor muito bom, delicado e intenso ao mesmo tempo, uvas passas e damascos secos, mel, equilibrado com boa e intensa acidez nas bochechas, longo e leve moscato final (no rótulo informa haver uma cepa de “Yellow Muscat, deve ser uma variedade local). Tem só 10% de álcool, uma delicia com as sobremesas e queijos fortes ou “fois gras”.

É um ZAP pelo custo

Importado pela Inovini (Aurora) 11- 3623-2288 ao preço de R$ 99,00 – 500 ml é o volume mais comum de garrafa.

Comercializado também pela www.brbebidas.com.br  11- 3071-0777 sempre com um descontinho para os leitores do www.zedovinho.com.br  

 

 

 

 

fev
16

“Portos Colheitas” – antigos magníficos!


 

 Messias Colheita

Uma incrível, inédita e inesquecível degustação de antigos vinhos do Porto Colheita fizemos anteontem. Foi por iniciativa da prestigiosa Revista (gourmet) Gosto, que tenho o prazer de participar do grupo de degustadores, e com a colaboração da Casa Flora, importadora dos Vinhos Messias.

Insisto no ineditismo do encontro, pois raramente se pode repetir a façanha, pois os vinhos vieram diretamente das adegas dos Vinhos Messias, de Portugal, dificilmente encontrada uma coleção desta nos amadores colecionadores. 

Como sabemos os vinhos do Porto classificam de modo muito resumido em vinhos Tawny e Vintages.

Grosso modo, os “Tawny” são envelhecidos em barricas e tonéis e posteriormente engarrafados, já os “Vintages” são engarrafados precocemente com cerca de dois anos e seu amadurecimento se dá nas garrafas. Dado ao elevado grau alcoólico (20°) e de açúcar ambos os tipos duram séculos.

Os Vintages são sempre safrados, de um único ano. Os Tawny não; são geralmente misturas de vários anos.

Quando a safra é excepcional, os Tawny safrados de um único ano, ganham a denominação de “Colheita”, são provavelmente os mais raros e caros.

Tivemos então num jantar do Tambuille o privilégio de degustar 8 safras inéditas e famosas: 2000, 1994, 1985, 1977, 1966, 1963, 1952 e 1947.

Para não atravessar a reportagem do próximo número da Revista Gosto que recomendo todos lerem o próximo número para obterem mais detalhes. Aqui vou simplesmente comentar que estes vinhos, habitualmente, quanto mais antigos melhores se tornam. Os mais jovens tem ainda as essências das frutas vermelhas com as cerejas e, conforme evoluem ganham complexidade da baunilha, das frutas secas, nozes como amêndoas e avelãs. Surpreendentemente tornam-se mais potentes e alcoólicos, pois como o processo de amadurecimento se dá nos barris, e por estas características, por micro porosidade, perdem essencialmente água, concentrando seu álcool.

Experimentem estes “Colheitas” e ficarão maravilhados.

No mercado internacional custam, dependendo da safra entre 200 e 400 dólares,  no nosso mercados quando aparecem devem custar 3 a 4 vezes mais.

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